A relação entre Real Madrid e Francisco Franco

COMO O DITADOR ESPANHOL INFLUENCIOU DIRETAMENTE NA HISTÓRIA DO CLUBE MERENGUE

Apesar de jamais possuir algum vínculo oficial com o Real Madrid, Franco é um dos nomes mais importantes da história merengue (Foto: Site El Espanhol)
Por: Lucas Oliveira, MG

Amigo leitor, é bem verdade que o Real Madrid é uma das maiores equipes do esporte mundial. Há quem diga que o clube merengue é de fato o grande time deste planeta. Sua imensa galeria de títulos aliada a extensa lista de excepcionais atletas que vestiram o uniforme são apenas a porta de entrada na história dos blancos. Entretanto, apesar de todas as glórias conquistadas, há um momento no passado madridista que gera muita polêmica sempre que debatido, e que por mais inacreditável que pareça, esse período é desconhecido, ou ignorado por muitos torcedores.

Durante as décadas de 1950, 1960 e 1970, a história do Real Madrid convergia diretamente com a da Espanha, e inevitavelmente, com o regime estabelecido pelo ditador Francisco Franco. Entender o momento que o país ibérico atravessava com o Generalíssimo no poder é fundamental para assimilar como a sua influência ajudou o clube merengue tornar-se a maior potência do futebol europeu, e também o primeiro super time do futebol.

Em 1936, a Frente Popular, um partido de viés socialista, chegou ao domínio na Espanha através das eleições. Apoiado pelos Nacionalistas, Francisco Franco foi o líder do movimento que tentava um golpe de Estado, que mais tarde seria batizado de Guerra Civil Espanhola. Durante o conflito, o General contou com o apoio de tropas nazistas. Um dos momentos mais importantes da tomada do poder por parte dos Nacionalistas foi protagonizado justamente pela força aérea alemã, que em 1937 bombardeou a região de Guernica e Luno. A investida sob o território localizado no País Basco ficou mundialmente conhecido após Pablo Picasso reproduzir o fato em sua obra batizada com o nome da cidade destruída.

Guernica: obra do espanhol Pablo Picasso que retrata o ataque nazista à cidade localizada no País Basco (Foto: Site Cultura Genial)

Além do ataque nazista a Guernica, outro ponto que é considerado vital para que Franco tomasse o poder foi o cerco à Catalunha, em 1939. A região era o principal reduto dos resistentes ao golpe do Generalíssimo. Por ser a capital da Comunidade catalã, Barcelona era o centro em que se encontravam a maior parcela dos Republicanos que haviam vencido as eleições de 1936. Dizer que um El Clásico vai muito além do campo de futebol pode soar clichê para alguns, entretanto, a questão política que envolve um Barça x Real é um dos motivos que tornam esse confronto único.

Após a conquista de grande parcela do território nacional por parte das tropas Franquistas, a Guerra Civil chega ao fim, e Francisco Franco torna-se Chefe de Estado.

Com Franco no poder, não demorou muito para que as suspeitas de favorecimento ao clube da capital espanhola tomassem os debates esportivos e políticos da época.

O Clássico que excede o campo

Em 1943, um episódio deixou claro para os espanhóis que Franco começara a intervir no futebol nacional. O fato em questão era nada mais que um El Clásico. Naquele ano, Real e Barça se enfrentariam pelas semifinais da Copa Del Generalisimo – na Espanha, a Copa é jogada em “homenagem” ao Chefe de Estado do período em questão, portanto, hoje a competição se chama Copa Del Rey.

O primeiro jogo, disputado em Barcelona, no estádio Les Corts, terminou com vitória dos blaugranas por 3×0. Relatos daquele dia descrevem um clima jamais visto em uma cancha na Catalunha, afinal de contas, o confronto estava além das quatro linhas. Aquele não era o duelo apenas entre onze homens trajados de branco frente a outros onze de azul-grená. Barça e Real disputavam em campo uma batalha que representava o enfrentamento entre o regime ditatorial de Francisco Franco e a resistência catalã, que tentava a todo custo não ceder às imposições do Generalíssimo. Um barulho ensurdecedor vinha das arquibancadas – que estavam tomadas por resistentes ao regime Franquista e apoiadores da causa separatista catalã – sempre que a equipe merengue tinha a posse da bola. Para os visitantes, o comportamento dos donos da casa fora interpretado como uma afronta ao Chefe de Estado e seu governo, algo inadmissível, se tratando de uma ditadura.

Graças a toda a polêmica gerada no primeiro confronto, os cidadãos de Madri e apoiadores de Franco fizeram questão de preparar um ambiente deveras hostil para os blaugranas presentes na capital para o segundo duelo. Durante a venda dos ingressos para a peleja, todo torcedor que adquiria seu bilhete levava de presente um apito. Isso mesmo. Um apito. A intenção era “devolver” todo o barulho causado pelos catalães na partida disputada em Barcelona.

Apitos a parte, a influência de Franco sob o futebol nacional foi colocada em ação momentos antes da bola rolar. Relatos soltos aqui e ali apontam que durante a preparação para o jogo, membros do regime Franquista foram ao vestiário do Barcelona com propósito de intimidar os jogadores catalães. O suposto fato jamais confirmado, mas é a explicação mais lógica encontrada pela imprensa espanhola para relatar o que momentos mais tarde ocorreria em campo.

A bola rolou, e logo nos primeiros minutos o Real balançou a rede adversária duas vezes. Tudo parecia dentro da lógica do futebol até o momento em que o Barça teve um jogador expulso. A partir daquele momento, a postura indiferente dos atletas blaugranas ficou evidente após o time ir para o intervalo de jogo com um déficit de oito gols. Você não leu errado. A primeira etapa da peleja terminara 8×0 para a equipe de Madri.

Indiferente, apático, displicente, abúlico. Faltam adjetivos para definir o que foi o Futbol Club Barcelona aquele dia.

Com o déficit enorme no placar, os visitantes estavam decididos a não voltar para a segunda etapa. Mas era óbvio que aquilo não seria bom para a imagem do Generalíssimo, logo, a questão foi rapidamente resolvida. Ao saber da intenção dos jogadores catalães, um coronel aliado a Franco esteve no vestiário dos atletas para garantir que os mesmos voltassem ao campo. Na obra do escritor Paco Martínez, Las Mejores Anécdotas del Barça, o ex jogador Josep Valle, que trajava a camisa azul-grená no El Clásico em questão, confirma não somente a presença, como também a ameaça feita aos atletas por parte do militar.

“Se deixaram o campo, vocês saem daqui direto para a prisão. Todos vocês”, relata Valle

A volta ao campo serviu apenas para mais 45 minutos de humilhação aos catalães. Era notória a postura apática dos jogadores do Barça. Todos passivos, sem demonstrar qualquer indício de reação. Os blancos ainda foram às redes blaugranas em mais três oportunidades. Os números finais da peleja foram: Real Madrid 11×1 Barcelona.

Como era de se esperar, o Clássico foi noticiado por todos os veículos da época como um episódio inexplicável. Em Barcelona, os jornais apontavam o favorecimento de Franco para com a equipe da capital. Já em Madri, o jornal Marca trata o ocorrido como uma grande atuação por parte dos merengues.

Manchete do Marca enaltece a atuação dos merengues (Foto: Site SportsKeeda)

Real Madrid Club de Fútbol: A vitrine do período Franquista

As evidências do favorecimento de Francisco Franco em relação ao Real Madrid ficaram ainda mais escancaradas no decorrer da década de 1940, mais precisamente, no pós-guerra.

Como a equipe da capital era o principal meio de propaganda do regime Franquista, o ditador decidiu elevar o status do clube a um nível desconhecido até então no futebol espanhol. A intenção do Generalíssimo era exibir, através do clube merengue, que tudo ia muito bem no país. Em Português coloquial, Franco queria demonstrar que as coisas de fato funcionavam na Espanha. Nada melhor então do que uma grandiosa obra. Nascia ali o projeto do Estádio Chamartín, que mais tarde seria batizado com outra alcunha, desta vez em homenagem ao presidente do Real Madrid na época, Santiago Bernabéu.

O estádio erguido com dinheiro da administração pública foi uma espécie de catalisador para o fortalecimento da união entre Bernabéu e Franco.

Francisco Franco e Santigo Bernabéu, os homens que transformaram o Real Madrid no que ele é hoje (Foto: Site Estrella Digital)

O presidente do Real Madrid e o Generalíssimo eram conhecidos há tempos. Bernabéu fazia parte das tropas Franquistas durante o cerco à Catalunha, em 1939. Daí a explicação da forte parceria entre o mandatário madridista e o ditador.

Agora, o Real Madrid tinha o melhor estádio de toda a Europa, o que faltava eram títulos para celebrar na casa nova.

Apesar do magnífico estádio, o Real Madrid não vivia um grande momento nas canchas. No final dos anos 1940 até a metade da década seguinte, o clube merengue conquistou somente a Copa Del Generalisimo nas temporadas 1945/46 e 1946/47. Era muito pouco para um clube que gozava de toda aquela estrutura.

O ano de 1953 marcava exatas duas décadas desde o último campeonato espanhol conquistado pelo Real Madrid. Naquela mesma temporada, ocorreria um fato crucial para a história dos merengues. O time que não emplacava dentro de campo passaria a contar com um grande reforço no seu plantel. O dito cujo era um argentino que causava certo reboliço nas canchas sul-americanas. O jovem Alfredo Di Stéfano, então com 26 anos, havia acertado com o clube. Entretanto, o favorecimento de Francisco Franco para com a equipe da capital ficara evidente mais uma vez.

A assinatura de Di Stéfano com o Real Madrid está repleta de controvérsias por todos os lados.

Ainda em 1952, o Barcelona investiu na contratação de Di Stéfano, que naquele momento jogava pelo Millonarios-COL, porém, seus direitos esportivos ainda pertenciam ao seu ex clube, River Plate-ARG. Os catalães fecharam o negócio com o time argentino, e Di Stéfano era o mais novo reforço blaugrana. Todavia, o Barça não entrou em acordo com o Millonarios, esse fato desencadearia toda a sequência dos tramites. Sabendo do processo que envolvia a contratação de La Saeta Rubia, os diretores merengues viram uma oportunidade de atravessar o negócio que que seus rivais haviam realizado. Naquele ano, Di Stéfano entrou em campo em poucas oportunidades com a camisa azul-grená, porém, o jogador ficara fora de atividade durante o período em que o Real Madrid investiu na possibilidade de poder contar com o atacante em seu plantel.

Di Stéfano, ao lado do ídolo blaugrana, Kubala, em uma de suas poucas aparições com o uniforme azul-grená do Barcelona (Foto: Site Weloba)

Ao saber dos detalhes da transferência de Di Stéfano, o Real Madrid entrou em contato com o Millonários, na esperança de conseguir vencer a batalha jurídica pelo argentino. A negociata merengue casou impacto direto na Delegação Esportiva Nacional, que diante daquela situação, instaurou uma medida que impedia os clubes espanhóis de contratarem jogadores estrangeiros. A norma pouco foi útil, visto a pressão que catalães e merengues fizeram para que o caso fosse resolvido. Pouco tempo após a aprovação da nova regra, a instituição cedeu às vontades das equipes e determinou um acordo que pretendia satisfazer ambas as partes: Di Stéfano seria “divido” entre os times; numa temporada jogaria defenderia o Real Madrid, na outra, o Barcelona, isso durante quatro anos – que foi o tempo acordado no primeiro vínculo que o atleta assinou com o Barça. A proposta não agradou ao blaugranas, que declinaram do acordo, vetando automaticamente a possibilidade de o jogador atuar no seu rival.

A lei que impedia clubes espanhóis de contratarem atletas estrangeiros mais uma vez foi alterada. Dessa vez, em favor dos merengues. O chefe da Delegação Esportiva Nacional, General José Moscardó – que durante a Guerra Civil Espanhola desenvolveu papel importantíssimo ao comandar as tropas Franquistas durante o período em que a frente Republicana montou cerco ao Alcazar de Toledo, local de refúgio dos soldados Nacionalistas – interviu diretamente em toda a questão envolvendo Di Stéfano. O militar, usando seu poder, modificou a regra e determinou que somente as transferências que ainda não estavam em processo antes do dia 22 de agosto de 1953 fossem vetadas. Portanto, o Real Madrid, que havia dado início a sua negociata pelo argentino antes do prazo estabelecido por Moscardó, tinha o caminho livre para assinar com La Saeta, visto que o Barcelona havia declinado do negócio.

Com Di Stéfano em seu plantel, um grandioso estádio e grandes investimentos entrando, os blancos tinham, finalmente, o que era preciso para chegar ao topo. Todavia, a escalada dos merengues rumo ao posto de maior clube do mundo converge diretamente com a de um torneio em específico. Real Madrid e Champions são palavras que cabem perfeitamente em uma frase. Parece até que foram feitos um para o outro – a recente dominância madridista no certame europeu reforça essa ideia.

Os anos dourados do clube branco

Com Di Stéfano no comando, os merengues voltaram a figurar entre os principais clubes da Espanha. Logo em sua primeira temporada, o argentino liderou os blancos à conquista do Campeonato Espanhol. Na temporada 1953/54 o veio o bi nacional e a consolidação de um time que ainda alcançaria grandes honrarias.

Havia tempos que dirigentes de todos os países tentavam emplacar uma competição continental no velho mundo. Décadas antes, a Mitropa Cup e a Coupe de Nations reuniram equipes para a disputa do posto de campeão da Europa. Apesar dos campeonatos terem contado com muitas edições, o torneio mais relevante ainda estava para ser criado. Em 1955, era concebida a Copa dos Campeões da Europa.

A então Copa dos Campeões Europa – mais tarde rebatizada de Liga dos Campeões da Europa – foi disputada pela primeira vez na temporada 1955/56. O presidente do Real Madrid, Santiago Bernabéu, era vice-presidente do comitê responsável pela organização do torneio. Ao seu modo, o cartola conseguiu que a competição fosse projetada para adequar-se ao clube merengue. Na primeira edição, o mandatário madridista foi um dos responsáveis pela medida que vetou o convite – nas primeiras edições os clubes eram convidados a participar da Copa – de equipes do futebol inglês e também do seu rival Barcelona. Durante os mata-matas, os blancos deixaram pelo caminho o Partizan-SER e o Milan-ITA pelas quartas e semifinais respectivamente. Na final bateriam o Stade de Reims por 4×3, sagrando-se assim campeão europeu pela primeira vez.

O Real Madrid estava agora onde Francisco Franco e todos os madridistas queriam: no posto mais alto do futebol europeu.

No ano seguinte a dinastia merengue continuou imperando não somente na Espanha, como também na Europa. A temporada 1956/57 é marcante na história do Real Madrid não “somente” pela conquista do bicampeonato europeu, mas também por vencer o Campeonato Espanhol, tornando-se a primeira equipe a conquistar o doblete. Naquela Copa dos Campões , outra polêmica envolvendo os blancos foi levantada. Em confronto válido pelas oitavas de final, o Real teria pela frente o Rapid Viena-AUS, atual bicampeão austríaco. No confronto de ida, disputado na capital espanhola, Di Stéfano e companhia saíra vitoriosos pelo placar de 4×2. Na volta, jogando em casa, o Rapid aplicou um 3×1 nos visitantes, deixando o placar agregado em 5×5. Naquela época, o gol marcado fora de casa não era válido como critério de desempate – caso fosse, os austríacos teriam avançado às quartas de final por terem marcado dois tentos em solo espanhol –, sendo assim, a medida adotada pela UEFA para decidir quem iria adiante na competição era um terceiro embate, disputado em território neutro. Nesse momento entra a figura de Raimundo Saporta, dirigente merengue que era a ponte entre o Real Madrid e o General Francisco Franco. Saporta conseguiu – através de uma quantia generosa de dólares – que o derradeiro confronto entre as equipes fosse disputado em solo espanhol. Com a reviravolta do regulamento, os merengues, diante de 100 mil expectadores, venceram o Rapid Viena por 2×0 e avançaram para a próxima fase da competição.

Os blancos passaram ainda por Nice-FRA e Manchester United-ING antes da grande final. O confronto decisivo seria jogado em casa, contra a Fiorentina-ITA. Os italianos viram os mandantes abrirem o placar com Di Stéfano cobrando penalidade máxima, pênalti esse que jamais existiu, diga-se de passagem. A postura do árbitro Leopold Horn alavancou as suspeitas de que o Madrid era favorecido pela arbitragem. Se o erro foi intencional ou não, somente o detentor do apito pode dizer, todavia, o Real Madrid sagrava-se bicampeão europeu. Abaixo, no exato minuto 1:43, o pênalti que somente o árbitro enxergou.

Na temporada 1957/58 o Real Madrid alcançaria outro feito histórico: naquele ano, o clube conseguiu o bi-nacional e também europeu. Ou seja, os merengues conquistaram o bicampeonato do doblete – feito que foi repetido somente pelo Ajax-HOL da década de 1970, liderado por Johan Cruijff. A final do torneio foi disputada contra o Milan-ITA, que até conseguiu sair na frente no marcador, mas não conteve a reação merengue que começou com um gol de Di Stéfano – que foi o artilheiro da competição com dez gols – cinco minutos após os rossoneri ter balançado a rede dos espanhóis. A peleja terminou na prorrogação com números finais de: Real Madrid 3×2 Milan.

Para fechar a década mais vitoriosa de sua história, o Real ainda foi campeão da Copa dos Campeões nas temporadas 1958/59 e 1959/60, derrotando Stade Reims – novamente – e Eintracht Frankfurt-ALE respectivamente, encerrando assim a sequência de cinco conquistas continentais.

A mítica fotografia de Alfredo Di Stéfano com os cinco troféus da Copa dos Campeões da Europa (Foto: Site 20Minutos)

A volta à normalidade e o fim do Franquismo

No começo da década de 1960 não havia clube que sequer incomodava o Real Madrid no futebol europeu. Todavia, como a grande parte do que há nesse mundo, a dominância merengue no velho continente tendia ao esgotamento.

O envelhecimento do elenco foi um dos fatores principais para o fim da hegemonia merengue na Europa. O principal exemplo é Alfredo Di Stéfano. O craque argentino havia completado 35 anos de idade na temporada do último título do pentacampeonato europeu. O protagonismo de La Saeta Rubia foi diminuindo com o passar dos anos, a ingrata missão de liderar aquele time ficou a cargo de outro grande jogador da história do futebol: Ferenc Puskás. O húngaro, que havia chegado em Madri em 1958, participou das conquistas da Copa dos Campeões em 1959 e 1960 desempenhando papel de coadjuvante de luxo de Di Stéfano, que viria a deixar Madri em 1964, já com quase 40. Em 1966, Puskás liderou o Real Madrid mais uma conquista de Copa dos Campeões, era o sexto trunfo continental dos blancos.

Alfredo Di Stéfano com a pelota, e a direita, Ferenc Puskás, dois dos maiores jogadores da história merengue (Foto: Site Goal)

No decorrer das décadas de 1960 e 1970 o Real Madrid ainda conquistou em novas oportunidades o Campeonato Espanhol e a Copa Del Generalissimo. Todavia, a dominância no certame continental jamais fora a mesma. Os blancos entraram em uma enorme fila, que teria fim somente no ano de 1998.

Francisco Franco faleceu em 1975, aos 82 anos de idade. Com a morte do ditador, chegava ao fim o período Franquista no país. Uma semana após o falecimento do Generalíssimo, Juan Carlos fora nomeado Rei da Espanha.

Com o fim do Franquismo, os favorecimentos descarados do governo para com o Real Madrid cessaram. Historicamente, o time merengue sempre fora visto com bons olhos pela Coroa – daí vem a alcunha Real. O clube da capital espanhola fora fundado em 1902 com o nome de Madrid Foot-Ball Club. O prefixo “Real” e a coroa no escudo oficial da agremiação não são exclusivos dos madridistas, visto que equipes de outras Comunidades Autônomas da Espanha possuem os mesmos adereços; Real Betis, com sede na Província de Sevilla, e Real Valladolid, localizado na capital da Comunidade de Castela e Leão são exemplos de equipes que apoiam – e são apoiados – pela Monarquia. Ainda que apoiado pelo Coroa, a balança jamais voltou a pesar para o lado do Real Madrid Club de Fútbol como pesara quando Francisco Franco detinha o poder na Espanha.

Fontes: La Leyenda Negra De La Gloria Blanca

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