A reta final das Eliminatórias na África, Ásia e Oceania

As seleções batalham firme para carimbar a vaga na competição mais importante do futebol

As Eliminatórias envolveram mais de 200 países nesta edição. (foto: Globo)
Diego Giandomenico, PR

Falta pouco, meus amigos. A Copa das Confederações chegou ao fim e isso nos lembra que resta cerca de um ano para grudarmos na telinha e vermos TODOS os jogos da Copa, aplicando centenas de MIM ACHER todos os dias. É o torneio de Seleções mais importantes do mundo. Vale a pena.  

Mas aí você se pergunta: quem vai estar lá?

Brasil, Rússia e Irã já estão dentro. Isso todos sabem. Depois de uma sequência incrível de vitórias, a nossa Seleção deslanchou e foi de desacreditada à classificada com antecedência em poucas rodadas. O Irã também carimbou a vaga recentemente na Ásia. E a Rússia está lá por ser o país-sede. Faltam 29 equipes para formar os grupos e iniciar a competição. 

Brasil recuperou a soberania no continente e de quebra garantiu sua vaga antecipada para a Rússia. (foto: El País)
Brasil recuperou a soberania no continente e de quebra garantiu sua vaga antecipada para a Rússia (foto: El País)

Hoje falaremos sobre as seleções de Confederações que nunca chegaram lá muito perto de um título mundial: África, Ásia e Oceania. Comecemos pelos africanos.

ÁFRICA

As eliminatórias da África estão em sua fase final. São 20 seleções divididas em 5 grupos onde apenas o campeão sairá vencedor. A distribuição foi feita conforme ranqueamento FIFA. Os times foram separados em potes e sorteados. Isso faz com que algumas chaves pareçam muito superiores a outras perante aos olhos de admiradores remotos do futebol africano. Faltando ainda quatro rodadas para o final, veja como está a situação em cada grupo.

Grupo A

Tunísia, República Democrática do Congo, Guiné e Líbia. Conhecemos um poucos mais o tunisianos, que já participaram da Copa recentemente, em 1998, 2002 e 2006. Além de terem sido os primeiros africanos a vencerem uma partida do Mundial, em 1978, contra o México. Atualmente, Khazri (Sunderland) e Abdennour (Valencia) são os dois grandes nomes da Seleção, que divide a liderança do grupo com a República Democrática do Congo (ambas com duas vitórias em dois jogos).

Tunísia lidera seu grupo em busca de uma vaga (foto: Globo)
Tunísia lidera seu grupo em busca de uma vaga (foto: Globo)

Anteriormente conhecido como Zaire, terra do Mazembe e que ficou conhecida por esse lance na Copa de 74, a República Democrática do Congo, parece finalmente estar perto de uma vaga para o mundial. Nomes como Bolasie, Bakambu, Mbokani, Mbemba, podem fazer a diferença e dar a sonhada vaga para o país. Já Guiné e Líbia terão que remar muito para chegar, mas é bem difícil.

O Antigo Zaire tenta voltar à Copa, agora como República Democrática do Congo (foto: Trivela)
O Antigo Zaire tenta voltar à Copa, agora como República Democrática do Congo (foto: Trivela)

A seleção de Guiné conta com jogadores como Lass Bangoura e Naby Keïta, mas as derrotas frente à Tunísia e a RD do Congo deixaram a situação bem difícil. Já Líbia veio a passeio mesmo, com poucos jogadores de destaque, a classificação até essa fase final parece ser seu prêmio.

Grupo B

É o grupo da morte. Argélia, Nigéria, Camarões e Zâmbia lutam por apenas uma vaga. As três primeiras seleções têm nomes de peso, experiência em Copas do Mundo, estiveram presentes no último Mundial e duas vão ficar de fora. Quem largou na frente com duas vitórias até o momento foi a Nigéria. Nomes como Iheanacho, Ndidi, Iwobi, Musa, Moses, Mikel podem ser familiares para quem assiste a Premier League e são a base do time. 

Já Camarões tem um elenco mais modesto e segura a vice-liderança. Acabamos de ver sua participação na Copa das Confederações o que nos faz acreditar ser difícil voltar à Rússia no ano que vem. Aboubakar, Bassogog, Anguissa, Moukandjo e Ondoa são os destaques dos Leões e o confronto contra a Nigéria na próxima data FIFA determinará os rumos deste grupo.

Camarões busca afirmação depois de fraca Copa das Confederações (foto: R7)
Camarões busca afirmação depois de fraca Copa das Confederações (foto: R7)

A decepção é a Argélia. São muitos caras de peso para ficarem abaixo. Mahrez, Slimani, Bentaleb, Feghouli, Ghoulam, Taïder, Brahimi e outros. A Seleção que causou muitas dificuldades à Alemanha em 2014, parece ter perdido um pouco a força, mas é sempre bom ficar de olho. Atualmente estão em último lugar com um ponto, perdendo no saldo para o Zâmbia.

Argélia precisa de todos os seus craques, caso queira estar na Rússia ano que vem (foto: Guia do Boleiro)
Argélia precisa de todos os seus craques, caso queira estar na Rússia ano que vem (foto: Guia do Boleiro)

Donos de um elenco bem mais modesto que seus rivais, Zâmbia quer continuar a surpreender. Depois de um empate contra camarões e um jogo bem difícil contra a Nigéria, será a vez dos argelinos sentirem o gosto dos Balas de Cobre, como são conhecidos. O terceiro lugar ainda dá esperanças, mas dificilmente veremos eles na Copa.

Grupo C

Costa do Marfim, Mali, Marrocos e Gabão formam o grupo C. Se não é da morte como o grupo B, podemos considerar que pelo menos é o grupo do estado gravíssimo. A começar pelo líder, Costa do Marfim, com 4 pontos. Com muita experiência internacional recente, grandes astros formados e donos de um bom retrospecto no continente, os Elefantes são favoritos. Contam com um elenco de respeito, principalmente na zaga com Bailly e Aurier. Gervinho, Doumbia e Bony são referências no ataque e no comando técnico temos o famigerado Marc Willmots, ex-técnico da “ótima geração belga”.

Gervinho é uma das referências da Costa do Marfim (foto: ISSOUF SANOGO)
Gervinho é uma das referências da Costa do Marfim (foto: ISSOUF SANOGO)

Empatados em pontos vem Marrocos e Gabão, 2 para cada um. Os marroquinos contam com El Kaddouri, Dirar, Benatia e El Ahmadi para conseguir a vaga. Já o Gabão tem nome e sobrenome do sucesso Pierre-Emerick Aubameyang. O craque do Borussia Dortmund é o cara das Panteras Negras, ao seu lado o jogador que mais próximo chega de um sucesso é Lemina, reserva da Juventus.

Aubameyang, o gabonês (foto: UOL Esporte)
Aubameyang, o gabonês (foto: UOL Esporte)

Na rabeira do grupo, Mali não é uma seleção ruim. Nomes como Adama Traoré (que surgiu na base do Barcelona), Molla Wagué, Mossa Doumbia e Sako são fortes e podem ajudar a seleção a ir mais longe.

Grupo D

Senegal, Cabo Verde, África do Sul e Burkina Faso formam este grupo. A liderança está dividida nas mãos de Burkina Faso e África do Sul, com vantagem de Burkina no saldo de gols. Se você não acompanha muito o futebol da África, Brukina Faso pode ser uma surpresa, porém não é. Na Copa Africana de Nações deste ano, quase chegaram à final, perdendo para os futuros campeões, os camaroneses. Conhecidos como Os Garanhões (sem duplo sentido, eu juro), os burquineses tem bons nomes em seu plantel, destaque para Bertrand Traoré que fez ótima campanha com o Ajax e os artilheiros pouco conhecidos Diawara e Bancé, além do rodado zagueiro Bakary Koné.

Bancé, um dos nomes do líder Burkina Faso (foto: ESPN)
Bancé, um dos nomes do líder Burkina Faso (foto: ESPN)

Muita coisa mudou na África do Sul desde a Copa de 2010. O que mais chama a atenção é a dificuldade de encontrar novos talentos no país, o que deveria ser ao contrário, já que viveu a “febre da Copa”. Por isso os Bafana Bafana sofrem atualmente. Se antes nomes como McCarthy, Fortune, Pienaar e Radebe floreavam o plantel sul-africano, hoje pouco restou. A maioria dos jogadores atuam no campeonato local com destaque para Serero e Khune. A polêmica envolvendo os sul-africanos foi o pênalti absurdo marcado por Joseph Lamptey, que ajudou na vitória dos Bafana Bafana e resultou na exclusão do árbitro do esporte.

Além do talento, Senegal vai precisar contar de mais sorte (foto: Lefty Shivambu/Gallo Images)
Além do talento, Senegal vai precisar contar de mais sorte (foto: Lefty Shivambu/Gallo Images)

Outra Seleção que já fez história em uma Copa e que hoje está se reerguendo é Senegal. Depois do sucesso de 2002, os senegaleses nunca mais foram os mesmos. Porém hoje tem bons nomes e podem voltar a sonhar com uma vaga. Kouyté, Souaré, Demba Ba, Papis Cissé, Moussa Sow, Diamé, Gueye, Diakhaté, Diawara, Koulibaly, Keita. Eles podem ajudar Senegal. Atualmente estão em terceiro, mas coladinhos nos dois líderes.

Já Cabo Verde, nossos irmãos em língua lusitana, não são favoritos, mas tem evoluído muito. Fernando Varela, Garry Rodrigues, Odaïr Fortes podem ajudar o pequeno arquipélago no centro do Oceano Atlântico a tentar voos mais altos.

Grupo E

Gana, Egito, Congo e Uganda formam o último grupo desta fase. Será que finalmente o Egito entra na Copa?  Está mais próximo, com duas vitórias e abrindo 5 pontos do principal rival, Gana. Os Faraós batem na trave desde 1998, neste período foram 3 títulos africanos e um vice. Com jogadores como Mohamed Salah, Elneny e Elmohamady, eles têm tudo para voltar a disputar um Mundial. 

Torcida acredita no Egito, e você? (foto: Trivela)
Torcida acredita no Egito, e você? (foto: Trivela)

Quem os segue de perto é a Uganda. Formada por jogadores que atuam desde o futebol belga até o futebol vietnamita, os uganeses vão tentar a façanha histórica de levar sua Seleção para o mundial. O destaque fica com Farouk Miya, jovem jogador do Standart Liège.

Uganda e Gana correm atrás do Egito (foto: Portal Tri)
Uganda e Gana correm atrás do Egito (foto: Portal Tri)

Gana ainda não engrenou. Com apenas um ponto em duas rodadas, os Estrelas Pretas, que já chegaram às quartas de final em 2010, hoje vão ter que se esforçar muito caso queiram chegar perto da seleção egípcia. Contando com os irmãos Ayew (Jordan e André) como referência, os ganeses ainda têm ao seu lado a experiênca de Asamoah Gyan, a juventude de Partey e Amartey, e a qualidade de jogadores como Acquah, Atsu e Mensah. Tem que correr se quiser se classificar.

Já o Congo é o patinho feio do grupo. Com pouca bagagem internacional e jogadores que atuam basicamente em sua terra natal, os congoleses estão no seu ápice ao terem chegado na fase final das eliminatórias. 

ÁSIA

Depois de vermos como está a África, partiremos rumo à Ásia, que já possui Seleção classificada e está perto da definição. A fase final foi dividida em dois grupos com seis seleções cada, os dois primeiros se classificam direto e o terceiro de cada grupo passa por uma repescagem regional e depois é encaminhado para uma repescagem mundial contra o quarto colocado da CONCACAF. Vamos à situação de cada um deles.

Grupo A

Neste grupo já temos um classificado, o Irã. Os iranianos já abriram 7 pontos de vantagem para a Coreia do Sul e 8 para o Uzbequistão e como falta duas rodadas, não tem possibilidade de sequer perder a liderança. Contando com jogadores como Azmoun, Shojaei e Ghoochannejhad, o Time do Povo vai para a sua sexta participação.

Irã já carimbou sua vaga (foto: Lance)
Irã já carimbou sua vaga (foto: Lance)

Já a badalada Coreia do Sul, pode perder a segunda posição e até mesmo pode ficar de fora da repescagem. Com 13 pontos, os coreanos têm uma partida em casa contra o Irã e fora contra o Uzbequistão, se perderem as duas podem ser ultrapassados por Uzbequistão e Síria. Ver uma seleção com nomes como Son Heung-min, Lee Chung-yong, Ki Sung-yueng e Ji Dong-won de fora pode trazer alívio aos narradores brasileiros, mas certamente seria uma perda para a competição como um todo.

Uzbequistão sonha (de novo) com sua primeira Copa do Mundo (foto: Trivela)
Uzbequistão sonha (de novo) com sua primeira Copa do Mundo (foto: Trivela)

Os uzbeques novamente estão perto de uma classificação inédita, mas o ex-caldeirão étnico soviético pode bater na trave mais uma vez. Com poucos jogadores que atuam fora do país, Ahmedov pode ser a referência, junto do antigo ídolo da seleção Djeparov. Precisam vencer a Coreia na última rodada se quiserem algo da vida.

Já a surpresa aqui fica pela participação da Síria. Mesmo num conflito sem fim, eles vêm desempenhando um bom papel nestas eliminatória com 9 pontos e a chance de conseguir uma vaga na repescagem. Para isso precisam vencer o Qatar em casa e torcer para uma benevolência do Irã fora. A grande perda aqui fica por conta de Mahmoud Dahoud, uma das grandes promessas do futebol mundial e que vai vestir a camisa do Borussia Dortmund nesta  temporada, mas que optou ser jogador alemão e está com a seleção sub-21 germânica.

Os próximos anfitriões da Copa do Mundo fizeram um papel bem medíocre nas eliminatórias. Com um apanhado de jogadores estrangeiros, Qatar foi presa fácil em muitas partidas, surpreendendo apenas a Coreia na última rodada. Soria (Uruguai), Tabata e Luiz Júnior (Brasil), Pedro Miguel (Portugal), Maqsoud (Egito), Kasola (Gana), Majid (Kuwait), entre muitos outros formam a legião estrangeira do sultanato que precisa melhorar e muito caso queira fazer uma campanha decente em 2022.

Já a China melhorou o seu desempenho das últimas eliminatórias, mas longe de fazer frente às potências de seu grupo. Mesmo tentando fazer de seu futebol mais forte e atraente, ficou evidente que a falta de experiência internacional pesa em grandes jogos e venceu apenas 1 dos seus 8 jogos na última fase (surpreendentemente contra a Coreia do Sul), sustentando até o momento a lanterna. Desde 2016, a equipe é treinada pelo técnico campeão mundial, Marcello Lippi. 

China ainda sonha com dias melhores (foto: Globo)
China ainda sonha com dias melhores (foto: Globo)

Grupo B

Aqui o equilíbrio impera. Japão, Arábia Saudita e Austrália brigam pela vaga direta, enquanto os Emirados Árabes Unidos ainda sonham com uma remota chance de ir para a repescagem. Os japoneses lideram por um ponto de vantagem, mas ter]ao duas pedreiras pela frente: Austrália em casa e Arábia Saudita fora. Os nipônicos perderam apenas um jogo, para a os Emirados Árabes Unidos, na primeira rodada, após isso foram 5 vitórias e 2 empates. A equipe conta com alguns jogadores que atuam no futebol alemão, como: Kagawa, Gotoku Sakai, Osako e Asano. Outros nomes relevantes são os de Honda, Inui, Hiroki Sakai e Nagatomo. Mas além de seus craques, os japoneses precisaram lutar muito contra árabes e cangurus.

Japão tem tido vida mais difícil do que imaginava (foto: Koki Nagahama)
Japão tem tido vida mais difícil do que imaginava (foto: Koki Nagahama)

A Arábia Saudita recuperou um pouco dos seus bons dias com a campanha que atualmente vem fazendo nas eliminatórias. São 5 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, a última para a Austrália que complicou um pouco a vida. Contam com o artilheiro Mohammad Al-Sahlawi e uma base de jogadores que atuam praticamente em sua terra mãe, exceção do experiente atacante Al-Shamrani, que joga no Al-Ain. Precisa vencer os Emirados Árabes Unidos fora e mostrar sua força contra o Japão em casa, caso queira avançar sem a necessidade de uma traumática repescagem.

Austrália quer ir para sua quarta copa consecutiva (foto: Zero Hora)
Austrália quer ir para sua quarta copa consecutiva (foto: Zero Hora)

A Austrália viveu dias tenebrosos na fase final das eliminatórias, com 4 empates seguidos (um deles contra a fraquíssima Tailândia), porém conseguiram duas boas vitórias e, para aumentar a confiança, os Socceroos também fizeram uma campanha de respeito na Copa das Confederações, perdendo apenas para os campeões, a Alemanha. A missão australiana é simples, se vencer as duas, está classificado automaticamente, se perder uma, ainda tem chances de ir direto, se perder as duas, poderá repousar na repescagem. Os Socceroos enfrentam os rivais japoneses fora de casa, se passarem por essa batalha, terão um confronto bem mais fácil contra a Tailândia em seus domínios. A Austrália não tem um grande nome individual, mas alguns jogadores começam a trabalhar bem em seus clubes, algo que não existia em 2014. Rogic tem sido referência do meio campo do Celtic. Leckie foi contratado pelo Hertha Berlim para a próxima temporada. Mooy foi crucial para o acesso do Huddersfield a Premier League. Irvine, Juric e Luongo também fazem bons papéis. Os cangurus ainda estão invictos esta fase e vão precisar mais do que nunca manter este retrospecto caso queiram avançar.

Já os Emirados Árabes Unidos estão virtualmente eliminados. Precisariam vencer a Arábia Saudita e contar com um tropeço deles na partida contra o Japão, além de fazer sua parte e vencer o Iraque fora. Difícil disso acontecer. Depois da surpresa na Copa da Ásia de 2015, com Omar Abdulrahman sendo seu principal craque, esperava-se mais dos emiradenses do que apenas ficar acima de Iraque e Tailândia na tabela.

Iraquianos, que por sinal, parecem ter perdido sua força desde o surpreendente título da Copa da Ásia de 2007. De lá para cá nunca conseguiram chegar perto de uma qualificação ao mundial. Pior, tem visto esse sonho cada dia mais distante. Sua maior estrela é o jovem Human Tariq, que esteve nas Olimpíadas do Rio e é conhecido como “Messi Iraquiano”, tem apenas 21 anos, mas já tem no seu currículo quase 40 convocações a seleção nacional. Infelizmente nem o Messi do Golfo conseguiu fazer o Iraque voltar à principal competição mundial.

Já a Tailândia pode se considerar uma grande vitoriosa, apesar das 6 derrotas na fase final. Era uma das seleções mais fracas do continente, porém começaram a investir no futebol local, fazendo algo parecido com o que China fez. Ao contrário dos chineses, suas perspectivas eram um pouco menores e chegar a fase final da competição foi uma grande conquista. Todos os jogadores jogam no Tailandesão, que evoluiu muito com a aquisição de alguns atletas estrangeiros, aumentando assim o conhecimento local sobre o futebol.

Tailândia deu um salto de qualidade e chegou pela primeira vez à fase final (foto: FIFA)
Tailândia deu um salto de qualidade e chegou pela primeira vez à fase final (foto: FIFA)

OCEANIA

Os arquipélagos mais lindos do mundo e menos famosos por seu futebol estão em sua final, que será entre os franco favoritos Nova Zelândia contra os underdogs Ilhas Salomão. O vencedor conseguirá uma vaga para enfrentar quinto colocado da América do Sul. Ou seja, pedreira na certa.

A Nova Zelândia quer repetir feito de 2010 (foto: ESPN)
A Nova Zelândia quer repetir feito de 2010 (foto: ESPN)

Para chegar até a final, Nova Zelândia e Ilhas Salomão passaram por adversários como: Fiji, Taiti, Papua Nova Guiné e Nova Caledôni. Ainda participaram da peleja Samoa, Tonga, Ilhas Cook, Samoa Americana e Vanuatu. Ainda esperamos ansiosamente quando Tuvalu, Kiribati, Nauru, Palau e Estados Unidos da Micronésia possam disputar competições FIFA. Fica muito claro aqui, que o futebol é, além de amador, uma descoberta diária para essas ilhas polinésias. Pouquíssimos jogadores conseguem se sustentar como profissionais, mas a vontade de crescer é grande. Técnicos britânicos e muito aprendizado da Europa tem sido importado para essas seleções. O resultado é que já não vemos goleadas acachapantes como as que a Austrália um dia conseguiu fazer, porém o abismo ainda é grande.

Ilhas Salomão querem tentar o impossível (foto: Globo)
Ilhas Salomão querem tentar o impossível (foto: Globo)

Os favoritos neozelandeses precisam vencer Ilhas Salomão do craque Benjamin Totori em uma final de dois jogos. Aí é se preparar para quem virá daqui, que seja a Argentina e que ela seja eliminada e fique de fora. Improvável, mas não impossível.  

1 Comentário em A reta final das Eliminatórias na África, Ásia e Oceania

  1. Muito bem escrito e muitíssimo interessante. Só adicionaria, à título de curiosidade, que muitas das ilhas oceânicas que não participam das Eliminatórias o fazem por serem incapazes de crescer grama natural em seus domínios – já que, em muitas dessas ilhas o solo é bem infértil – e por não terem grana pra gastar no desenvolvimento de um estádio que permita a grama crescer – mais ou menos parecido com a situação da Groenlândia.

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