Alcino, o Negão Motora

Em pé, da esquerda para a direita: Eurico, Cejas, Jerônimo, Beto Fuscão, Ancheta e Bolívar. Agachados: Zequinha, Neca, Alcino, Alexandre Bueno e Ortiz (Foto: Reprodução/Terceiro Tempo/UOL)

Alcino Neves dos Santos Filho, popularmente conhecido como Negão Motora, a criança velha e desobediente, como chegaram a chamá-lo. Digno de respeito e moralizador por completo, Alcino se tornou ídolo da torcida do Clube do Remo pelo seu jeito e principalmente pelos seus gols. Nascido no Rio de Janeiro em 24 de março de 1951, Alcino jogou por vários clubes brasileiros, mas foi no Remo que se tornou ídolo e ganhou destaque nacional.

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Alcino no Baenão em frente a torcida do clube do Remo (Foto: Reprodução)

Muitos dizem que o Negão Motora ganhou esse apelido quando jogava no Rio Negro, de Manaus, por ter roubado o ônibus do time embreagado e dirigindo pela cidade com todo time dentro acabou atropelando um homem e, por isso, o apelido. Outros associam o seu cognome às suas famosas arrancadas na frente dos zagueiros. Nos anos 70, Alcino já quebrava o decreto. Certa vez ele amanheceu na boate Papa Jimmy, em Belém, às vésperas de um jogo. Chegou no estádio ainda tonto, dormiu e quando acordou, acabou trocando socos com o treinador do Remo, entrou no jogo e marcou dois gols. No final, treinador e jogador terminaram o jogo abraçados como se nada tivesse acontecido. Em um RexPa, Alcino driblou a zaga do Paysandu, driblou o goleiro e sentou na bola antes de fazer o gol.

Sempre que o Remo ia jogar no Rio de Janeiro o Alcino ou ficava doente ou dava um jeito de não ir. Depois descobriram o motivo: na juventude, havia participado de um assalto na capital carioca e contra ele tinha um mandado de prisão. Ele morria de medo de ser preso.

ALCINO o negão motora
(Foto: Reprodução)

Em 2005, ele soltou uma das frases mais moralizadoras do futebol “Quando não tinha gol, não tinha cerveja gelada no outro dia, então eu tinha que fazer gol para garantir minha cerveja”. Alcino é o segundo maior goleador da história do Clube do Remo com 158 gols marcados, atrás apenas de Dadinho que possui 163.

Aos 55 anos no dia 20 de julho de 2006 em Belém, Alcino veio a falecer vítima de um câncer generalizado, mas isso não apagou seu brilho e encanto, foi um gênio com a bola nos pés, um verdadeiro MORALIZADOR dentro e fora de campo.

 

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O Negão Motora vestindo a camisa do Clube do Remo, onde fez história e se tornou ídolo (Foto: Reprodução)

 

 

Texto: Rafael Barros (@rbarros33)

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