Alfredo Di Stéfano: La Saeta Rubia

A história do jogador que mudou para sempre o Real Madrid

Alfredo Di Stéfano (Foto: Reprodução/realmadrid.com)
Por: Ramón Cordeiro, PA

Alfredo Di Stéfano, mais conhecido como “La Saeta Rubia” (Flecha Loira), foi um jogador que revolucionou os clubes por onde passou graças ao seu estilo de jogo e, principalmente, por conta do faro de gol. Nascido em Buenos Aires, no ano de 1926, iniciou sua carreira no River Plate com 16 anos, mas logo foi emprestado ao Huracán para ganhar experiência. No seu segundo clube, Di Stéfano se destacou marcando muitos gols, inclusive um feito aos 15 segundos de jogo contra o River, feito que perdurou como record por muitos anos no campeonato argentino.

Aos 20 anos, enfim teve sua oportunidade no clube de Buenos Aires de reeditar a famosa “La Maquina”. O jogador transformou a maneira do time jogar graças a sua velocidade e habilidade. Nesta segunda passagem, o marcou 27 gols em 30 jogos e ganhou o prêmio de artilheiro. Chegou à seleção argentina em 1947, disputando a Copa América no lugar de Pontoni, que havia sofrido uma lesão. Na ocasião, marcou 5 gols em 5 partidas.

Futebol Colombiano e Seleção

Por conta de uma greve geral no futebol argentino, Stéfano transferiu-se para o Milionários, da Colômbia, clube que ajudou a ser tetracampeão nacional. Durante os anos de Milionários, o argentino marcou 267 gols em 297 jogos, número expressivo e difícil de se manter. Na época, o time era chamado de “Ballet Azul” e, devido ao bom desempenho no clube, foi chamado à seleção caribenha onde disputou 4 partidas.

Amistoso contra o Real

No ano de 1952, o Ballet Azul realizou uma excursão pela Europa e um dos jogos amistosos foi contra o Real Madrid. Os colombianos venceram por 4 a 2, com dois gols de Stéfano. O jogador logo chamou a atençao dos madrilenhos que compraram metade dos direitos do atleta diretamente com o Milionários. Entretanto, o Barcelona havia adquirido a outra metado dos direitos junto ao River Plate, clube de origem. O impasse foi parcialmente resolvido através da Federação Espanhola que decidiu: o jogador deveria atuar duas temporadas no Barça e duas no Real. Mas, por fim, o Barcelona desistiu do negócio por conta da intervenção do Ditador Francisco Franco, e os merengues venceram a disputa.

Carreira no Real e títulos

Na época que Di Stéfano foi para o time de Madrid, a equipe possuía menos títulos espanhóis que o Barcelona, Athletic Bilbao e Valencia. Nos 11 anos dedicados ao clube da realeza, conquistou 8 canecos nacionais, sendo artilheiro em quatro edições, além de 5 vezes campeão da Taça dos Campeões europeus.

Em 1956, Di Stéfano recebeu o prêmio de artilheiro do campeonato espanhol, melhor jogador da Espanha e melhor jogador da Europa. No início da décade de 60, foi campeão mundial pelos madrilenhos, vencendo o Peñarol na final.

Real Madrid temporada 1959/60 (Foto: Reprodução/http://terceirotempo.bol.uol.com.br)
Real Madrid temporada 1959/60 (Foto: Reprodução/Blog Terceiro Tempo)

O jogador argentino nunca disputou uma Copa. Nos anos de atividade, uma série de questões o tiraram do grande torneio. Os principais episódios desta triste página da história do jogador fora a Copa de 1950, quando a Argentina recusou-se a vir ao Brasil, e na Copa de 1962, já pela Fúria, o jogador foi até o Chile para disputar a edição daquele ano, mas por uma lesão acabou ficando de fora.

Por onde Di Stéfano passou, foi artilheiro e levou benefícios visíveis aos clubes, não a toa é considerado um dos cinco melhores jogadores de toda história ao lado de Pelé, Maradona, Cruyff e Beckenbauer. Jogou 510 partidas oficialmente, marcando 418 Gols. Pela seleção da Argentina, disputou 11 vezes e marcou 6 gols. Já pela seleção espanhola, participou de 31 jogos.

Di Stéfano ao Lado de Cristiano Ronaldo (Foto: Reprodução/maisfutebol.iol.pt)
Di Stéfano ao Lado de Cristiano Ronaldo (Foto: Reprodução/Mais Futebol)

Di Stéfano morreu aos 88 anos, em 7 de Julho de 2014, durante a Copa do Mundo no Brasil. Para Pelé, ele foi o melhor e, segundo Maradona, “era um Fenômeno”.

Fonte: Terceiro Tempo, Trivela, Mais Futebol, Real Madrid

2 Comentários em Alfredo Di Stéfano: La Saeta Rubia

  1. “não a toa é considerado um dos cinco melhores jogadores de toda história ao lado de Pelé, Maradona, Cruyff e Beckenbauer.” Caralho, como voces esquecem do Garrincha. Essa CL já foi (muito) mais moralizadora. RIP

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