Alfredo Di Stéfano, o primeiro craque mundial

Di Stéfano é um desses nomes eterno não só para Real Madrid, mas para todo o futebol mundial

Uma lenda que supera décadas (Foto: Reprodução internet)
Por: Daniel Bravo, MG.

Amigo torcedor, amigo leitor. Se você gosta de futebol e conhece mesmo um pouco do assunto é impossível não conhecer Alfredo Di Stéfano, presente na lista dos 5 maiores jogadores de todos os tempos pela FIFA. Nascido em Buenos Aires em 4 de julho de 1926, Di Stéfano ou “La Saeta Rubia” ( A Flecha Loira) começou a carreira profissional no River Plate. Mas se tornaria uma lenda em terras espanholas, onde foi disputado por Barcelona e Real Madrid. Lá, ele se tornou um dos maiores, se não o maior jogador da história merengue.

O jovem craque argentino. (Foto: AFP/Getty Imagens)
O jovem craque argentino. (Foto: AFP/Getty Imagens)

Na argentina, Alfredo começou jogando em um time de crianças de bairro, na capital Buenos Aires. Segundo ele mesmo dizia, chegou ao River em 1944 por sorte, já que em seu bairro havia uns 40 garotos melhores que ele. Difícil crer em uma afirmação destas quando se jogou em um time conhecido com “A Máquina”, com um ataque comandado por Moreno, Muñoz, Pedernera, Labruna e Lostau. Estreou no River em 1945 e no ano seguinte atuou pelo Huracán, clube onde fez 10 gols em 25 jogos. Retornou ao River Plate em 1947, onde foi campeão dando velocidade a um time mais tranquilo.  Ganhou o apelido de “Flecha Ruiva”, dado pelo jornalista Roberto Neuberger.

Após uma crise no futebol argentino e ótima atuação pela seleção nacional na Copa América, Alfredo foi para a Colômbia atuar pelo Millonarios no campeonato “pirata”, um campeonato que não pertencia à jurisdição da FIFA e por isso pagava um alto valor aos jogadores. No Millonarios conquistou títulos e marcou um grande número de gols, chegando ainda a atuar pela seleção colombiana em quatro partidas. A passagem do argentino pelo futebol colombiano acabou em 1953, num amistoso contra o Real Madrid. A equipe merengue entrou em uma disputa com o rival Barcelona e acabou levando a melhor. Segundo muitos, graças à influencia do ditador Francisco Franco. Fato é que Di Stéfano até chegou a atuar pelo Barça em quatro partidas e poderia ter voltando a atuar, caso o clube catalão tivesse aceitado um acordo em que o argentino jogaria cada ano em uma equipe. Não foi o caso, e o Real Madrid foi beneficiado.

O penta-campeão continental (Foto: Reprodução internet)
O penta-campeão continental (Foto: Reprodução internet)

No Real Madrid, a estreia do argentino não poderia ser melhor: um 5 x 0 no Barcelona com Di Stéfano marcando os quatro primeiros gols. No primeiro ano, ganhou logo o campeonato de 1953/54. Juntamente com Hector Rial e o jovem Paco Gento, Di Stéfano ganhou seu primeiro título espanhol. O Real inicia então seu reinado no continente europeu, conquistando 5 títulos continentais em sequência com um time que chegaria a ter, além de Alfredo, o brasileiro Didi e o húngaro Puskas. Di Stéfano seria ainda eleito o melhor jogador espanhol e europeu, tornando-se o primeiro grande craque mundial.

Há exatos três anos o mundo perdia um dos maiores craques da história, dono de um talento gigantesco e marcante. Di Stéfano morreu no meio de uma competição da qual nunca participou, a Copa do Mundo. Ainda que tenha atuado por três seleções distintas, a Copa não teve a sorte de receber esse grande jogador. “La Saeta Rubia” será sempre lembrado por seus feitos e reverenciado. A história mantém vivo aqueles que não puderam ser eternos em vida, mas serão sempre em alma. Alfredo Di Stéfano é um desses nomes eterno não só para Real Madrid, mas para todo o futebol mundial.

Fontes: Mais Futebol, Que fim levou e Esporte Uol

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