Anunciados em um time… mas jogando em outro

Nem sempre uma contratação sai como planejado

(Foto: Reprodução/esportes.yahoo.com)
Por: Bruno Negrão, RS

O mês de janeiro, no futebol nacional, é marcado pelas pré-temporadas e, principalmente, pelos jogadores que são negociados. Com a janela de contratações aberta, a especulação torna-se prática comum do jornalismo, que sofre por ter pouca pauta devido à falta de jogos. Convenhamos, qual torcedor nunca se animou com a possível contratação de um craque e depois descobriu que era tudo invenção da mídia? Existe um caso ainda pior que esse, quando é o próprio time que anuncia um jogador de forma precipitada e a negociação não se concretiza, seja por erro de dirigentes, do empresário do jogador, ou por qualquer outro motivo bizarro. Conheça alguns casos em que jogadores foram anunciados por um clube e acabaram indo para outro – ou então, permanecendo no mesmo:

Romagnoli (Bahia – San Lorenzo)

No início de 2014, o meio-campo argentino, Leandro Romagnoli, assinou um pré-contrato com o Bahia. No primeiro semestre, ainda jogando pelo San Lorenzo, o jogador conquistou a Libertadores da América, taça inédita e tão sonhada pelo clube. No meio do ano, Romagnoli saiu do time argentino com moral de ídolo, recebendo diversas homenagens devido a ser um dos líderes do time na conquista do torneio. Ao desembarcar em Salvador para, enfim, integrar o elenco do Bahia, o jogador argentino foi recebido no aeroporto com muita festa e empolgação pela torcida tricolor. Porém, tal qual um noivo após a lua de mel, Romagnoli simplesmente se arrependeu do contrato feito. O jogador, então, pagou a sua multa, aplicou um ‘mim acher’ nos baianos e voltou para o seu clube do coração, o San Lorenzo.

Dizem que, após desembarcar,  Romagnoli  foi direto comprar a passagem de volta (Foto: Reprodução/bocaonews.com.br)

Léo Moura (Vasco – Fort Lauderdale Strikers/EUA)

Em 2015, pouco tempo após ter se despedido do Flamengo, clube em que jogou por 10 anos, Léo Moura foi anunciado como reforço do rival Vasco. O anúncio foi feito por Eurico Miranda, então presidente vascaíno, que esperava contar com o lateral para a temporada. No entanto, a torcida flamenguista não gostou nem um pouco da ideia de ver o seu ídolo vestindo a camisa cruzmaltina e disparou críticas e ofensas ao jogador em suas redes sociais. O plano deu certo. Horas depois, Léo Moura desistiu do negócio com o Vasco e continuou no Fort Lauderdale Strikers, time americano com que tinha contrato. Pra piorar a situação para o lado de Eurico Miranda, os vascaínos ainda terminaram a temporada na zona de rebaixamento para a segunda divisão.

(Foto: Reprodução/IG Esporte)
Léo Moura quase ficou marcado como Judas pelos flamenguistas (Foto: Reprodução/IG Esporte)

Anelka (Atlético-MG)

“Anelka é do Galo”. A emblemática frase, tweetada em 2014 pelo presidente Alexandre Kalil, deixou atleticanos eufóricos e ansiosos pelo desembarque do craque francês em Belo Horizonte, que viria para jogar ao lado de Ronaldinho Gaúcho. Anelka, na época, estava sem clube, porém, alguns dias depois da publicação, o jogador desmentiu a história de Kalil. O ocorrido rende, até hoje, muitos memes na internet e gozações por parte das torcidas rivais. Diferentemente de quem cai no Horto, essa é uma piada que dificilmente morrerá.

ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - 6.4.2014 - CAMPEONATO MINEIRO 2014 - ATLETICO MG X CRUZEIRO no Estadio Independencia em Belo Horizonte MG. Foto: Douglas Magno / Globoesporte.com
Anelka deu as costas para a negociação com o Galo (Foto: Reprodução/Globoesporte.com)

Ronaldinho (Grêmio/Palmeiras – Fla)

No seu retorno ao Brasil, em 2011, o craque era disputado pelo Palmeiras e pelo Grêmio, clube que o revelou. O acordo demorou bastante tempo, uma longa novela envolveu os times interessados e Assis, empresário e irmão de Ronaldinho. Por fim, quando o tricolor gaúcho já estava até instalando caixas de som em seu estádio para a festa de apresentação do Bruxo, ele assinou com o Flamengo. O caso é uma prova de que, mesmo fora dos gramados, jamais devemos desprezar a possibilidade de sermos ‘dibrados’ por Ronaldinho.

(Foto: Reprodução/IG Esporte)
Empolgou? (Foto: Reprodução/IG Esporte)

Renato Gaúcho (São Paulo – Fluminense)

É claro que o futebol noventista não ficaria de fora dessa lista. Inclusive, nos brinda com uma das histórias mais icônicas. Em 1997, o São Paulo anunciou a contratação do artilheiro Renato Gaúcho para reforçar o seu elenco. Mesmo sem ter assinado o contrato, o jogador foi apresentado para imprensa, mas com uma peculiaridade: em nenhum momento ele vestiu a camisa do tricolor, gesto tradicional em anúncios de contratações. Eis que, na mesma semana, Renato fez suas malas e retornou para o seu ex clube, o Fluminense. Existem diversas versões sobre essa história, como por exemplo, que o jogador teria usado do São Paulo para chantagear o Flu, que lhe devia dinheiro, porém, a versão mais convincente é de que Renight desistiu do negócio após descobrir que a cidade de São Paulo não possui praia.

(Foto: Acervo/Gazeta Press)
Renato não vestiu a camisa tricolor (Foto: Acervo/Gazeta Press)

 

Fonte: ESPN, Globoesporte, Futepoca

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