A beleza dos uniformes dos anos 90

DO preto e branco ao colorido, passando por várias forma geométricas, essa década teve de tudo um pouco

Jorge Campos e suas tradicionais cores berrantes(Foto Reprodução/colgadosporelfutbol.com)
Por: Marco Aurélio, SP

Normalmente, o que fica marcado na história dos clubes são as conquistas se, muitas vezes, elas têm a companhia de outros fatos marcantes, como um artilheiro ou até mesmo o uniforme utilizado na campanha, seja pela beleza ou pela combinação inusitada das cores.

A beleza que veio do interior

No inicio da década de 1990, o Bragantino conseguiu um grande destaque, tanto no futebol paulista quanto no nacional. Em 1990, foi campeão paulista vencendo o Novorizontino na final caipira. Nesse ano, teve como destaques Mauro Silva e o técnico Vanderlei Luxemburgo. Em 1991, saiu Luxa e veio Parreira e o time foi vice-campeão brasileiro, perdendo a final para o São Paulo. E foi nessa época que o clube teve uns dos seus uniformes mais clássicos. Os recortes em preto e branco dificultavam até mesmo ver o escudo do clube. Hoje em dia, a camisa com patrocínio da VASP é uma das mais conhecidas e queridas do Brasil.

Vídeo do jogo de ida pela semifinal do brasileiro de 1991:

Santos inovando

Em um uniforme, normalmente é a camisa que se destaca, porém, o Santos provou que o calção também pode ser o centro das atenções. Apesar da década de 1990 não ter sido de muitas alegrias para o Peixe, principalmente batendo na trave no Brasileiro de 1995, ainda assim houve conquistas, como por exemplo, o Rio-São Paulo de 1997, quando venceu o Flamengo  no Maracanã e se tornou o maior vencedor do torneio até então, com 5 títulos. Nessa conquista, o Santos usou um calção estrelado que, apesar de inusitado, não era o primeiro calção diferente que o time utilizava, pois no ano anterior, usou um quadriculado e os jogadores acharam estranho. Fato é que o calção estrelado já está na história do clube junto com a conquista em que esteve.

Reação dos jogares ao calção quadriculado:

A conquista com o calção estrelado:

A “toalha de mesa”

A década de 1990 foi muito rica em uniformes curiosos e, na Copa do Mundo de 1998, foi o da Croácia que se destacou.  A verdade é que a Croácia foi a  grande surpresa dessa Copa, pois além de chegar até as semifinais, onde perdeu para a dona da casa e futura campeã França teve o artilheiro da competição Davor Šuker, imortalizando a camisa quadriculada em branco e vermelho. Vale mencionar o uniforme reserva, que apesar da maior parte azul, ainda tinha o quadriculado clássico em baixo dos braços e na lateral. E foi com esse uniforme que a Croácia teve sua mais expressiva vitória: um 3 a 0 contra a Alemanha nas quartas de final.

Vídeo com os gols de Šuker na copa de 1998:

O baixinho colorido

Não poderíamos falar de uniformes sem citar o goleiro mexicano Jorge Campos. O arqueiro já tinha destaque por ter jogado algumas vezes na linha e também por ter apenas 1,68 metros, o que é considerado pouco para os padrões de goleiros. Mesmo assim, ele foi titular nas Copas de 1994 e 1998 e reserva em 2002, caindo nas oitavas de final nas duas ocasiões, sendo que em 1994 na decisão por pênaltis contra a Bulgária. Ele ainda defendeu uma cobrança, porém, os batedores abusaram de sua baixa estatura batendo os pênaltis no alto. Entretanto, ele sempre chamava muito mais a atenção por seus uniformes muito coloridos e que em algumas ocasiões pareciam muito grande para ele. Sua maior conquista foi em cima do Brasil, quando a seleção mexicana foi da Copa das Confederações em 1999, na Arábia Saudita, vencendo a nossa seleção por 4 a 3.

Alguns lances de Jorge Campos:

Final da Copa das Confederações de 1999:

Fonte: Bragantino, Terra, Uol, Super four paulista

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