Bergson marca no final e Paysandu leva o título para a Curuzú

Apesar das dificuldades, o Paysandu manteve a hegemonia regional conquistando o seu 47º título

Jogadores comemorando o Bi-campeonato (Foto: Reprodução/globoesporte.com)
Por Ramón Cordeiro, PA

O time de Suíço, único representante da série B do estado, com maior investimento sagrou-se campeão paraense pelo segundo ano seguido depois de uma caminhada difícil e cercada de desconfiança.

As regra do campeonato

A fórmula deste ano mudou. Em 2017, o regulamento previa dois grupos com cinco equipes cada um. As equipes fariam jogos de ida e volta contra os membros do outro grupo, as duas melhores equipes de cada um qualificavam-se para o mata-mata. O primeiro colocado levaria a vantagem de jogar o segundo jogo da semi-final em casa, e caso houvesse empate de gols nos dois jogos, a decisão iria para os pênaltis.

Fase de grupos

A equipe bicolor na primeira fase passou por momentos difíceis. Embora vencendo, os comandados de Marcelo Chamusca não convenciam e faziam jogos com pouca qualidade técnica, falta de organização tática e sem mostrar qualquer esboço de jogadas ensaiadas.

A torcida passou a maior parte do campeonato criticando e pedindo a saída do treinador, em virtude das péssimas atuações do time e por causa de contratações de qualidade duvidosa. Apesar das criticas, os alvi-celestes classificaram-se em primeiro no grupo 1, junto com o São Raimundo de Santarém.

No grupo 2, o clube do Remo foi o primeiro colocado e o Independente de Tucuruí  em segundo.

Mata-Mata

O Paysandu enfrentaria o São Raimundo, uma equipe bem treinada e bem estruturada pelo ex-jogador bicolor Lecheva. Na partida de ida, o jogo terminou 1 a 1 com os santarenos sufocando o time da capital em vários momentos do jogo, isso fez a torcida ficar irritada, pois ainda estava na memória do torcedor a fraca partida contra o Galvez-AC em que quase o lobo é eliminado na copa verde em casa.

Na partida de volta, o time bicolor venceu bem a partida de 3 a 1 no Mangueirão, jogando bem na segunda etapa, aliviando os ânimos pela Curuzu.

Na outra eliminatória, o Independente venceu o Remo em Tucuruí e estava encaminhado para a final. Entretanto, no jogo em Belém apesar de abrir o placar, o Galo Elétrico caiu diante do Leão por 3 a 1 e foi decidir a vaga para a final nos pênaltis. Foram necessários incríveis 12 penalidades de cada time para que finalmente os azulinos fossem definidos como os adversários dos bicolores na final do Parazão.

Maratona de decisões e a grande final

Remo e Paysandu haviam feito duas partidas pela fase inicial. Na primeira, o Remo venceu e a segunda foi empate em 1 a 1. Para as duas partidas da final, havia confiança por parte dos jogadores remistas, especialmente pelo fato de que no primeiro jogo da final o placar foi novamente um empate em 1 a 1. Nesse período, o Paysandu fez uma maratona de jogos decisivos: o jogo de ida contra o Santos pela copa do Brasil; final paraense 1º jogo;  primeiro confronto da final da copa verde contra o Luverdense, poupando jogadores e, finalmente, o segundo jogo da final do paraense.

A partida de ida contra o Luverdense foi um fator sensível para os bicolores, já haviam empatado a ida da final do Paraense no domingo. E o técnico decidiu poupar jogadores para o jogo de volta do estadual. A estratégia não deu certo e o Paysandu saiu amargamente derrotado por 3 a 1 na Arena Pantanal (e poderia ter sido mais!), desde a quinta-feira (dia do jogo) até o domingo (volta contra o Remo) a torcida fez diversos protestos nas redes sociais pedindo a saída do treinador e de diversos jogadores contratados por sua indicação.

Vitória da superação

Antes das finais (ainda no jogo de volta da semifinal) o meia Eduardo Ramos jogador do Remo acabou armando confusão com o treinador e saiu do clube, mesmo assim os azulinos pareciam confiantes para o clássico, inclusive confeccionando brindes de campeão.

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Jogador do remo confeccionou brindes antes da final e postou numa rede social (Foto:reprodução/globoesporte.com)

Os jogadores do Paysandu realizaram conversas e foram decididos a buscar o título. Na partida, a equipe de chamusca parecia mais organizada e com domínio total do jogo no primeiro tempo, quando abriu o placar com o artilheiro do campeonato, Bergson. No segundo tempo o time de Antonio Baena empatou, após uma falha da zaga alviceleste. O jogo estava encaminhando para o final, e parecia que teria mais uma decisão por pênaltis, até que Airton, num lançamento da zaga encontra Bergson na área que mata a bola e chuta sem titubear, marcando seu 11º  gol e consagrando o título bicolor. Era o 47º do clube que mais venceu o campeonato.

Bergson, artilheiro da competição comemorando o título (Foto:reprodução/flickr-Paysandu)
Bergson, artilheiro da competição comemorando o título (Foto:reprodução/flickr-Paysandu)

Acompanhe a emoção do título no vídeo.

Fontes: globo esporte, globo esporte, globo esporte.

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