Céu em festa: Chapecoense conquista seu primeiro título após a tragédia

Arena Condá foi palco da primeira conquista dos catarinenses

Foto: Reprodução/Chapecoense
Por: Jean Costa, RS

Menos de seis meses após a tragédia que levou os guerreiros da Chape, a Arena Condá foi palco da primeira conquista dos catarinenses. Em meio a uma reconstrução, a Chapecoense pode, enfim, comemorar um título, depois de todo o trabalho e esforço durante esse período conturbado. É a coroação de uma tarefa, que em meio a tristeza e a dor, precisou ser feita com agilidade e ao mesmo tempo cautela. Se em Chapecó houve comemoração, nas arquibancadas do céu ela também acontece.

Foi páreo duro para a Chape. Dona da melhor campanha geral no Campeonato Catarinense, a equipe tinha o regulamento como vantagem para a grande final diante do Avaí. E mesmo contando com ele, ainda assim foi sofrido. Após vencer por 1 a 0 fora de casa, os comandados de Vagner Mancini recebiam a equipe da ressacada para coroar o pouco tempo de trabalho que tiveram até então. O alviceleste, em desvantagem, tanto no placar como na questão do já citado regulamento, foi para cima e venceu por 1 a 0, gol de Leandro Silva. Mesmo assim, não foi suficiente.

O passado e o presente se uniram ao histórico bicampeonato da equipe de Chapecó. É a primeira vez que a Chapecoense chega a duas conquistas seguidas do Catarinão. Vale ressaltar que a Chape por muito pouco não estabeleceu um novo recorde de público na Arena Condá. Foram 19.141 presentes, perdendo apenas para o jogo contra o Grêmio no Campeonato Brasileiro de 2014 que teve 34 torcedores a mais. Com a conquista do hexa, a derrota para o rival pouco importava.

Se a primeira partida da final havia sido marcada por catimba e por ter sido um jogo truncado, com bastantes empurrões e marcação forte, a volta não poderia ter sido diferente. A Chape só precisava fazer a manutenção da vantagem, mas mesmo assim seguia pressionando o Avaí para carimbar a conquista de uma vez por todas. Os alvicelestes foram a campo com uma formação que visava defender, e não partir para cima. Mas no primeiro tempo na Arena Condá, o Avaí conseguiu lidar com a pressão apresentada pelo Verdão.

Com uma boa atuação defensiva, a equipe da Ressacada abriu o placar com um chute de fora da área, que contou com a colaboração do goleiro Artur, mas ainda assim seguia com a desvantagem. Por sinal, o interminável Marquinhos poderia ter aproveitado para azedar os planos do Verdão do Oeste. Sorte da Chape que o meia desperdiçou a chance que teve nos acréscimos. Algo maior estava reservado.

O Avaí se alçou para o ataque na segunda etapa e pressionou a Chapecoense na Arena Condá. Faltava efetividade contra uma defesa que parecia perdida. Melhor para a equipe de Chapecó que jogou com o regulamento debaixo do braço e manteve a vantagem por ter a melhor campanha geral. Chape campeã catarinense com direito à presença de Alan Ruschel e Follmann, os guerreiros sobreviventes ao acidente. Título que por sinal também é para eles!

Torcedores ilustres? Que nada! Ruschel e Neto comemoraram o título com os demais companheiros (Foto: Agência RBS)
Torcedores ilustres? Que nada! Ruschel e Neto comemoraram o título com os demais companheiros (Foto: Agência RBS)

Lá de cima, nas arquibancadas conhecidas como nuvens, após a partida, a Chapecoense (só que na Unidade Céu) comemorava o feito mais do que merecido de seus companheiros da nova formação tiveram. É o primeiro de muitos que eles irão comemorar.

Com o troféu do estadual conquistado, a Chape embarcou ainda no domingo para quem sabe trazer para casa sua segunda conquista após o acidente. Na quarta-feira (10), a Chapecoense enfrenta o Atlético Nacional, na Colômbia, pela partida de volta da Recopa Sul-Americana. É o reencontro entre as equipes, mas dessa vez em Medellín. O Verdão joga pelo empate, mas independentemente do que acontecer em campo será recebida como campeã pelos hospitaleiros colombianos.

Fontes: Goal.comGloboesporte e Globoesporte.com

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