CHA 3×2 CRU – Cruzeiro não segura o placar, Chapecoense vira e sonha com G-4

Chape é a oitava colocada na tabela de classificação, com 18 pontos, apenas dois atrás do Internacional

Partida entre Cruzeiro e Chapecoense (Foto: Sirli Freitas)

Visando o G-4, a Chapecoense recebeu o Cruzeiro na Arena Condá às 21h desta quarta-feira (29). Bastava apenas uma vitória para que a equipe pudesse ficar mais próxima da zona de classificação para a Libertadores da América, alimentando o sonho de uma campanha histórica. Com o placar de 3 a 2, contando com uma virada, o Verdão do Oeste concretizou a vitória com gols de Silvinho, Arthur Maia e Kempes. O time de Minas Gerais marcou seus gols com Pisano e Fabrício Bruno.

Agora, a Chapecoense é 8ª colocada na tabela de classificação com 18 pontos, apenas dois atrás do Internacional, atual quarto colocado do campeonato. Já o Cruzeiro segue na 13ª posição com apenas 14 pontos, correndo o risco de adentrar a zona de rebaixamento na próxima rodada, visto que o Sport (17ª) está com dois de desvantagem para o time celeste.

No começo da partida, ambas as equipes jogavam um jogo feio. Com muita disputa no meio de campo, a raposa foi quem saiu na frente. Após boa jogada, Arrascaeta chutou cruzado, forçando Marcelo Boeck a dar rebote, o qual Pisano empurrou para o fundo das redes. Foi o primeiro gol de Matías com a camisa alviazul. O time da casa até tentou reagir, e Bruno Rangel marcou aos 26′, mas estava impedido. Na sequência, o artilheiro deu uma de zagueirão, afastando chute do compatriota Rafael Lima.

Mais adiante, começou a brilhar a estrela de Silvinho. O atacante foi para cima e primeiro fez jogada individual que resultou em bom chute de Gimenez, para fora. Cinco minutos depois, foi a vez do lateral servir o atacante, que chutou por baixo das pernas de Fábio. O roraimense estava realmente imparável no final da primeira etapa, e quase marcou um golaço sem querer, quando tentava cruzar. O primeiro tempo terminaria com empate no placar.

A segunda etapa iniciou-se com pressão do Verdão do Oeste. Sérgio Manoel e Gimenez chegaram com perigo, sendo afastados pela zaga cruzeirense. Aos 9′, o Cruzeiro voltou a pressionar, quando Willian fez boa jogada e chutou cruzado, nas mãos de Boeck. Depois do lance, o jogo começou a ficar movimentado. Arrascaeta bateu falta e forçou o arqueiro da Chape a fazer boa defesa. Na sequência, foi Ananias quem fez jogada de velocidade pela esquerda e fez Fábio trabalhar.

Caio Júnior, estreando pelo time de Santa Catarina, viu a necessidade de trocar Gil por Arthur Maia aos 21′. Exatos dois minutos após a entrada, o meia bateu falta com perfeição e virou o jogo na Arena Condá. O treinador provou-se vital no triunfo do time de Chapecó: aos 29′, trocou Ananias por Kempes, que quase fez um golaço em chute de fora da área.

Mesmo assim, a raposa buscou o empate: Lucas Romero bateu fraco de fora da área, e a bola acabou sobrando para o zagueiro Fabrício Bruno, que bateu rasteiro para o fundo do barbante. Na pressão, o time da casa tentou com Silvinho, e Fábio fez grande defesa com a ponta dos dedos. Mas a noite era de Caio Júnior. O treinador, que já havia “feito o dele” com Arthur Maia, “fez” mais um com Kempes, que aproveitou escorada de Rafael Lima para marcar. O Cruzeiro pressionou em bons chutes de Willian e Lucas, mas o 3 a 2 permaneceu no placar, concretizando o quarto triunfo da Chapecoense no Brasileirão.

FICHA TÉCNICA

Local: Arena Condá, Chapecó
Data: 29 de Junho de 2016, quarta-feira
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Auxiliares: Luiz Souza Renesto e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Cartões Amarelos: Gimenez, Rafael Lima, Gil e Ananias; Mayke, Lucas, Bruno Viana, Bryan, Pisano e Willian

CHAPECOENSE: Marcelo Boeck; Gimenez, Marcelo (Rafael Lima), Thiego, Sérgio Manoel; Josimar, Gil (Arthur Maia), Cléber Santana; Ananias (Kempes), Bruno Rangel e Silvinho
Técnico Caio Júnior

CRUZEIRO: Fábio; Mayke (Lucas), Bruno Viana, Fabrício Bruno, Bryan; Henrique (Gino), Lucas Romero, Bruno Ramires, Arrascaeta, Pisano (Élber); Willian
Técnico Paulo Bento

 

Texto: Bruno de La Rocha

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