‘Chiqui’ Arce: o mago da lateral-direita

O PARAGUAIO QUE CONQUISTOU O BRASIL E A AMÉRICA DEIXA SAUDADES NO FUTEBOL BRASILEIRO

No Brasil, Arce levantou 10 canecos como Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil

Francisco Javier Arce, para os mais íntimos, Chiqui Arce. Não é de hoje que o Brasil sente falta de laterais mais completos, técnicos e versáteis. Os que surgem aqui são prontamente devorados pelos olheiros europeus, que como colonizadores, roubam as riquezas do país e nos obrigam a vê-los raramente pela seleção, sem aquele amor à camisa canarinho e sem aquele amor característico de antigamente. Kleber, Rogério, Anderson Lima, Júnior, Cicinho e outros tantos reis das bordas, desprovidos de grife e ricos em habilidade já não existem no futebol de hoje.

Os laterais do Campeonato Brasileiro são padrão Neto Berola. No lugar do cérebro, têm um adutor. Se correr muito dá câimbra e para de pensar. Ver esse jogadores chegando à linha de fundo para isolar a bola dá tristeza e aumenta o saudosismo dos brazucas.

Um dos reis da lateral-direita no futebol brasileiro noventista era um humilde paraguaio nascido em Paraguarí, pequena cidade do vizinho da Tríplice Fronteira. Arce começou sua vitoriosa carreira no Cerro Porteño em 1989 e, em 1995, desembarcou no solo dos Pampas. Sob comando do mago Felipão, que teve sua mostruosa imagem destruída por um 7 a 1 que começou desde o orgulho da CBF pós-penta, ganhou dois Campeonatos Gaúchos (1995 e 1996); uma Libertadores (1995); uma Recopa e um Brasileirão em 1996 e uma Copa do Brasil em 1997.

Em 1998, ‘Chiqui’ foi para a Terra da Garoa e conquistou mais fãs no ilustre Palestra Itália/Parque Antártica. Por lá, também sob comando do bigodudo gaúcho, ganhou uma Copa Mercosul e uma Copa do Brasil em 1998, seu ano de estréia. O auge veio em 1999, com um super time liderado por Alex, conquistaram a América e perderam aquele fatídico Mundial com uma falha(?) de Marcos no fim do jogo perante o poderoso Manchester United de Ferguson. Em 2000, conquistou uma Copa dos Campeões e um Torneio Rio-São Paulo.

A excelência em marcação de Arce (que só é lembrado pela caneta que tomou de Denílson ‘Show’) e sua capacidade de bater na bola com maestria marcaram época nos gramados brasileiros. Tuta, Oséas, Jardel e outros centroavantes tem muito a agradecer a esse paraguaio de cruzamentos precisos e fatais. Esquecido injustamente pela mídia futebolística do Brasil, Arce se aposentou em 2006, na equipe do 12 de Octubre, do Paraguai.

Atualmente, Arce é treinador do Olímpia do Paraguai. Já teve passagens pela Seleção Paraguaia e o Cerro Porteño, onde venceu um torneio Clausura em 2013.

O que resta para os entusiastas do futebol de hoje em dia é se contentar com uma imensidão de Reinaldos, Anderson Pico e outros torturadores da rechonchuda. O futebol brasileiro respira por aparelhos. O que se revela, vai embora, e nós somos obrigados a nos contentar com os pernas de pau. O escambo no futebol Brasileiro precisa acabar, valorizem o futebol nacional! Não dêem um MIM ACHER nos torcedores que gastam mais e mais com ingressos superfaturados.

Texto: Mathews Moura

2 Comentários em ‘Chiqui’ Arce: o mago da lateral-direita

  1. Boa tarde CL, somos uma equipe de várzea do futsal paulista, daquelas que separa treta na voadora, e viemos até aqui informar que lançamos o quadro artilheiro musical, o confrade que marcar três gols na partida de sábado, terá o direito de escolher uma musica sagrada. Pois bem, venho até aqui pedir-lhes humildemente a permissão para usar a música que os senhores instituírem como musica moralizadora no Decreto da sexta-feira anterior as nossas peladas de todo santo sábado toda vez que tivemos um artilheiro musical, que não é nada fácil. Certos de suas atenções, desde já agradeço.

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