CL acompanha: O encontro entre Leão do Bonfim e Lusa

Leão do Bonfim e Lusa protagonizaram bom jogo pela série D

Junto da torcida do Vila (foto: Lucas Poeiras)
Por: Lucas Poeiras-MG

Duas camisas tradicionais em seus estados se encontraram no último domingo 4 de maio. A Portuguesa veio a Nova Lima – MG para enfrentar o Villa Nova em jogo válido pela série D do Brasileirão. Ambos chegaram para a terceira rodada precisando dos três pontos para terem chance de se aproximarem do Bangu, líder do grupo. Fomos acompanhar este embate tradicional in loco, para avaliar como Leão e Lusa se sairiam neste duelo decisivo do grupo 13.

Antes de entrar no campo: um relato junto aos torcedores do interior

Nos concentramos junto a torcida Pavilhão Vermelho (Foto: Lucas Poeiras)
A concentração da torcida Pavilhão Vermelho em frente ao estádio (Foto: Lucas Poeiras)

A torcida do Villa compareceu em número razoável para o duelo. Segundo a organização do estádio, cerca de 400 ingressos foram vendidos no alçapão. A torcida do Villa compareceu com suas cores vermelhas, e alguns torcedores da Lusa (da torcida Leões da Fabulosa) também estavam em Nova Lima marcando presença. O bairro do Bonfim se movimenta e se une para assistir a partida do time local.

Apesar do forte sol, a torcida da Portuguesa teve seus represantes (foto: Lucas Poeiras)
Apesar do forte sol, a torcida da Portuguesa teve seus represantes (foto: Lucas Poeiras)

O simpático estádio Castor Cifuentes pode não ser glorioso como o Mineirão, mas tem seu charme e impõe respeito pelo seu tamanho e história. Nos arredores das instalações, os torcedores fazem a festa cantando as músicas, aquecendo as gargantas para  entrarem no estádio. Isto foi mostrado aqui pelo twitter da CL. Muita cerveja e muita animação na entrada da Pavilhão Vermelho, a principal organizada do Villa. Passando pelas ruas estreitas de Nova Lima, a torcida ainda faz a festa com a garotada nas lages, terraços e janelas.

A torcida fazendo barulho nas ruas em direção a entrada do estádio (Foto: Lucas Poeiras)
A torcida fazendo barulho nas ruas em direção a entrada do estádio (Foto: Lucas Poeiras)

Antes de começar o jogo, o torcedor Villa pode tomar uma cervejinha nos bares do estádio a preços acessíveis (diferente da realidade dos jogos da série A) e ainda degustar lanches variados. O clima amigável do estádio permite a venda de tropeiro, salgadinhos e bolinhos de feijão. Para criançada ainda são vendidos os famigerados “chup-chup” (sacolé em outras regiões). O mascote Leão também faz a alegria dos pequenos, fazendo muita festa e tirando muitas fotos.

Há muita dedicação dos que acompanham o Villa em Nova Lima, muitos são voluntários e torcedores fanáticos. A cidade que é conhecida por abrigar os condomínios fechados da elite mineira, guarda no bairro do Bonfim um pouco da história do futebol mineiro. Um símbolo de resistência da paixão tradicional futebolística em meio a mercantilização e banalização do torcedor.

A história do jogo

O primeiro tempo trouxe os donos da casa bastante atentos e intensos no jogo. Eles envolveram o meio campo da Lusa e pressionaram alto em campo para criar chances de gol. O jogo foi pegado dos dois lados, sendo que o Leão viu cinco amarelos e a Lusa quatro ao longo do jogo. O árbitro goiano Breno de Souza teve dificuldades em alguns lances ao se posicionar em campo, sendo que no segundo tempo esteve a frente dos jogadores algumas vezes e foi atingindo pela bola três. Um dos episódios foi um momento de muita reclamação por parte dos visitantes. O seu posicionamento favoreceu claramente o Vila, pois atrapalhou um passe da defesa paulista e desviou a bola armando um perigoso ataque. Chance que Laionel desperdiçou parando nos braços de Berna mais uma vez.

Aos treze minutos, após falta da zaga, o meia Bruno bateu falta precisa e rasteira no canto do goleiro Ricardo Berna. Os nova limenses alçaram várias bolas em direção a área paulista, e aos 38 minuto a insistência foi premiada. Um cruzamento forte de Bruno para Gilberto que cabeçou no fundo das redes para marcar o segundo tento. Festa dos torcedores e do mascote do Villa Nova, que fez ótimo primeiro tempo.

O segundo tempo teve domínio total da Portuguesa. A necessidade da virada fez com que o técnico Mauro Fernandes colocasse o time para jogar ofensivo e pressionar a saída de bola adversária. O time contava com o talento e a experiência de Marcelinho Paraíba, jogador já consagrado que fez parte do esquadrão histórico do Hertha Berlim de 2000. Infelizmente o consagrado Paraíba não fez um bom jogo, mas contou com a ajuda dos companheiros. Grande jogada pelo meio para um chute no canto do atacante Bruno marcar o único tento dos visitantes.

O jogo tomou uma proporção dramática nos últimos 20 minutos. A Lusa foi para frente com toda intensidade e o Villa ficou esperando para contra atacar e tentar finalizar o jogo. A entrada do velocista Nequinha pôs fogo no jogo e trouxe um pouco de alívio para a defesa. Após o tempo regulamentar e acréscimos o árbitro determinou o fim da partida.

Bruno e Gilberto marcaram os gols do Vila (foto: Futebol Interior/Reprodução)
Bruno (autor de um dos gols) e Otávio comemoram a vitória (foto: Futebol Interior/Reprodução)

A perspectiva para o returno da série D

O Bangu lidera de forma apertada o grupo 13 e a Lusa está em último lugar, no fundo do poço. A vitória do Vila e do Desportiva-ES deixou a tabela embolada para as decisões que seguem a competição. O clube que ambiciona a busca do título pela série D ou o acesso a série C precisa vencer os três jogos que seguem.  O Vila irá jogar dois jogos fora contra Bangu e Lusa e receberá o Desportivo no alçapão. Já a Lusa visita a Desportiva-ES e recebe Vila e Bangu no Canindé.

Agradecimentos: A João Otávio e Bernardo Bastos responsáveis pelo Marketing do Vila Nova pelo convite a este redator para acompanhar os duelos do Leão do Bonfim.

Fontes: Gazeta Esportiva, Futebol Interior, Globo Esporte

6 Comentários em CL acompanha: O encontro entre Leão do Bonfim e Lusa

  1. Não é Desportivo-ES, é DESPORTIVA FERROVIÁRIA – ES. Em uma crônica que valoriza o futebol raiz, tem que se respeitar a tradição dos clubes que praticam essa cada vez mais extinta modalidade de futebol. Caso contrário, vai ficar parecendo uma crônica de futebol feita por editores da imprensa esportiva gourmet, que está nem aí para o nome e tradição dos clubes que ainda mantém o futebol raiz vivo.

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