CL INFORMA: Bandeiras, instrumentos e faixas estão liberados em São Paulo

Torcidas assinam hoje termo que libera para a festa nas arquibancadas

Torcidas de Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras reunidas em frente ao Pacaembu em 2016 (Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Folhapress)
Por: Honorato Vieira, CE

As torcidas dos quatro grandes clubes paulistas assinam hoje, 1º de agosto de 2017, um termo que libera para a festa nas arquibancadas. Uma reunião no dia 24 de julho decidiu pela volta dos bandeirões, faixas e instrumentos nos estádios paulistas. No encontro estiveram presentes representantes do Ministério Público de São Paulo, Polícia Militar, Polícia Civil, Federação Paulista de Futebol (FPF) e das diretorias dos quatro grandes clubes paulistas.

Instrumentos serão permitidos a partir de agosto nos estádio em São Paulo (Foto: Diogo Venturelli)
Instrumentos serão permitidos a partir de agosto nos estádio em São Paulo (Foto: Diogo Venturelli)

No termo, as torcidas organizadas firmam um compromisso com as condições para que as medidas de flexibilização sejam adotadas. Algumas delas são os cadastros de seus componentes, além da busca pela queda do percentual de violência nos estádios.

A medida não é lá grande coisa, mas já é uma passo para tentarmos ter jogos mais agradáveis e com festas nas arquibancadas do futebol paulista. Seguindo o andar da carruagem, e se essa sanção der certo, a liberação da pirotecnia e dos jogos com as duas torcidas não ficam tão distantes.

Bandeira nunca matou ninguém

Todos sabem que as medidas para proibir artigos de festas nas arquibancadas e penalizar clubes com perda de mandos de campo nunca resolveram nada. Os marginais que praticaram a ação na maioria das vezes ficaram impunes. Enquanto as pessoas físicas praticarem atos ilícitos e as pessoas jurídicas forem penalizadas, essas ações continuarão a acontecer.

Se dentro de campo a tecnologia já invadiu e mudou a forma de se fazer futebol, fora dele é ainda mais necessária a sua utilização para identificar os infratores. Todos sabemos que é possível, mas por que não é praticado? É mais fácil punir a torcida, o clube ou pessoas que não têm ligação ou compactuam com tal ação.

O maior “produto” do futebol é o torcedor e o principal “cliente” também. Além de consumir tudo em relação ao esporte bretão, os apaixonados são utilizados como referências em cotas de televisão e distribuição de renda das competições. Então, a nossa vontade deve ser escutada muito mais do que autoridades que dificilmente comparecem a um jogo de futebol.

É uma injustiça sem tamanho confundir o torcedor que vai para apoiar com o baderneiro. Proibi-lo de fazer festa vai contra as premissas básicas da nossa Constituição de direito à propriedade privada (estádios de futebol particulares), e liberdade individual (liberdade de se expressar, no caso).

Essa flexibilização feita pelo poder público tem de ser vista mais vezes para que tenhamos um espetáculo cada vez mais bonito e da forma que QUEREMOS. O sucesso do futebol brasileiro passa pela massa proletária apaixonada que o acompanha.

”Vamos elaborar um documento nesta semana, mas as exigências passam por não se envolver em violência na ida, no trajeto, e no estádio, não acender sinalizadores, não entrar em confronto com o poder público. Eles precisam mudar a filosofia de comportamento, e aí nos podemos apoiar a festa e flexibilizar ainda mais”, afirmou o promotor Paulo Castilho.

Fontes: Folha de São Paulo, Globo Esporte e Lancenet 

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