CL na Copa: O fim do ferrolho da Suíça

Muito além de um time retranqueiro, a Suíça vai à Copa com um estilo de futebol bem diferente do que se caracterizou

Diante da Irlanda do Norte, na respescagem europeia, a Suíça se classifica para a sua décima Copa do Mundo
Por Roberto Junior, RJ

Chegando para a sua quarta edição seguida de Copa do Mundo, a Suíça quer deixar de lado a fama de retranqueira, com um futebol muito mais leve e técnico, e com jogadores de muita bagagem no futebol internacional. Com isso, não se surpreenda caso a seleção helvética consiga igualar o seu maior feito, quando alcançou às quartas-de-final em 1954, atuando em seus próprios domínios.

Pode-se dizer que a Suíça é uma das seleções em grande ascensão no cenário atual, e quase ficou com a honra de ser cabeça de chave desta edição — está em sexto lugar no ranking da Fifa — mas perdeu para Portugal na última rodada das eliminatórias, e acabou disputando sua vaga na repescagem.

Vitória por 1 a 0 sobre a Irlanda do Norte na respescagem garantiu a vaga dos suíços à Copa

Seu desempenho em Copas vem sendo dentro do que se espera. Em 2006, conseguiu um empate sem gols com a França na primeira fase da competição. Nas oitavas, foi eliminada nos pênaltis para os ucranianos, saindo da competição sem nenhuma derrota.

Na África do Sul em 2010, os suíços caíram no grupo da campeã Espanha, e surpreenderam logo no jogo de estreia, batendo os espanhóis por 1 a 0. Mas uma derrota para o Chile e um lastimável empate em 0 a 0 contra Honduras, os deixaram fora da fase seguinte da Copa do Mundo.

Quatro anos depois, no Mundial do Brasil, os helvéticos caíram novamente no grupo da França. Venceram o Equador, em um jogo muito disputado, por 2 a 1. Mesmo após serem atropelados em Salvador pelos franceses (5 a 2), conseguiram vencer Honduras por 3 a 0 e se classificaram para as oitavas de final. O adversário era a Argentina de Lionel Messi. Após um empate sem gols no tempo normal, os argentinos conseguiram furar o bloqueio e venceram a partida na prorrogação.

Com a aposentadoria de Ottmar Hitzfeld após a Copa de 2014, Vladimir Petrovic ficou com a responsabilidade de colocar novamente a Suíça em mais um Mundial. Com um futebol de toque de bola, o treinador tenta quebrar a fama do famoso ferrolho, priorizando muito mais a posse de bola do que o famoso jogo de defesa e contra-ataque.

Em campo, os principais nomes do time são do meio de campo para frente. Nos pés dos meias Xhaka, do Arsenal, e Shaqiri, do Stoke City, passam as principais jogadas do time, na frente contam com a força do atacante Seferovic do Benfica, além do jovem atacante Breel Embolo, de apenas 21 anos. Outro nome conhecido da equipe é o lateral Stephan Lichtsteiner, veterano que vai atuar no Arsenal na próxima temporada e um dos líderes da Seleção, além de ser o jogador com mais atuações do elenco que vai para a Copa (100 jogos).

O veterano Lichtsteiner é o capitão e jogador mais experiente do time suíço (Foto: AFP)

Pela perspectiva atual, a Suíça pode ser considerada a segunda força no Grupo E, e com certeza deve ser o adversário mais complicado para a seleção brasileira, tanto que no último confronto entre as duas equipes, um amistoso disputado em 2013 na Basileia, a vitória ficou com o time da casa pela contagem mínima, após gol contra de Daniel Alves. Em Mundiais, apenas um jogo foi realizado, em 1950, e acabou empatado em 2 a 2.

Os 23 jogadores que irão representar a Suíça na Rússia:

Goleiros
: Roman Bürki (Borussia Dortmund), Yvon Mvogo (RB Leipzig) e Yann Sommer (Borussia Mönchengladbach);

Defensores: Manuel Akanji (Borussia Dortmund), Johan Djourou (Antalyaspor), Nico Elvedi (Borussia Mönchengladbach), Michael Lang (Basel), Stephan Lichtsteiner (Juventus), Jacques-François Moubandje (Toulouse), Ricardo Rodríguez (Milan) e Fabian Schär (Deportivo La Coruña);

Meio-campistas: Valon Behrami (Udinese), Blerim Dzemaili (Bologna), Gelson Fernandes (Eintracht Frankfurt), Remo Freuler (Atalanta), Xherdan Shaqiri (Stoke City), Granit Xhaka (Arsenal), Denis Zakaria (Borussia Mönchengladbach) e Steven Zuber (Hoffenheim).

Atacantes: Josip Drmic (Borussia Mönchengladbach), Breel Embolo (Schalke), Mario Gavranovic (Dínamo Zagreb) e Haris Seferovic (Benfica).

O meia Xhaka é um dos craques da Suíça na Copa do Mundo (Foto: REUTERS)

A Suíça estreia na Copa do Mundo contra o Brasil no dia 17/06, se segunda rodada joga contra a Sérvia no dia 22/06 e encerra a sua participação na primeira fase contra a Costa Rica no dia 21/06.

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