Com uma pintura de Aboubakar, Camarões voltou a reinar na África

Aboubakar marcou no fim do jogo e deu o título para Camarões

O atacante Benjamin Moukandjo (E) e o zagueiro Nicolas Nkoulou erguem o taça em Libreville, no Gabão Foto: GABRIEL BOUYS / AFP
Por: Honorato Vieira

Confrades, vocês devem ter visto ou escutado muito pouco sobre a Copa das Nações Africanas, certo ? Um torneio tão tradicional praticamente esquecido pela mídia, principalmente pela época que é realizado. No começo da temporada no Brasil e no meio na Europa, a competição fica defasada em relação à audiência, mas não em futebol bem jogado. Com inúmeros atletas de ótimo nível, além da rivalidade entre os países, a Copa das Nações Africanas reservou bons jogos e uma final de tirar o fôlego.

O fracasso de público não foi apenas na TV. Os estádios vazios chamaram a atenção de quem via os duelos. Uma crise petrolífera, principal fonte de renda do Gabão, assola o país sede do torneio. Com isso, a população sofre com o desemprego, a pobreza e a violência. Dessa forma, a Copa não chamou atenção dos moradores inclusive com públicos abaixo dos 2 mil pagantes. Outro fator que influenciou foi o boicote dos grupos opositores à ditadura familiar que domina o país há cinquenta anos.

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Camarões conquistou seu quinto título da Copa das Nações Africanas [Getty Images]

Com a bola rolando

Realizada de dois em dois anos, a Copa das Nações Africanas começou em 14/01 e terminou no último domingo (05/02), com Camarões e Egito decidindo o título.

Na primeira fase, os donos da casa ficaram pelo caminho com três empates em três confrontos e viram o sonho de conquistar o continente ruir ainda no início. Outra surpresa foi a eliminação da Argélia sem nenhuma vitória e longe de apresentar o bom futebol que se notabilizou.

Nas quartas de final, Burkina Faso surpreendeu e bateu a Tunísia por 2×0, na outra chave o Egito despachou Marrocos por 1×0. Nos pênaltis, Camarões eliminou Senegal e Gana venceu o Congo por 2×1.

Na semi-final, o Egito espantou a zebra Burkina Faso na marca da cal e avançou para enfrentar Camarões, que havia eliminado Gana por 2×0.

Na decisão, Camarões e Egito colocavam frente a frente as galerias de troféus mais cheias do continente mais pobre do planeta. Os Faraós são os maiores campeões do certame com sete conquistas e os Leões Indomáveis possuíam quatro taças até esta edição.

A última conquista dos camaroneses tinha sido em 2002, quando contavam com uma geração muito forte, com Samuel Eto’o como a principal estrela. Enquanto os egípcios levantaram a taça pela última vez em 2010.

Eles, inclusive, abriram o placar após bela jogada trabalhada pela direita que terminou com a finalização de Mohamed Elneny, meio-campista do Arsenal. Melhor em campo, a equipe perdeu inúmeras oportunidades até que resolveu se retrancar e apostar no contra-ataque. Camarões cresceu e apostou nas suas melhores características: velocidade e força física.

Com a entrada de Aboubakar na segunda etapa, o ímpeto do time aumentou até que Nkoulou completou de cabeça uma bola alçada na área e empatou o jogo aos 15 minutos. Muito melhor, os Leões só conseguiram a virada a dois minutos do final do jogo, em linda jogada de Aboubakar. O atacante dominou no peito, deu um chapéu no zagueiro e completou de primeira para as redes: 2 a 1 e fatura liquidada.

A jovem e inexperiente equipe camaronesa do técnico belga Hugo Broos que foi crescendo durante a competição se sagrou campeã com méritos e o lance final não poderia ter sido mais bonito.

 

Fontes: Trivela e Globo Esporte

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