Começou a Copa Verde

VALE VAGA NAS OITAVAS DA COPA DO BRASIL

Arara Vermelha é o mascote da Copa Verde. Fonte: Rafael Ribeiro / CBF
Arara Vermelha é o mascote da Copa Verde. Fonte: Rafael Ribeiro / CBF
Por Samir Leão, TO

Longe dos holofotes que cercam alguns campeonatos de futebol no Brasil, a Copa Verde teve início na última quarta-feira, 31 de janeiro. Amanhã rolam os últimos jogos de ida da primeira fase. Sem muita expressão no cenário nacional, a competição foi criada em 2014, em uma iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para dar mais visibilidade ao futebol das regiões Norte e Centro-Oeste, além da disponibilizar uma vaga para equipes do Espírito Santo.

Dividido em cinco etapas, o Torneio é composto inicialmente por 18 equipes de dez Estados e do Distrito Federal. Passada as partidas preliminares que aconteceram nos dia 21 e 24 de janeiro, restaram 16 clubes, que iniciaram a primeira fase eliminatória da competição com jogos de ida e volta. O bom e velho mata-mata segue por mais duas fases até a final, que tem a previsão para acontecer no dia 16/05.

Sem figurar entre os mais badalados, o Campeonato entra na sua quinta edição e tem o Luverdense-MT como atual campeão. Por ter vencido a competição em 2017, a equipe mato-grossense garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil em 2018. A mesma lógica vai funcionar para quem sagrar-se campeão da Copa Verde esse ano, o acesso a fase final da competição nacional em 2019 será o principal prêmio.

Tendo em vista os números que a CBF divulgou sobre as cotas para Copa do Brasil em 2018, os times que irão disputar as oitavas de final da competição podem ganhar até dois milhões e quatrocentos mil reais.  Esse valor pode até mudar no próximo ano, mas já é um grande incentivo para quem vai brigar pelo título da Copa Verde. A competição em suas duas primeiras edições, 2014 e 2015, premiou os vencedores, Brasília-DF e Cuibá-MT respectivamente, com uma vaga na Copa Sul-Americana do ano seguinte. Em 2016, após uma mudança realizada pela Conmebol a vaga deixou de existir.

Luverdense como atual campeão da Copa Verde, entrará nas oitavas de final da Copa do Brasil. Fonte: Divulgação.
Luverdense-MT foi campeão da Copa Verde em 2017, com isso garantiu acesso as oitavas de final da Copa do Brasil em 2018. Fonte: Divulgação.

Um dos principais desafios da Copa Verde é estimular que as pessoas frequentem os jogos. No último ano a média de público foi de 2.798 pagantes. Esses números poderiam ser menores, caso o Torneio não tivesse a presença de dois clubes. Paysandu-PA e Remo-PA, dois times de torcida expressiva, lideraram as estatísticas de público nos jogos da competição no ano passado. O Papão, que participou de três finais e tem um título, teve uma média de público de 11.393 pagantes quando teve o mando de campo a seu favor. Já o Leão, finalista de uma edição, levou em média 8.514 torcedores nas partidas dentro de seus domínios.

Um fator que também poderia alavancar os números em relação ao público era a presença dos times de Goiás no campeonato. O único ano que contou com a participação de alguma equipe goiana foi 2016.  Nas demais edições, assim como nesse ano, equipes como Goiás e Atlético Goianiense abriram mão das vagas no torneio. A Federação do Estado alega que as datas não batem com o Campeonato Estadual, os clubes reclamam da logística e consideram a competição inviável financeiramente.

Com pouca procura pelos ingressos, salvo os casos já citados de Paysandu e Remo, as cotas pagas pelos direitos de imagem também são baixas, comparadas a outras competições. Os números giram em torno de: quinze mil na primeira fase, trinta mil na segunda, cinquenta mil na terceira. O campeão leva cento e oitenta mil e o vice cinqüenta, não há cotas para a fase preliminar.

SUSTENTABILIDADE

Mesmo com essas dificuldades, a Copa Verde é para CBF um símbolo de marketing ambiental. Desde 2016, a entidade investe em ações de socioambientais durante a competição. Em alguns jogos é feita a troca de ingressos por garrafas pet, em outros os bilhetes têm em sua composição sementes de dez plantas nativas do Brasil e podem ser plantados pelos torcedores, são chamados de “ingressos de papel semente”. A coleta de todo o lixo produzido nos confrontos também faz parte das iniciativas. No ano passado, além da realização de um concurso de redação com temas sobre conscientização ecológica envolvendo escolas dos estados participantes, o plantio de 1.450 mudas de árvores na região de Anapu (PA), para compensar todo o carbono emitido durante o torneio (265 toneladas de CO2) marcou o legado verde do Campeonato.

O plantio de 1.450, em Anapu (PA), marcou a 4ª edição da Copa Verde.
O plantio de 1.450, em Anapu (PA), marcou a 4ª edição da Copa Verde. Fonte: Divulgação

A ideia deu tão certo que até emendas parlamentares passaram a ser destinadas para competição graças a essas práticas. Neste ano a competição tem certificado ISO 20121, que funciona como uma norma de certificação de gerenciamento de eventos sustentáveis. Apesar da pouca expressão no cenário nacional no quesito futebol, na parte de sustentabilidade a Copa Verde é exemplo. Em 2017, o torneio evitou a emissão de 19 toneladas de carbono e gerou uma economia de 51,6 m³ de água por meio da coleta de resíduos sólidos.

Tabela da Copa Verde 2018, primeira fase, jogos de ida:

31/01/2018 – Atlético-ES 2 x 1 Brasiliense-DF

31/01/2018 – Atlético-AC 3 x 2 Santos-AP

31/01/2018 – Manaus-AM 2 x 0 Remo

31/01/2018 – São Raimundo-RR 1 x 2 Rio Branco-AC

31/01/2018 – Corumbaense-MS 0 X 2 Luverdense-MT

07/02/2018 – Operário-MS x Cuiabá-MT

07/02/2018 – Sparta-TO x Real Desportivo-RO

09/02/2018 – Interporto-TO x Paysandu

Fonte: Site da CBF, AppGlobo Público no Brasil, Globo Esporte, Ministérios do Meio Ambiente.

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