Copa Centenário: o aniversário inesquecível de Belo Horizonte

SÓ TEVE JOGÃO

A entrega da taça aos campeões
Por: Lucas Poeiras – MG

A capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, completou 100 anos de fundação em 1997. A importante cidade não deixou de festejar em grande estilo seu aniversário. Para além das comemorações, organizou também um torneio de futebol profissional que contou com os três principais times do estado e ilustres convidados. O mineiros têm muito orgulho do seu futebol e botaram à prova seus esquadrões da época em uma competição oficial. Os  jogos foram disputados no estádio Mineirão e no Independência.

O Mineirão e a Lagoa da Pampulha (foto: PBH/Reprodução)
O Mineirão e a Lagoa da Pampulha (foto: PBH/Reprodução)

Próximo de completar vintes anos a Copa Centenário Wadson Lima homenageou um dos principais atletas da história mineira e grande técnico do Vôlei nacional. Wadson também foi vereador por um mandato na cidade e atuou como secretário de esportes. Iremos lembrar neste texto esse momento único para a maior cidade de Minas.

O formato da competição 

O propósito comemorativo fez com que a Federação Mineira de Futebol (FMF) convidasse outros cinco times para compor uma disputa entre oito clubes. Os brasileiros Corinthians, Flamengo garantiram suas participações junto dos anfitriões Atlético-MG, América-MG e Cruzeiro. Os gringos Olimpia-PAR, Benfica-POR e o histórico Milan-ITA de 1997 toparam o convite de viajar até a capital mineira para abrilhantar a liga. Os grupos foram formados desta forma:

Grupo A: Atlético-MG, Milan (Ita), América-MG e Corinthians

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Grupo B: Cruzeiro, Flamengo, Olimpia-PAR e Benfica-POR

O grupo B

O regulamento estipulava que todos do grupo se enfrentassem e os primeiros colocados fariam a grande final.  Durante o mês de agosto foram disputadas todas as treze partidas em oito dias. A cidade recebeu os jogadores europeus em pré-temporada e os clubes mineiros abriram espaços em suas agendas para participarem deste momento.

Grandes partidas marcaram a comemoração dos mineiros

O Coelho abriu a competição em um empate com o Corinthians por 1 a 1 no Independência. O estádio também assistiu um encontro histórico entre América-MG e Milan, quando George Weah ( o melhor do mundo de 1995) marcou um gol. Aos 47  minutos do segundo tempo o atacante Celso deixou tudo igual: 1 a 1.

O Cruzeiro protagonizou um grande jogo contra o Benfica no Mineirão. A goleada por 4 a 1 teve como grande destaque o meia Geovanni, que marcou dois gols. Os portugueses ainda contavam com um dos jogadores mais falados da década 1990: Paulo Nunes. O atacante deixou sua marca , mas não foi suficiente. Depois deste jogo, a Raposa embalou e venceu os três jogos na fase inicial.

Já o Atlético-MG fez um confronto inesquecível contra o Milan. O jogo começou com uma grande dose de emoção devido a despedida dos gramados de Toninho Cerezo. O Patrão da Bola que acumula mais de 400 jogos com a camisa alvinegra entrou com a camisa comemorativa n°100 para participar da festa e jogou durante o primeiro tempo. George Weah que estava em grande fase não perdoou os donos da festa e marcou dois gols botando os italianos à frente no placar. Para não fazer feio com os quase quarenta mil espectadores os alvinegros correram atrás do prejuízo. Jorginho e Hernani empataram o duelo no final da segunda etapa.

A grande final 

Os donos da casa não fizeram feio e classificaram-se para a grande final a ser disputada no Mineirão, no dia 09 de agosto de 1997. O Cruzeiro detentor da melhor campanha com 3 jogos e 3 vitória recebeu o Atlético-MG que vinha de 1 vitória e 2 empates, classificando-se por saldo de gols. Quarenta mil pagantes assistiram mais um Superclássico para decidir uma competição. Este jogo que tinha como personagens jogadores muito carismáticos como Geovanni pelo lado celeste e Valdir Bigode em preto e branco.

Os alvinegros começaram o jogo em alta velocidade criando boas chances contra o gol de Rodrigo Posso. O Cruzeiro não deixou barato e também deu trabalho para Paulo César. No final do primeiro tempo o meia Leandro Tavares abriu o placar para o Galo. O segundo tempo em jogo bastante tenso trouxe chances para os dois lados.

A Raposa botou fogo na partida em jogada aérea. Após lançamento de Geovanni, e confusão na grande área, o zagueiro Odair completou e correu para o abraço: 1 a 1. O mesmo defensor após entrada criminosa foi expulso da partida e a partir daí o caminho para o Atlético-MG buscar o desempate ficou aberto. O folclórico Valdir Bigode em grande forma correu muito e como bom oportunista bateu de esquerda para o fundo do barbante para sacramentar a vitória.: 2 a 1. Relembre estes lances no vídeo:

Um sentimento de nostalgia

Os vinte anos da Copa Centenário trazem à tona um caminhão de lembranças para os torcedores mineiros que viram não só seus clubes, mas encontros históricos com o Milan-ITA e Benfica-POR. A cidade de Belo Horizonte sempre terá o bom futebol e no centenário não foi diferente. As comemorações foram à altura das suas tradicionais camisas.

Fontes: Prefeitura de Belo Horizonte, Galo Digital, Prefeitura de Belo Horizonte

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