Cruzeiro Esporte Clube: 96 anos de tradição

UM GIGANTE INCONTESTADO

Ídolos eternos do Cruzeiro em jogo de Alex (Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro)
Por: Daniel Bravo, MG

Amigo torcedor, amigos leitor. É com enorme prazer que nesse 2 de janeiro de 2017 venho parabenizar o Cruzeiro Esporte Clube, o “Time do Povo” como é conhecido em Minas Gerais, por seus 96 anos de tradição, títulos e muita história. De Sociedade Esportiva Palestra Itália a Cruzeiro, em 96 anos, muita coisa mudou. Muita gente se apaixonou por essa  instituição, e o que era um time de operários filhos de imigrantes italianos, se tornou a paixão de mais de 8 milhões de pessoas unidas por um sentimento. Mas, por que toda essa admiração e carinho pelo Cruzeiro? Simples, uma história gigante pintada de azul e branco.

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Alex, o talento e Dirceu Lopes, o príncipe (Foto: Reprodução/ Internet)

Tudo começou em 1921. Sem ter a menor ideia do que se tornaria a então Sociedade Esportiva Palestra Itália, o clube criado para matar um pouco da saudade de sua terra natal. No Barro Preto, em Belo Horizonte, nascia do povo e para o povo aquele que se tornaria um dos maiores clubes do Brasil. Se a intenção era criar em um time a mesma sensação das famílias italianas, o objetivo é cumprido até hoje, com alegria, festa e muita conversa boa. O Cruzeiro Esporte Clube faz a alegria de milhões de pessoas.

Antes de começar a falar sobre os títulos, é importante deixar aqui minha reverência a quem sentenciou em palavra e melodia o tamanho que se tornaria o Cruzeiro. Em 1965, surgia o hino do Cruzeiro, produzido por Jadir Ambrósio, o homem que assegurou a existência de um grande campeão. Abaixo, uma homenagem do canal CRUZEIROTECA ao mestre Jadir.

Dentro de campo, a primeira grande demonstração do que seria o Cruzeiro veio em 1966, contra um tal Santos de Pelé e companhia. Um time de meninos pouco conhecidos derrubou o maior time do mundo com um incrível e histórico 6 a 2. Não sem motivos, até hoje Raul; Pedro Paulo, Willian, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo e Hilton Oliveira são lembrados e reverenciados por toda China azul. Por falar em feitos histórico, foi Joãozinho o grande responsável pelo primeiro grande feito internacional do Cruzeiro, em 1976, no Chile. Marcou o gol mais irresponsável e igualmente importante para o time de Minas, aos 43 do segundo tempo, enquanto Nelinho, talvez o maior batedor de faltas daquele tempo se preparava para a cobrança. Joãozinho surpreendeu a todos e acertou o ângulo da equipe argentina, gol que daria a primeira Libertadores ao Cruzeiro.

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No retorno ao Mineirão, Cruzeiro 2 a 1 Atlético-MG (Foto: Reprodução/ Internet)

Se a década de 80 foi uma época de vacas magras, os anos 90 e 2000 vieram para recolocar o Cruzeiro no seu devido lugar de direito. Em 1991, o Cruzeiro retomava o caminhos das grandes taças e conquistava a Supercopa da Libertadores, torneio com os campeões continentais. Em 92, veio o bi campeonato e em 1993, o clube mineiro ganharia sua primeira Copa do Brasil. E de lá pra cá seriam mais 3 títulos, em 96, 2000 e 2003. No meio do caminho viriam ainda outra Libertadores, uma Copa Ouro, uma Master, uma Recopa e mais 3 Brasileiros, sendo 2 consecutivos. Sobre esses títulos e falaremos em outra oportunidade, lembrando que o ano de 2003, o maior ano do Cruzeiro foi contado aqui: Cruzeiro de 2003: A orquestra de Vanderlei e Alex

Pois é, confrades, com uma rica e bela história de Ninão, Niginho, Raul, Nelinho, Procópio, Piazza, Dirceu Lopes, Tostão, Joãozinho, Jairzinho até Marcelo Ramos, Dida, Sorín, Alex, Ribeiro, Goulart, Fábio e tantos outros o Cruzeiro Esporte Clube, se tornou uma família de milhões de homens, mulheres, crianças que não tem muita noção do porque, mas que prometeram vestir o azul até o último dia e fazer para sempre do Cruzeiro o “Time do Povo”, carregando um sentimento de loucos e que nunca irá parar.

2 Comentários em Cruzeiro Esporte Clube: 96 anos de tradição

  1. Texto muito bem escrito e que descreve um pouco do sentimento que o Cruzeirense tem pelo seu time: amor!
    Entre os ídolos, eu só não colocaria o Fábio. Pois esse já falhou demais e abandonou o time em 2011.
    Mas a nossa história é lindíssima. Esse é o Cruzeirão Cabuloso!

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