Cruzeiro x Boca Juniors: um duelo de copeiros

Somente um time seguirá vivo na luta pelo título.

Cruzeiro x Boca Juniors pelas quartas de final (Foto: Twitter Conmebol)

Por: Daniel Bravo, MG

Amigo torcedor, amigo leitor. Nesta quarta-feira o Cruzeiro dará mais um importante passo na luta pelo tricampeonato da Libertadores da América. A batalha da vez será contra o poderosíssimo Boca Juniors, no sempre território hostil da La Bombonera. Após passar pelo rival Flamengo, o time das Minas Gerais não terá facilidade para superar o hexacampeão da Libertadores.

Com um time forte e o apoio de sua torcida, o Boca Juniors irá enfrentar um dos poucos times brasileiros a já ter o vencido em seu estádio. Em 1994, o Cruzeiro de Ronaldo Fenômeno alcançou tamanha façanha. Dessa vez, o time de Fábio, Dedé TN30, Barcos e companhia precisará superar a falta do craque Arrascaeta para conseguir uma boa vantagem para o jogo de volta em Belo Horizonte, além de quebrar a meta da equipe argentina que não sofre gols há 5 meses. Já pelo lado azul e amarelo, o desfalque fica por conta de um jogador bem conhecido dos cruzeirense, Ramón “Wanchope” Ábila, centroavante que defendeu a Raposa em 2016 e 2017.

Ábila, ex Cruzeiro e hoje no Boca (Foto: Reporudção/Twitter Boca Jrs.)

Para chegar até o duelo, a equipe mineira precisou superar Racing, Vasco e La U na fase de grupos. Se classificou em primeiro lugar após o péssimo primeiro turno e ótima campanha no segundo turno da primeira fase. Nas oitavas, eliminou o Flamengo. Já o Boca, chega tendo classificado em segundo lugar no grupo com Palmeiras (líder) e os eliminados Junior-COL e Alianza-PER.

Se no brasileiro a coisa não anda tão boa, nas competições de mata-mata não se pode dizer o mesmo. O conjunto celeste se mostra cascudo e muito bem alinhado com sua torcida, que compreende e apoia o estilo estrategista de Mano Menezes. Segundo o próprio treinador, os jogadores e torcedores tem “sabido sofrer” durante os jogos e assim alcançado as classificações. Foi assim na Copa do Brasil contra Atlético Paranaense e Santos e também nas oitavas de final contra o Flamengo, quando a equipe venceu por 2×0 no jogo de ida no Maracanã e mesmo com a derrota pela diferença mínima de 1×0 dentro de casa,  acabou se classificando.

Se a Raposa não vai tão bem dentro do Mineirão e oscila no Campeonato Brasileiro, o Boca continua fazendo de seu estádio uma verdadeira fortaleza. São 12 jogos na La Bombonera com apensa duas derrotas, para Palmeiras na Libertadores e para o Defensa y Justicia pelo Campeonato Argentino. Nas outras 12 oportunidades, os xeneizes conquistaram a vitória e não empataram nenhum jogo, totalizando 85% de aproveitamento. Anotando ainda 29 tentos a favor e apenas nove contra.

Pelo lado celeste, Arrascaeta é o desfalque. (Foto: Cristiane Mattos/O Tempo)

Um Boca Juniors sempre perigoso, em uma La Bombonera lotada, com todos os ingressos vendidos. Jogando contra um Cruzeiro cada vez mais copeiro e acostumado a grandes duelos. Sabendo jogar fora de casa e se mostrando um time experiente. Tendo seus grandes jogadores resolvendo as partidas decisivas e um goleiro em grande fase. Sabemos que não existe formula certa para conquistar uma ou, no caso celeste, duas Copas, mas o caminho seguido parece o mais certeiro para se alcançar os grandes objetivos traçados para a temporada. Resta saber se o time terá força e postura para superar mais um no da América.

Fonte: Globoesporte.com

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