Diego e Robinho: Lembranças do futebol

(Foto: Divulgação/Santos FC)
Por: Jean Costa, RS

O dia era 01 de dezembro de 2002. O glorioso alvinegro praiano atropelava o Grêmio pelas semifinais do Campeonato Brasileiro lá na Vila Belmiro. Diego e Robinho como quando de sempre naquela época se destacaram. O meia não marcou, mas infernizou o tricolor. Já o menino franzino das pedaladas, marcou naquela partida. “Mas o que isso tem a ver?”, pergunta o leitor. Descubra.

Falar desse jogo, meus caros amigos, é tratar de uma das minhas primeiras lembranças envolvendo o futebol, na qual eu tinha recém completado 6 anos de idade. É bem verdade que o jogo não foi a primeira, afinal, lembro-me de alguns lances da seleção brasileira na campanha do penta. Diego e Robinho marcaram o início da minha paixão. Foram meus primeiros ídolos no futebol, mesmo não sendo jogadores da dupla GreNal. Falar dos dois é voltar ao passado, onde eu não entendia nada ainda, mas que vendo eles jogarem e tendo comigo uma memória exata desse jogo e de outros que vi eles atuando, me fez levar isso adiante e me tornar um doente pelo esporte.

Ver os Meninos da Vila massacrarem a dupla GreNal era motivo de ira na casa de quem vos escreve (Foto: Ari Ferreira/ Lance Press)
Ver os Meninos da Vila massacrarem a dupla GreNal era motivo de ira na casa de quem vos escreve (Foto: Ari Ferreira/ Lance Press)

Crescer vendo esses moleques jogarem fez bem não só pra mim, mas pra quem começava a entender naquela época também. Mas por que Diego e Robinho? Sim, eu sei que não tinham só eles. Havia Kaká, Ronaldinho e muitos outros, sem contar todos os demais que participaram do penta além dos dois citados. Eram muitos outros, mas os dois foram os escolhidos e viraram ídolos desde então. É bem verdade que nem sempre pude acompanhar, mas a admiração sempre existiu. Mesmo não sendo torcedor do Santos, o carinho que sinto pelo clube muito se deve a eles. As pedaladas do Robinho e as jogadas de Diego, então ainda “alemãozinho” que me faziam torrar a paciência do meu pai pedindo para vê-los jogarem. Só que não tinha como, era só pela televisão. O pouco que lembro já era o suficiente. Lembro de relance das finais e da Libertadores do ano seguinte, tampouco da despedida de cada um da equipe paulista.

A concorrência era grande, mas a dupla marcou uma geração (Foto: Ivan Sartori/Lance Press)
A concorrência era grande, mas a dupla marcou uma geração (Foto: Ivan Sartori/Lance Press)

Assim como toda a criança cresce, todo jogador evolui (pelo menos essa deveria ser uma tendência). Assim foi comigo e assim foi com a dupla. Cada um foi pro seu lado. Com o tempo, acabei deixando um pouco de lado. Vieram novos ídolos, outros que eu também considerava como Kaká e Bruxo, sem contar o Didico, entravam em um panteão especial. Diego e Robinho já não eram mais meus jogadores preferidos. Não nego que o fato de deixar de acompanhar pesou, mas isso faz parte da vida. Novos ídolos surgiam a todo momento, o que era normal, mas os primeiros sempre são especiais. Por aqui na terrinha também tinha meus ídolos, os quais não serão divulgados por motivos de descubra, caro leitor. Não vi Diego ganhar a Europa com o Porto, mas lembro do Robinho na constelação de Madrid com o Pofexô Luxa e companhia. O tempo foi passando, o meia foi pra Alemanha. Lá foi bem e acabou na Juventus. Robinho, por outro lado, era esperado mais no Real, acabou parando no Manchester City, da Inglaterra, e voltou pra Vila Belmiro. Já quem vos conta provavelmente nesse meio tempo disputava campeonatos de escola e começava a torcer por milagres para não pegar recuperação.

Na Europa o reencontro, que resultou no meia rasgando a camisa de Robinho no Real Madrid x Werder Bremen (foto: reprodução/Twitter)
Na Europa o reencontro, que resultou no meia rasgando a camisa de Robinho no Real Madrid x Werder Bremen (foto: reprodução/Twitter)

Nesse meio tempo ainda tinha seleção brasileira, na qual quem se deu melhor foi o rei das pedaladas. Diego na Itália não foi bem e retornou para Alemanha. Já Robinho, iria para o Milan. No multicampeão italiano o acompanhamento voltou. Se lia/ouvia mais sobre o atacante. Do meia, quando parou no Atlético de Madrid, a idolatria começava a retornar. Desde o início no Santos, essa foi a época em que mais acompanhei a dupla. Assim como os dois, já havia evoluído e como valeu o tempo. Ver os dois jogando novamente era poder lembrar da infância onde eu queria ser os dois, que queria um amigo para formar a dupla Diego e Robinho, mas a qualidade técnica faltava, marcava bem quando pequeno e desde cedo batia tanto quanto Odvan, Junior Baiano e Gattuso, mas acabei virando goleiro.

A vida é dinâmica, o futebol também, mas como diz o trecho da música “As Andorinhas” do Trio Parada Dura, “As andorinhas voltaram”, só que dessa vez, cada um pro seu lado. Robinho para o Atlético MG e Diego para o Flamengo. E voltaram bem! Diego, por sinal, voltou marcando na estreia e contra quem caro leitor? Contra o Grêmio. Sabe o que isso significa? Eu também não. Ver os dois em casa novamente é bom, um sentimento de nostalgia paira, quem sabe uma volta pra seleção aconteça. Hoje em dia não se pode duvidar de mais nada. Quem sabe podemos vê-los jogarem pelo Santos de novo.

O último encontro da dupla dinâmica, mas dessa vez por equipes diferentes (Foto: Reprodução/ Goal.com)
O último encontro da dupla dinâmica, mas dessa vez por equipes diferentes (Foto: Reprodução/ Goal.com)

O que eu quero trazendo com esse texto, caro leitor, é que as coisas boas envolvendo o futebol sempre voltam. As lembranças e os ídolos sempre ficam. Assim como os meninos da vila e assim como um hat-trick do Edmundo contra o Paraná, quando ele ainda jogava pelo Fluminense. Quantos Diegos e Robinhos idolatramos por aí, não é mesmo? Não importa a qualidade do jogador, ele sempre vai estar lá como alguém que foi ídolo, como uma recordação boa. Hoje, eu deixo as seguintes perguntas para vocês: qual é a tua primeira lembrança envolvendo futebol? Quem foi o teu primeiro ídolo no mundo da bola?

Fontes: Espn, Lance, Globo Esporte

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