Do Caldeirão, da Primeira

Torcedor entendeu que São Januário é a maior arma do Vasco

Território hostil (Márcio Mercante / Agência O Dia)
Território hostil (Márcio Mercante / Agência O Dia)
Por Léo Leal, RJ

Entre planejamento, contratações, comissão técnica e filosofia de jogo, existe um fator que em certas ocasiões é essencial: a consciência. O Vasco tem 3 rebaixamentos em 8 anos, caiu nas duas últimas edições de Série A que disputou. Não seria inteligente da parte da torcida esperar uma puta campanha, muito menos cobrar isso desde o início com o elenco que tem.

Então ela resolveu abraçar. Entendeu que São Januário é a principal arma para acumular pontos e fez dele novamente seu caldeirão. E lá, o Gigante não precisa de Juninho, Romário e Edmundo pra ser temido.

Vai de táxi, vai de drone, enche a arquibancada de qualquer jeito, irmão. Os vascaínos precisam de seu caldeirão e que ele seja um território hostil para o adversário. Hostil e fervoroso, ele faz a diferença. Consciente, ele leva longe. E o longe do Cruzmaltino, por enquanto, é ficar distante da degola.

Entender isso não quer dizer que os vascaínos aceitam essa condição atual de inferioridade, é apenas uma forma eficaz de lidar com a realidade e buscar mudá-la aos poucos. Pode vir algo melhor, à altura de sua camisa. Mas o primeiro objetivo tem que ser à altura do material que possui.

Não basta ter casa, é preciso saber usá-la. Neste início de Brasileirão, vemos o Vasco e os vascaínos reaprendendo e reutilizando o que tanto aproveitaram na história.

Com o que vimos nas últimas duas rodadas, ninguém é favorito contra o Vasco em São Januário. O que já é um passo enorme.

E deste jeito, a primeira e principal meta de 2017 é alcançada: o Vasco não cai.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*