“El Gato” Fernández – o primeiro grande goleiro da seleção paraguaia

"El Gato" é considerado um dos maiores jogadores de futebol da história do Paraguai e um dos melhores goleiros, ao lado de nomes como José Luis Chilavert

"El Gato" Fernández quando jogava no Deportivo Cali, da Colômbia (Foto: Reprodução/El País Colômbia)

Roberto Eladio “Gato” Fernández Bonillo nasceu em Assunção, no Paraguai, em 9 de julho de 1956. Mais conhecido como “El Gato Fernández”, é mais um dos grandes goleiros oriundos do Paraguai, país que também revelou arqueiros como Chilavert, Bobadilla e Justo Villar.

Com uma estatura acima da média para os padrões da época em que jogou (1,91 m), aliou sua altura a muita elasticidade. Era tido como um grande pegador de pênaltis. Começou sua carreira de goleiro no River Plate de Assunção e desde muito jovem se destacou na posição. Em 1976 transferiu-se para o Espanyol de Barcelona, onde jogou até 1979. Na Espanha, recebeu o apelido de “El Gato”, cunhado pela imprensa local após uma partida contra o Atlético de Madrid, quando o goleiro paraguaio fechou o gol.

Em 1979, Fernández teve o seu primeiro grande momento vestindo a camisa da seleção paraguaia. Era titular do time que foi campeão da Copa América daquele ano jogando ao lado de nomes como Romerito, jogador que mais tarde fez fama no Fluminense. É até hoje o último título conquistado pela seleção profissional do Paraguai.

Também em 1979, Fernández voltou ao seu país de origem para jogar no Cerro Porteño, onde permaneceu até 1985.
Em 1985, “El Gato” foi jogar no Deportivo Cali, da Colômbia. Em Cali, envolveu-se em uma grande polêmica durante o campeonato colombiano de 1986, quando foi acusado de falhar propositalmente em um jogo contra o Once Caldas, possibilitando ao grande rival do Deportivo, o América de Cali, ser campeão nacional naquele ano.

Em 1986, foi considerado o melhor goleiro da América graças a grandes atuações na Copa do Mundo de 1986, no México. Neste Mundial, “El Gato” fez valer a sua fama de pegador de pênaltis e defendeu uma penalidade cobrada pelo mexicano Hugo Sánchez no último minuto do confronto entre Paraguai e México, garantindo a classificação paraguaia às oitavas-de-final em um Estadio Azteca completamente lotado por 100.000 torcedores. Suas atuações neste Mundial também colaboraram para que Fernández fosse considerado um dos melhores goleiros de todo o continente americano na década de 1980.

Depois disso, Fernández teve uma breve passagem pelo Libertad, do Paraguai, antes de retornar ao Cerro Porteño em 1989.
Lá permaneceu até 1992, quando aventurou-se pelo Brasil. Contratado pelo Internacional, foi campeão da Copa do Brasil em 1992. O paraguaio jogou no Colorado até 1994. Em 1995, fez uma temporada pelo Palmeiras antes de retornar ao Cerro Porteño em 1996.

Em 1997, “El Gato” encerrou a carreira de futebolista e hoje mora em Assunção, onde dedica sua vida ao agenciamento de jogadores. Também acompanha seu filho “Gatito” Fernández, que seguiu os passos do pai na carreira de goleiro e hoje joga pelo Figueirense.

"Gatito" e "El Gato" Fernández quando o herdeiro do grande goleiro paraguaio começava sua carreira no Cerro Porteño (Foto: Divulgação/ABC Color)
“Gatito” e “El Gato” Fernández quando o herdeiro do grande goleiro paraguaio começava sua carreira no Cerro Porteño (Foto: Reprodução/ABC Color)

 

Texto: Samuel Mattioda (@samuelmattioda)

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