Elivélton, o “Pé-Quente”: Onde está o craque?

Jogador era conhecido por brilhar em finais. hoje mora em Alfenas-mg e tem sua escolinha de futebol

Elivélton destacou-se pelos títulos e por brilhar em finais (Foto: Reprodução/SuperEsportes)

Elivélton Alves Rufino nasceu em Serrania-MG, em 1971. Ponta esquerda de origem, teve uma vitoriosa carreira, muitas vezes se destacando em finais com gols decisivos. Enfrentou alguns problemas desde a gagueira até uma pedrada, que segundo alguns, fez com que não fosse o mesmo depois disso, fato que ele sempre negou e usou os títulos para rebater. Atualmente, mora em Alfenas-MG, onde tem uma escolinha de futebol.

Elivelton começou a carreira no São Paulo, em 1990, onde ganhou espaço no time com a chegada de Telê Santana, que decidiu apostar nos jovens da equipe. Pelo clube tricolor, conquistou os Paulistas de 1991 e 1992, o Brasileiro de 1991, as Libertadores de 1992 e 1993 e o Mundial de Clubes de 1992. Foi titular até a final do primeiro título da Libertadores, porém, depois disso, começou a perder espaço na equipe. Transferiu-se para o Nagoya Grampus-JAP, em 1993, ficando até o ano seguinte.

Um fato marcante aconteceu da sua carreira aconteceu no dia 3 de fevereiro de 1992, atuando com a Seleção no Pré-Olímpico daquele ano contra o Paraguai, no estádio Defensores del Chaco. Após a vitória do Brasil por 1 a 0 (gol de Márcio Santos), a torcida paraguaia jogou pedras no gramado. Uma delas acertou Elivélton, que teve de ir para o hospital. Houve rumores de que ele não foi o mesmo para o futebol, fato que ele rechaça, citando os títulos que ganhou depois da pedrada.

A seleção brasileira sempre foi algo complicado na vida de Elivélton. Além do episódio da pedrada, o Brasil acabou ficando de fora da Olimpíada daquele ano. O fato pareceu não abalar o crédito dele com a amarelinha, visto que era nome frequente em convocações da seleção principal, chegando a jogar a Copa América de 1993, onde o Brasil caiu nas quartas de final para a futura campeã Argentina. Porém, Elivéton ficou de fora da convocação final para a Copa do Mundo de 1994, fato que até hoje o deixa chateado, principalmente com Parreira e Zagallo, pois ele acha que houve algo político para ele ficar de fora, pois jogou as eliminatórias e muitos jogadores só jogaram amistosos pouco antes da copa e foram convocados.

Em 1995, chegou ao Corinthians, onde venceu o Paulista e a Copa do Brasil. Era considerado reserva de luxo, mas deixou seu nome marcado ao fazer o gol do título alvinegro com um belo chute de fora da área aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Começava ali a fama de brilhar em finais.

Mesmo com os títulos, saiu do Corinthians ,em 1996, indo, curiosamente, para o Palmeiras. No clube alviverde, foi campeão Paulista com o chamado ataque dos 100 gols, mas não se firmou, saindo do clube no ano seguinte rumo ao Cruzeiro. Na Raposa, também foi reserva na campanha do título da Libertadores, porém, coube a ele marcar o gol do título contra o Sporting Cristal-Per aos 30 minutos do segundo tempo, num Mineirão com mais de 95 mil pessoas. Mais uma vez brilhava a estrela de Elivelton.

Depois de sair do Cruzeiro, passou por Vitória-BA, Internacional, Ponte Preta, Bahia, Uberlândia, Vitória-ES, terminando a carreira no Francana, em 2011.  Elivélton atualmente tem uma escolinha de futebol em Alfenas, sul de Minas Gerais. Foi lá que venceu a gagueira quando precisou falar em um programa evangélico na rádio local ao lado da mulher. Sempre contestou o apelido de “Pé-Quente”, dizendo que trabalhou muito para estar no lugar certo na hora certa. O que importa é que foi um vencedor por onde passou, jogou em times memoráveis e fez gols decisivos. Que sirva de exemplo para nossa nova geração de jogadores.

 

Texto: Marco Aurélio

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