Estádio Apostolos Nikolaidis: o berço da loucura do Trevo

Estádio foi reformado no início dos anos 2000. Foto/Reprodução
Por Pedro Pereira, MA

A Grécia é um dos países mais impressionantes quando se fala em fanatismo e torcida. A rivalidade principal do país gira em torno de Panathinaikos e Olympiakos, sem dúvida as duas grandes potências gregas. Enquanto o lado vermelho de Atenas se modernizou com uma arena reformada em 2004, os verdes apesar de aparentarem ter parado no tempo, na verdade preservam um dos melhores e mais hostis caldeirões europeus. Estamos falando do Estádio Apostolos Nikolaidis, casa do Panathinaikos que leva o nome do antigo presidente do time.

Construído na região metropolitana de Atenas, o estádio acompanha os trevos desde sua fundação em 1908, e a partir desse ano passou por algumas melhorias. As primeiras tribunas para a transmissão de jogos só foram construídas em 1928 e, além disso, o estádio foi o primeiro a contar com iluminação artificial em 1958. Nele, o Panathinaikos conquistou o primeiro de seus 20 títulos nacionais e foi por muito tempo a casa da seleção grega.

Foto/Reprodução: http://www.bergamopost.it/chi-ha-vinto/10-stadi-piu-rumorosi-mondo/
O estádio em foto panorâmica. Foto/Reprodução: Bergamo Post

Com o crescimento do clube e sua popularidade, o Panathinaikos sentiu necessidade de se mudar para um estádio que comportasse sua imensa torcida e assim, começou a disputar a maioria dos jogos no Estádio Olímpico de Atenas. O acanhado Apóstolos era escolhido apenas para jogos menores dos campeonatos nacionais e chegou até a ser deixado de lado por um longo tempo pelo clube.

Em 2001, a casa do Trevo foi reformada e o time voltou a realizar partidas por lá. Mas em 2005 o Pana voltou a mandar jogos no Olímpico de Atenas, cogitando a venda do local que se transformaria em um parque. Após muitos rumores, a venda foi cancelada e apenas na temporada 2013/2014, o time retornou de vez a sua verdadeira casa.

O estádio é digno de Libertadores, com arquibancadas coladas ao campo, grades com arames farpados e muita pressão feita por sua fanática torcida, em especial o grupo de Ultras Gate 13 que comanda a festa. Porém, nem sempre o fator caldeirão serve apenas para botar pressão. Nos clássicos contra o arquirrival Olympiakos, o estádio se torna um ambiente extremamente hostil.

Em 2015 antes do inicio o derbi, os jogadores do Olympiakos foram expulsos do gramado pelos Ultras, que promoveram uma chuva de sinalizadores e outros objetos, enquanto se aqueciam e reconheciam o gramado. O episódio teve repercussão mundial e mostrou a face violenta do clássico.

Após o fato, a torcida justificou o temor que o estádio causa, mas dessa vez com uma bela festa.

Fontes: Dailymail, stadia.gr

 

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