Estádio Azteca – O caldeirão mexicano de duas Copas do Mundo

Poucos campos do mundo causam tanta intimidação aos jogadores

Estádio Azteca: O caldeirão mexicano (Foto: megaengenharia.blogspot.com.br)
Por: José Victor, RJ

O primeiro estádio a sediar duas finais da Copa do Mundo tem um sotaque latino. Localizado na Cidade do México e simplesmente amedrontador, poucos campos do mundo causam tanta intimidação aos jogadores quanto o mexicano Azteca. O gigante com capacidade para 87 mil pessoas tem diversos jogos marcantes em seu currículo. Sendo, inclusive,  palco de títulos mundiais de Brasil e Argentina, em 1970 e 1986, respectivamente.

O estádio recebe a alcunha de “Coloso de Santa Ursula”, em referência ao bairro onde fica localizado. A construção foi iniciada em 1962 e finalizada em 1966. Atualmente é a casa do América do México e palco de alguns duelos da seleção mexicana, mas também serviu de casa para outros clubes do país como Cruz Azul e Necaxa.

A primeira partida de futebol realizada no local ocorreu entre as equipes do América – MEX  e Torino – ITA, com o primeiro gol do estádio sendo marcado por um jogador brasileiro. Arlindo do Santos, atleta que iniciou a carreira no Botafogo e se tornou ídolo no futebol mexicano atuando pelo América, onde hoje é dirigente, abriu o marcador para o time da casa. A partida terminou em 2×2.

Um estádio que consagrou Pelé e Diego Maradona como campeões mundiais tem todos os méritos para ser chamado de templo. Na Copa de 70, o Brasil atuou apenas uma vez na cancha, justamente no confronto do título mundial diante da Itália. A partida teve belíssima atuação da seleção canarinho e participação magistral de Pelé, na vitória por 4 a 1. O triunfo fez o Rei ser até hoje lembrado nos memoriais do estádio. Não podemos esquecer também do embate apelidado como jogo do século, entre Itália e Alemanha, pela semifinal da mesma Copa, que terminou com triunfo da Azurra por 4 a 3.

Azteca: O maior estádio do México (Foto: reprodução internet)
Azteca: O maior estádio do México (Foto: Reprodução/Internet)

Quando o México sediou novamente a Copa do Mundo em 1986, o estádio se curvou à genialidade de Diego Armando Maradona. O título conquistado sobre a seleção da Alemanha consagrou El Pibe como o principal futebolista dos anos 80. Foi no Azteca que a Argentina conseguiu bater a seleção inglesa graças a atuação espetacular do camisa 10. Dieguito foi fundamental na vitória dos hermanos sobre os ingleses marcando os dois gols na vitória argentina por 2×1. Fez um gol antológico que é considerado um dos mais bonitos da história das Copas, carregando a bola desde o meio de campo e passando por seis marcadores antes de finalizar e o outro gol marcado pelo polêmico lance que ficou conhecido como “La mano de Dios”.

Maradona protagonizando o lance "La mano de Dios" no Azteca que entrou para a história do futebol. (Foto:museudeimagens.com.br/mano-de-dios-maradona)
Maradona protagonizando o lance “La mano de Dios” no Azteca que entrou para a história do futebol. (Foto:museudeimagens.com.br/mano-de-dios-maradona)

Um estádio como o Azteca que já possuiu capacidade superior a 114 mil pessoas, passou por transformações e outras atividades que ultrapassam a fronteira do futebol. Além de ter sido palco das Copas de 1970 e 1986 e do Mundial de futebol sub-20 de 1983, foi utilizado em algumas modalidades esportivas durante os Jogos Olímpicos de 1968 e durante os Jogos Pan Americanos de 1975 e a Copa das Confederações de 1999.

O lugar foi o primeiro a receber jogos de times da NFL fora dos EUA, além de ter sido palco do funeral do ator Roberto Bolaños, torcedor fanático do América – MEX, que ficou conhecido em toda América Latina por interpretar os grandiosos Chaves e Chapolin Colorado.

Um dos maiores campos do mundo e com tanta história, merece ser chamado de “Templo Azteca” para que nenhum Deus possa apontar defeitos.

Fontes: gq.globo.comg1.globo.com

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