Expulsões, MIM ACHER e futebol de verdade: Papão segura pressão do Gama e levanta o caneco da Copa Verde

Após abrir o placar aos dois minutos de jogo, Paysandu segura pressão alviverde para garantir título inédito

Vitória por 3 a 2 no placar agregado deu troféu e vaga à Copa Sulamericana para os paraenses
Vitória por 3 a 2 no placar agregado deu troféu e vaga à Copa Sulamericana para os paraenses

Após amargar uma dolorosa derrota nos pênaltis por 7 a 6 na final de 2014 para o Brasília e ter se “contentado” com um discreto terceiro lugar na edição passada, depois de ser eliminado pelo seu grande rival Remo, o Papão da Curuzu conquistou o tão esperado título da Copa Verde na noite desta terça-feira, 10, em uma final EPETACURAR, como diria Sorín.

Com uma vitória de 2 a 0 na partida de ida no Mangueirão sobre o Gama, do Distrito Federal, o bicolor do Pará chegou à segunda partida no Bezerrão com a vantagem de jogar com o regulamento debaixo do braço – podia perder por um gol de diferença que a taça iria para a cidade de Jesus de Nazaré, como diz o lendário Milton Neves –. Com o apoio em massa da torcida paraense, na torcida do papão teve de tudo: torcedor que deu um verdadeiro MIM ACHER na patroa e fez questão de dar entrevista ao repórter para relatar o perdido, ACOMPANHADO DA CUNHADA; e teve até deputado federal nas arquibancadas do estádio, Edmílson Rodrigues postou uma foto comemorando o título no Bezerrão.

A peleja não poderia ter começado melhor para os paraenses, que logo nos primeiros minutos viram Raí abrir o placar e deixar o Paysandu com uma mão na taça. Com mais tranquilidade e a calma de estar com a vantagem no placar, o time visitante circulou a bola, não se afobou e foi seguro na defesa. A tarefa ficou mais fácil após o atacante alviverde Raoni ter sido expulso, polemicamente, por ter dado um chega pra lá em seu marcador.

No segundo tempo o jogo esquentou e tomou ares de final dramática. Depois de perder diversas chances de matar a partida, o Paysandu perdeu Ricardo Capanema expulso e teve que agüentar a pressão do Gama, liderado pelo seu matador Grampola (nome moralizador). O “quem não faz leva” aconteceu e Grampola, aos 29 minutos da segunda etapa, empatou a partida. Aos 34 minutos o matador virou o jogo de pênalti e deu esperanças à torcida alviverde, já que o time precisava de mais um gol para levar a decisão às penalidades máximas.O Gama pressionou, tentou de qualquer forma na base da raça, mas não conseguiu evitar o título do Papão da Curuzu.

Longe da atenção das grandes mídias, a Copa Verde 2016 terminou como o bom e velho futebol brasileiro: torcidas do povão dando show na arquibancadas (apesar de terem proporcionado segundos de imagens tristes, após algumas agressões entre as torcidas, que invadiram o campo após o fim do jogo), jogadores e torcedores se abraçando, choro do treinador Dado Cavalcanti e o Paysandu levantando pela primeira vez o caneco do campeonato regional. Que a CBF dê atenção especial à Copa Verde e à Copa do Nordeste que, ano após ano, mostram que os campeonatos regionais do Brasil não devem acabar nunca!

Parabéns Papão! E que venha a Copa Sulamericana.

Texto: Mathews Moura

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