Flamengo 5 x 1 Cruzeiro: os travessões, os cinco minutos e os “ex”

No mesmo campeonato do 6x1 contra o Atlético-MG, o Cruzeiro tomou de um a menos do Flamengo

Os "Ex" e o causador de uma (quase) cena lamentável na primeira dancinha (Foto: Ivo Gonzalez/Globo)
Os "Ex" e o causador de uma (quase) cena lamentável na primeira dancinha (Foto: Ivo Gonzalez/Globo)
Por Hugo Netto, MG

O Campeonato Brasileiro de 2011 é usado até hoje na hora da “corneta”, como argumento de “quem é maior” por todos os cruzeirenses. Isto porque naquele ano teve o famoso 6 x 1 em cima do Galo, na última rodada. O resultado foi fundamental para a permanência do status de “incaível” do Cruzeiro. Mas naquele mesmo ano, outro resultado não é lembrado com muito gosto pelos torcedores, principalmente considerando a fase da Copa do Brasil em que se encontram. Hoje à noite Flamengo e Cruzeiro disputam a final da Copa do Brasil em Minas Gerais, e não há favorito. Mas há seis anos, o time carioca fez história no Engenhão.

Na 33ª rodada do Brasileiro de 2011, dia 06 de novembro, os mineiros passavam por um péssimo momento: estavam apenas uma posição acima da zona de rebaixamento. Neste cenário, foram ao Engenhão enfrentar o Flamengo, que vinha motivado depois de dar fim à sequência de sete derrotas em jogos contra a Raposa — ganhou de 1 x 0 no primeiro turno — e estava a apenas duas vitórias do líder Corinthians. O Cruzeiro já estava com o quarto treinador no campeonato, e pensava na possibilidade de dar adeus a um dos marcos positivos de sua história. Ou seja, o favoritismo flamenguista era claro, mas nem o mais otimista dos torcedores (tá, talvez ele sim) esperava o que aconteceu.

O jogo e seus personagens

Jogando em casa, na frente de quase 40 mil torcedores, o Flamengo mostrou desde o início qual era o objetivo. Começou atacando e arriscando alguns chutes de fora da área, e chegou até a balançar as redes com Deivid, porém em impedimento. Na metade do primeiro tempo, para a surpresa até mesmo do mais pessimista dos flamenguistas (sim, neste caso até ele), Anselmo Ramon – que no final do jogo, demonstrando a “conformidade” e “tranquilidade” típicas de quem toma 5 x 1, foi expulso por dar com o calcanhar na cabeça de Fierro – abriu o placar para o Cruzeiro completando um desvio na cobrança de escanteio. O lance inflamou o time, que criou mais algumas boas jogadas tentando consolidar a “zebra”.

Aí entra o primeiro protagonista da partida: o travessão. Os dois, na verdade. Menos de cinco minutos após o gol, Farías fez o travessão do Flamengo aparecer pela primeira vez. De novo, com o mesmo intervalo de tempo, foi a vez de Vitorino, desperdiçando pênalti cometido por Alex Silva, consagrar a mesma trave superior. Para manter o ritmo, e tornar também o travessão do outro lado um dos protagonistas, Deivid – o próximo personagem-chave – mandou um canudo de longa distância. O chute bateu, é claro, no travessão, e voltou nas costas do goleiro Fábio, entrando pro gol.

Os tais “menos de cinco  minutos depois” continuam

A menos de cinco minutos do início do segundo tempo, Deivid, que em 2003 participou da conquista da Tríplice Coroa do Cruzeiro, foi o responsável não só pelo empate, mas também pela virada rubro-negra. Mais um caso que comprova a eficácia da Lei do Ex.

Deivid comemora um gol contra seu ex-clube (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
Deivid comemora um gol contra seu ex-clube (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

Depois, em menos de cinco minutos, veio o primeiro gol de Thiago Neves. O terceiro e último personagem de destaque deste embate hoje é aplaudido e um dos comandantes do time celeste. TN transformou uma simples virada em uma goleada. E com a mesma rapidez de um lance para o outro, ele fez o segundo — e a primeira dancinha na comemoração.

Um detalhe que vale a pena ser destacado: entre esses dois gols, Ronaldinho Gaúcho bateu uma bola pro gol, olhando para o outro lado. Foi para fora, mas o zagueiro Cribari, tomando de 3 x 1, não gostou muito e quase deu início a cenas lamentáveis, quando empurrou o Bruxo para tirar satisfação.

A consolidação da goleada foi graças à famigerada “entrega de paçoca”, protagonizada por Fábio, quando recebeu um recuo na fogueira, e tirou da pior maneira possível: nos pés de Thiago Neves. Com muita categoria e sangue frio, deu uma cavadinha e marcou seu terceiro gol. E aí fez a segunda dancinha, essa com mais companheiros de time e acompanhado da torcida.

A torcida acompanhando o time depois do quinto gol (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
A torcida embalada pelo time depois do quinto gol (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)
Fontes:  Globo EsporteFutpédiaYoutube, Wikipedia, Wikipedia

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