Fortaleza Esporte Clube: combatido, aguerrido, vibrante e forte

O LEÃO É GIGANTE

Torcida do Fortaleza homenageando a história do clube em um mosaico [Foto: Fortaleza/Divulgação]
Por Honorato Vieira, CE

“Receba um sincero, abraço da torcida tão leal, meu Tricolor de Aço…”

O trecho que inicia o texto é uma estrofe do hino oficial do Fortaleza Esporte Clube, escrito por Jackson de Carvalho, que faz jus ao que a massa tricolor vem fazendo, principalmente nos últimos anos, quando a equipe esteve no martírio da Série C.

O abraço dos leais, como os torcedores vem se intitulando, se deu por todo esse momento longe dos holofotes nacionais. Como gigante que é, o Leão deu a volta por cima e conseguiu o acesso para a Série B. O centenário já não será na divisão que tanto atormentava os tricolores.

Sim, a torcida é o maior patrimônio que um clube de futebol pode ter e o mar vermelho, azul e branco que defende as cores do Fortaleza faz valer essa honraria. Mesmo com tantos insucessos, eles nunca abandonaram. Pelo contrário, os públicos sempre estiveram entre os maiores do Brasil e as festas nas arquibancadas são exuberantes.

É história 

O fundador dessa agremiação quase centenária foi o lendário Alcides Santos, cujo o estádio tricolor leva seu nome, e tem como base a França. Logo de cara, as cores da bandeira francesa são as mesmas três que o Fortaleza defende.

Desde os seus primórdios, o time cearense já demonstrava que seria um vencedor. Na década de 1920, o Campeonato Cearense foi dominado com sete títulos sendo conquistados, além da maior goleada em clássicos-rei da história: 8 a 0 no Ceará.

Talvez, os anos 1960 sejam os mais lembrados pelos tricolores mais saudosos. Foi nessa época que o Leão bateu na trave em duas oportunidades e ficou com o vice-campeonato da Taça Brasil, principal torneio da época. Em 1960, em sua primeira participação, a equipe foi derrotada pelo Palmeiras, na final, e em 1968, o Botafogo acabou com o sonho tricolor de ser campeão nacional.

Nesse período, as taças do Estadual de 1960, 1964, 1965, 1967 e 1969 foram para a galeria tricolor, além de um Norte-Nordeste, em 60.

Após isso, existem inúmeras conquistas e feitos que poderíamos relatar. A história do Fortaleza é enorme e merece ser respeitada. Em outros capítulos, relembraremos a Máquina Tricolor de 1982, os acessos para a Série A, incluindo dois vices, em 2002 e 2004.

Após a década de 1960, a melhor memória dos ‘leais’ passa pelos anos 2000. Nesse período, além dos acessos, o Leão conquistou nove títulos estaduais e impôs o maior tabu em partidas oficiais no Clássico-Rei. Foram dezesseis jogos sem perder para o Ceará.

Ser Fortaleza é muito mais do que títulos [Foto: Mateus Dantas/ O Povo]
Ser Fortaleza é muito mais do que títulos [Foto: Mateus Dantas/ O Povo]

Sentimento tricolor

O futebol não é apenas um meio de mover massa e de vender camisas. Não é só publicidade, direitos de imagem ou premiações. Não é apenas aclamar  ídolo, comemorar gol e presenciar vitórias ou derrotas.

O futebol é amor. Sim, o mais sincero que existe. O torcedor do Fortaleza veio passando por essas provações ao longo dos anos. Para os jovens, a década passada foi algo espetacular, mas continuar no período atual teria sido tarefa muito difícil sem o AMOR.

Mesmo se o time estiver na pior, ele dirá que é só uma fase que vai passar – e mesmo que não passe, eles ainda estarão juntos no final. É um amor movido pela esperança, pelo medo, pela fé, pelo carinho, pela vitória.

Na pior do clube, o amor e a vontade de apoiar pulsa ainda mais forte.

Enfim, Fortaleza Esporte Clube, parabéns pelos seus 99 anos de história!

Fontes: Bora Leão e Futebol Cearense

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