Futebol, a salvação na luta contra a miséria

Futebol, a Esperança de Muitos

Madson, o foda, atuando no Catar (Foto: Instagram @madson11)

Amigo torcedor, amigo leitor. Quando falamos em futebol, logo nos vem à mente as altas cifras que o esporte faz circular, nas contas milionárias que os jogadores possuem, os carros caros, as joias, roupas de grife, as belas mulheres e mesmo o status. Além de como mercados alternativos enriquecem atletas de rendimento aparentemente medianos. Se formos analisar as folhas de pagamento dos times da Série A, provavelmente veremos reservas ou mesmo jovens promessas com salários absurdos, na casa dos 50 e 100 mil, mas nem só de altos valores e contas milionárias vive o futebol.

Para chegar ao profissional, muitos atletas abrem mão de uma infância comum, da rotina de estudar, brincar, ir ao parque jogar bola e até mesmo viver perto da família. A carreira de um jogador, muito diferente do que alguns pensam, não começa aos 17 ou 18 anos, mas, sim, aos 10 ou 11. Caso o garoto tenha uma condição financeira mais estável, poderá morar na própria casa, estudar em um bom colégio e treinar em um só período, mas em um país onde grande parte das pessoas enfrentam dificuldades financeiras, seria bobagem tomar essa turma como exemplo, a realidade é pior e o buraco um pouco mais embaixo.

Muitos dos jogadores que são milionários atualmente eram garotos pobres que abriam mão da escola, pagavam passagem do próprio bolso, acordavam ainda de madrugada, tomavam duas ou três conduções para treinar em um grande clube. Hoje, são tratados como exemplo de perseverança e força de vontade, mas e aqueles que trilharam o mesmo caminho e pararam na falta de empresário ou de oportunidade, craques que por algum motivo não despontaram? São desses garotos que estamos falando, garotos que não cresceram para fazer outra coisa se não jogarem bola, mas que por  um erro de rota ou percalços no caminho acabam se tornando, não por opção, mas por falta de oportunidade e estudo, mais um número na estática do desemprego e da falta de escolaridade.

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As famosas peneiras onde um lance pode definir uma vida (Foto: Reprodução/Internet)

Muitas são as histórias de promessas tratadas como deuses, o Santos é exemplo disso, ainda assim é preciso tocar na ferida, entender que o problema vai muito além, é preciso formar além de jogadores de futebol, homens que saberão exercer outros papeis na sociedade, que não terão no futebol a única saída para salvar a família da miséria. Vários são os que tentam, poucos são os que conseguem. O futebol não deve ser uma loteria para os garotos, mas uma jornada para a formação dos homens.

Texto: Daniel Bravo. @Dbravo_01

 

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