GOI 2×2 ACG – No clássico goiano, Goiás e Atlético-GO empatam no Serra Dourada

(Foto: Reprodução/globoesporte.com)

Para um surpreendente público de nove mil pessoas, Goiás e Atlético-GO jogaram nesta tarde de sábado (9), no Serra Dourada, um clássico goiano no qual tinham pretensões diferentes nessa Série B. Por mais que a torcida do Goiás sonhe com o acesso e até mesmo o exija, com o time na indigesta décima sexta colocação a missão imediata não pode ser outra senão se afastar da zona que leva à Série C, campeonato que seria inédito para o Esmeraldino.

Já o eficiente Atlético começou a partida nas cabeças da segunda divisão, no G-4 e brigando ponto a ponto com o Vasco pela liderança do campeonato. Essa situação tao díspar colocava o Dragão como franco favorito à vitória, apesar do histórico desfavorável no confronto. Em clássicos, porém, favoritismo não costuma significar muita coisa. Nesse tipo de jogo, aliás, qualquer previsão é imprecisa, e qualquer razão pré-jogo tende a cair por terra na hora que a emoção sobe ao campo, junto com os times.

O Serra Dourada, hoje, era apenas uma sombra do que foi outrora, quando clássicos davam a certeza de um bom publico. A dificuldade na compra de ingressos e no acesso ao estadio são apenas dois dos problemas que assolam o estadio que já foi referencia para o Brasil. Os nove mil torcedores presentes formaram um público acima da média dos dois times mas, tendo em vista o histórico dos clássicos goianos, ainda bastante decepcionante.

O jogo começou melhor para o Goiás, que perdeu algumas chances claras nos primeiros minutos de jogo, em jogadas pelo lado do campo, principalmente com Léo sena e Rossi, sendo que esse ultimo viria a ser um dos melhores da partida de hoje. A equipe verde, por mais que ficasse com a bola e chutasse a gol, não foi eficiente. O Atlético foi.

Em um dos primeiros ataques do time, Alisson resolveu arriscar de fora da área, e mostrou que quem arrisca muito ganha muito, fazendo um golaço. Restou ao goleiro Ivan buscar a bola dentro do gol. A partir daí, o Goiás voltou a ter a posse de bola, mas sem o volume de jogo do início. O time era extremamente burocrático, e o Atlético se defendia com facilidade, e até levou algum perigo ao gol verde. O primeiro tempo, porém, acabou mesmo um a zero.

No segundo tempo, o jogo teve outra dinâmica, muito devido a entrada, na prática, do meia Léo lima. O jogador começou como titular, mas no plano dos fatos só jogou a segunda etapa. Com a bola nos pés, o goias voltou a criar, e dessa vez, converteu. Carlos Eduardo chutou rasteiro e Rossi empurrou para empatar o jogo. A virada veio apos lançamento de Léo Lima para Rossi, que sofreu pênalti. O veterano meia converteu para virar a partida.

Após o gol, o Atlético mudou seu estilo de jogo e passou a ter a bola nos pés, fazendo com que o Goiás recuasse para seu campo defensivo e jogasse acuado.  A pressão atleticana foi criada, e deu certo, consagrando o atacante Alisson como melhor jogador da partida. Ele completou cruzamento para o gol aos trinta e cinco minutos, explodindo a torcida atleticana, minoria no estádio, e calando a atônita e decepcionada maioria esmeraldina.

Os dez últimos minutos foram de mais abafa que criatividade, e o jogo acabou mesmo em dois a dois. Com o resultado, o Atlético continua no G4 da Série B, e o Goiás segue na décima sexta posição, ameaçado pelo descenso.

Os nove mil goianos que resolveram comparecer ao charmoso Serra Dourada, que mesmo com seus problemas mantém muito da essência do que deve ser um estádio de futebol, foram premiados com um bom clássico. Que nos próximos, a horda de torcedores seja maior e dê ao templo do futebol no Centro-Oeste o colorido e o barulho ensurdecedor que ele já teve em tantas ocasiões.

 

Texto: Rafael Melo

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