Goleiro Gerson, do Batatais, ajuda a resgatar a essência do futebol

Por Diego Borges

O que leva uma pessoa a gostar tanto de futebol? Grama, bola, torcida, títulos, gols… Teóricos, estudiosos, pesquisadores e curiosos: todos tentam achar a raiz dessa ligação. Mas são os gestos, os exemplos que explicam com maior precisão a importância que tem o futebol para os seus aficionados. Na edição da Copa São Paulo de Futebol Sub-20 deste ano, o jovem Gerson Augusto Reggioni Junior, de apenas 19 anos, nos deu um exemplo claro de como a mística desse esporte pode contagiar e emocionar seus seguidores. Ao comemorar bem mais que o vice-campeonato e o título de melhor atleta da ‘Copinha’, amigos, ele festejou o renascimento de um sonho, de uma família.

Foto: Instagram/Reprodução/Rodrigo Corsi/FPF
“Não tem dinheiro que pague”, afirmou  Gerson (Foto: Instagram/Reprodução/Rodrigo Corsi/FPF)

“Pelo amor de Deus, para um cara que tinha parado de jogar bola e está saindo como o melhor da Copa São Paulo, não tem jeito de não ficar feliz. É muita alegria, agradeço minha irmã lá em cima, que sem ela nada disso teria acontecido. Mesmo com o vice-campeonato eu me sinto campeão, por tudo o que a gente passou, chegar em uma final de Copa São Paulo, e levantar esse troféu, não tem palavras, não tem dinheiro que pague.”

Os confrades mais antenados à história de Gerson sabem do seu desabafo, quando revelou que quase abandonou o futebol após a perda da irmã, em um acidente. Sabem também do papel fundamental de seu treinador em apostar que o jovem, mesmo há um ano longe da bola, faria uma grande competição. Até mesmo podemos saber que, com as defesas salvadoras, o seu Tinder bombou – e depois foi desmentido por motivos de descubra! O que só o próprio Gerson sabe é o tamanho da emoção que sentiu ao ver o sorriso de sua mãe.

“Antigamente, eu via minha mãe chorando em uma cama, dizendo que queria se matar. Hoje eu chego no alambrado e ela igual louca, com um sorriso de orelha a orelha. Deixa o primeiro lugar para lá, para mim esse é o primeiro lugar da vida: a família. Troféu, medalha, é bom, é bem legal ganhar, mas não é mais importante do que o sorriso de uma mãe”, completou.

Não precisamos de teorias ou de respostas científicas. A quintessência do futebol nasce dentro de nós a partir das nossas experiências com o mundo da bola. Seja ganhando uma pelada com os amigos, um torneio interclasse do colégio, uma partida com estádio lotado festejando uma taça, ou até mesmo nas derrotas – elas também fazem parte das nossas vidas. O futebol emociona e conquista por si só. A bola nunca vai parar de rolar enquanto existirem os Gersons – e nós somos milhões.

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