Há 20 anos a Libertadores era cruzeirense outra vez

CRUZEIRO BI CAMPEÃO DA LIBERTADORES

Gottardo, o Capitão América
Por Daniel Bravo, MG

Amigo torcedor, amigo leitor. Esta semana completou 20 anos do dia em que o Cruzeiro se tornou bicampeão da América. Graças a Dida, Gottardo, Elivélton, Palinha, Marcelo Ramos e companhia, um time de futebol muito mais aguerrido que belo conseguiu superar todas as expectativas e adversidades para se tornar o dono do Continente em 1997.

Dida, o paredão azul da Libertadores (Foto: Globoesporte.com)

A caminhada do Cruzeiro para o título começou no anterior, também de forma aguerrida e, para muitos, improvável. O time mineiro enfrentou o Palmeiras  que contava com o histórico ataque dos mais de 100 gols, e conseguiu fora de casa, o bi da Copa do Brasil e assim a credencial para brigar pela América.

A equipe celeste não poderia ter início pior na Copa Libertadores. Três derrotas nas três primeiras partidas (Grêmio, Alianza-PER e Sporting Cristal-PER). Com isso, a obrigação de conquistar todas as vitórias nos outros três jogos que restavam. A raposa conseguiu alcançar o feito e se classificou em segundo lugar do grupo que teve como líder o Grêmio.

Nas oitavas o Cruzeiro enfrentou o El Naciona-EQU. Derrota dos mineiros no Equador por 1×0, no jogo da volta, 2×1 e disputa de pênaltis. Dida, como sempre um paredão defendeu o quarto pênalti e Gottardo sacramentou a classificação.

Nas quartas um duelo de brasileiros. O atual campeão da Copa do Brasil, contra o atual campeão Brasileiro. No Mineirão 2×0 para o time azul celeste, com gols de Elivélton e Alex Mineiro, no Olímpico, 2×1 para o Grêmio que deixou a competição.

A semifinal era mais um duelo pesado. O Colo Colo-CHI,  campeão chileno e com um elenco de qualidade. Em casa vitória magra do time mineiro. No Chile, uma partida de tirar o fôlego. Basay fez 3 gols para os mandantes, o Cruzeiro balançou as redes com Marcelo Ramos, o flecha azul e Cleison.  Na disputa por pênaltis, ele, sempre ele: Dida pegou duas cobranças e Marcelo Ramos sacramentou à ida a final.

Cruzeiro 97
Festa após o gol Cruzeirense (Foto: Twitter oficial do Cruzeiro)

Sofrimento. Essa sem duvida alguma é a palavra símbolo da Libertadores de 1997. Na final não foi diferente. Com um 0x0 em Lima, no Peru, o Cruzeiro precisava vencer a partida de volta contra o Sporting Crystal-PER, no Mineirão, para conquistar, pela segunda vez, o título continental. Aos 30 minutos do segundo tempo a taça quase vai embora de Belo Horizonte. Um falta bem cobrada, um primeiro milagre, um rebote e uma parede chamada Dida protegeram o sonho azul.

Soy loco ti América. Escanteio para o Cruzeiro, expectativa de mais de 100 mil torcedores presente e mais uma “China Azul” espelhada pelo Brasil e pelo mundo. A zaga do time peruano até afasta o primeiro lance, mas com sorte de campeão, o time das Minas  Gerais vê o goleiro Baleiro aceitar um chute longo do sempre pé quente e decisivo Elivélton. Festa azul, comemoração mineira e um inédito bicampeonato continental da América em Minas.

Pesquisa Almanaque do Cruzeiro

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*