Histórias das antigas: A classificação no futsal tirada na moeda

Quando a malandragem decidiu um jogo

No ano de 1967, Grêmio Esportivo Brasil e Ipiranga Atlético Clube, de Rio Grande, disputavam a vaga para a final do Campeonato Estadual de Futebol de Salão. Em confronto de ida e volta, o Ipiranga saiu com a vantagem após vencer o primeiro jogo por 4 a 3.

Na partida decisiva, em Pelotas, a torcida xavante lotou o Ginásio do E. C. Cruzeiro. Em caso de vitória rubro-negra, a vaga seria decidida no CARA OU COROA. E assim foi. 2 x 1 para o Brasil e tudo seria definido na sorte.

O irreverente PEDALÃO, como era chamado o MORALIZADOR capitão xavante, resolveu então aplicar o popular MIM ACHER, e combinou com todos os companheiros: “quando a moeda cair no chão, pulem, gritem e comemorem”. Na hora do sorteio, quando a moeda tocou no chão, foi cumprido o combinado. A torcida invadiu a quadra e formou ali um grande carnaval. O árbitro não teve outra opção. Declarou a vitória do Brasil!

Voltando para Rio Grande, os jogadores do Ipiranga conversaram para saber se alguém havia visto se, de fato, a moeda tinha dado a vitória ao Xavante. Mas, até hoje, ninguém sabe quem venceu o cara ou coroa, nem mesmo o próprio jogador.

– Tú achas que eu sei o que deu? Perder pra eles aqui? Comecei a vibrar e o árbitro jamais iria voltar atrás! – disse Pedalão.

Naquele ano, o Xavante venceu o América de Erechim e se sagrou tricampeão estadual de futsal.

Fontes: GE Brasil, Paixão Xavante

Esse post foi patrocinado por Fruki Guaraná

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*