Interclasse, Torneio Moralizador

Amigo torcedor, amigo leitor, o assunto a seguir sem dúvidas vai fazer a sua mente viajar no tempo e fazer cada confrade lembrar de um grande momento que viveu em quadra. Isso porque nesse espaço Letra A dedicado a esse projeto de escritor, eterno peladeiro e torcedor fanático, eu jamais poderia deixar de falar de um dos maiores e mais moralizadores torneios amadores da história do planeta, um dos poucos torneios mata-mata a se manter intocável em sua fórmula e charme até os dias de hoje.

O torneio em pauta, caro amigo, é o nosso querido e clássico INTERCLASSE, aquele mesmo, dos tempos de colégio ou mesmo da faculdade. O torneio que colocava frente a frente a 8ªA X 8ªB, aquilo que era clássico de verdade, que fazia o 2º ano mostrar mais raça e vontade que a panelinha dos formandos.

Foto: Ferrucios/Final Interclasse UFOP Monlevade
Foto: Ferrucios/Final Interclasse UFOP Monlevade

No Interclasse valia tudo, provocar filho de professor, bater no cara que pegava sua mina antes de você, deixar o braço no “vacilão” que pega sua ex, criar pequenos tumultos com o cara que anda conversando fiado demais com sua Gata. Interclasse era a hora de resolver todos os desentendimentos possíveis, sem ter problemas com a direção. Futebol é futebol.

No Interclasse também era hora de mostrar talento, de conquistar o respeito dos marmanjos e os elogios das lindas. Gol contava muito, mas carrinho com vibração também valia ponto, mostrava virilidade. Caneta, rolinho ou seja lá qual for o nome, valia sorriso e gozação. Recordo de um amigo que após a terceira “caneta”, pegou a bola com as mãos e rindo, entregou ao adversário, com um singelo recado: leva pra casa meu chegado. Foi tumulto na hora, confusão armada.

Torneio de escola que era bom, a gente fazia de tudo e mais um pouco pra não perder pra ninguém, derrota ali era aguentar zuação até o próximo campeonato, era perder o respeito com geral e ter que pagar a clássica Itubaína, que sempre entrava nas apostas.

Foto: Ferruccios/UFOP de Monlevade.
Foto: Ferruccios/UFOP de Monlevade.

É confrades… profissional a gente não virou, mas era cada jogada e cada gol no interclasse que a gente fazia que não tem jeito, a gente recorda até hoje.

Texto: Daniel Bravo

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