Janguito Malucelli, o estádio ecologicamente correto

Conheça a bucólica residência do JMalucelli, o Ecoestádio Janguito Malucelli

Primeiro ecoestádio do Brasil (Foto: Reprodução/JMalucelli)

Preservem a natureza. O ser humano não deveria interferir tanto assim no meio ambiente. Devemos cuidar hoje para não perder amanhã. Essas e outras frases não são ditas somente por ambientalistas ou especialistas na área, agora pessoas comuns passaram a dizer isso e se preocupar com o planeta em que vivem. Nessa ótica, um estádio de futebol, grande, cheio de concreto e cimento, pode afetar ainda mais o já judiado planeta terra. Por isso, o time de Juarez Malucelli decidiu inovar e criou um estádio com impacto mínimo na natureza. Assim surgiu o primeiro ecoestádio do Brasil, o Janguito Malucelli.

Segundo o site do clube, a ideia veio exatamente do gasto exorbitante em grandes estádios que não se preocupam com a natureza e com a sustentabilidade. Pensando nisso, o JMalucelli usou seu terreno próprio, muito perto de uma grande área verde, a do Parque Barigui, para construir o seu estádio. Além de fazer a arquibancada escavada na terra, a madeira utilizada é de reflorestamento e o ferro, da antiga ferrovia que ali passava. Tudo para manter essa harmonia com a natureza.

Muitas pessoas passam pelo estádio e sequer percebem que ali é a casa do Jotinha. E a intenção foi essa mesma, fazer do Janguito Malucelli mais uma obra da natureza.

O belo estádio foi palco para algumas seleções treinarem durante a Copa do Mundo (foto:Reprodução/JMalucelli)
O belo estádio foi palco para algumas seleções treinarem durante a Copa do Mundo (Foto: Reprodução/JMalucelli)

Com capacidade para 6.000 pessoas, o Janguito possui apenas um setor, que é o da lateral do campo, onde tem a arquibancada na terra. Nela, você encontra assentos de plástico e, para chegar até lá, você acessa por escadas de madeira. Antigamente tinha até um banco, desses de praça, dentro do campo, mas que acabou sendo retirado. O placar é de madeira também, feito com várias toras na horizontal. O detalhe está no casa/visitante do Jotinha. Onde deveria estar escrito casa, tem a placa de uma casa e onde deveria estar escrito visitante, tem uma placa com um ônibus. As cabines de TV e rádio e banheiros são “camufladas”, tudo para não tomarem a atenção do verde que impera no Janguitão.

As torcidas não precisam necessariamente ficar sentadas na terra. Muitos torcedores optam por fica atrás dos gols, em pé mesmo, se segurando no alambrado. No intervalo, você pode comprar sua pipoca numa barraquinha de madeira que fica atrás de um dos gols. Por ser um estádio que possui uma arquibancada de grama, todo cuidado é pouco. Procure descer sempre pelas escadas, principalmente se o jogo for pela noite, pois a arquibancada é traiçoeira com os desavisados, como eu fui na minha primeira vez. Além de entrar no lado errado da torcida, tentei descer até o meu lugar pela arquibancada mesmo e caí de bunda. Ainda tive que ouvir uma piadinha do policial: “É, para torcer aqui também tem que vir de chuteira”. Faz parte.

Pequena, porém fiel torcida do Jotinha (foto:Reprodução/Facebook/JMalucelli)
Pequena, porém fiel torcida do Jotinha no Janguito Malucelli (Foto: Reprodução/Facebook/JMalucelli)

O estádio serviu de campo de treino para as seleções da Nigéria, Equador e Rússia durante a Copa do Mundo. Também já foi casa do Atlético-PR quando esse estava esperando o seu estádio ficar pronto. Devido a essas demandas, o estádio ganhou iluminação e pode mandar suas partidas à noite.

Ecologicamente correto e preparado para o futuro, mas também é muito acolhedor e permite que o torcedor possa ficar no alambrado, perto daquele bandeirinha que insiste em marcar impedimento contra o Jotinha. O futebol vive e respira em meio ao verde do Janguito Malucelli.

Texto: Diego Giandomenico

 

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