Juninho Pernambucano: o Reizinho da Colina nunca perderá a majestade

Um dos maiores meias da história, Juninho deu ao Vasco sua maior conquista, a Libertadores da América

(Foto: Reprodução/cademeucamisa10.com)
Por: Augusto Araujo, RJ

Escutamos muito que nos ano 90 os clubes brasileiros viviam um momento incrível. Muitos tiveram seus melhores esquadrões naquela época, isso não foi diferente no Vasco da Gama. Mas, assim como em qualquer equipe, de qualquer esporte, sempre existem aquelas peças que destoam mais, seja por seu nível técnico, físico ou pela liderança do jogador sobre aquele elenco. Na colina cruzmaltina, existia um jogador que atendia a quase todas as exigências para ser esse ídolo. Seu nome é Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, mais conhecido como Juninho Pernambucano.

Assim como diz o apelido pelo qual ficou conhecido no futebol, Juninho veio de Pernambuco, mas especificamente de Recife. Começou sua carreira no Sport, onde ganhou o Campeonato Estadual de Pernambuco e a Copa do Nordeste em 1994. No ano seguinte, foi negociado para o time que futuramente o consagraria, o Vasco. Juninho foi apenas como contrapeso numa negociação onde o principal jogador era o atacante Leonardo. Porém, os deuses do futebol sorriram apenas para um lado, pois o meia ficou por seis anos no clube, enquanto o atacante só teve uma passagem rápida pela equipe carioca.

Juninho em sua época no Sport (Foto: Reprodução/superesportes.com.br)
Juninho em sua época no Sport (Foto: Reprodução/superesportes.com.br)

Na sua terceira temporada, em São Januário, ganhou seu primeiro título nacional, o Campeonato Brasileiro de 97. Em um elenco de grandes jogadores, como Edmundo – que foi artilheiro da competição -, o meia foi de extrema importância para composição do time titular. A final do campeonato foi contra o time verde da capital paulista, o Palmeiras, quando, ainda na época onde era disputado por mata-mata, o Vasco se sagrou campeão por ter tido uma campanha melhor ao longo da competição, porque os dois jogos finais, contra o Palestra, ficaram em 0 a 0.

Em 1998, no centenário do time alvinegro, Juninho comandou o clube a mais duas conquistas. A primeira delas foi o Campeonato Carioca, onde ganhou a Taça Guanabara e a Taça Rio, sendo assim ,campeão antecipado, sem a necessidade dos últimos jogos.

Entretanto, a temporada vascaína só é lembrada até hoje pelo seu título maior, a Libertadores da América. Claro que quando se relembra dessa conquista é impossível não se falar do gol monumental, o gol do Reizinho de falta contra o River Plate. Esse confronto foi uma das semifinais da competição e o Vasco ganhou o primeiro jogo por 1 a 0, gol do Pantera, Donizete. Na volta, em pleno Monumental de Nuñez, o jogo seguia pro seu termino em 1 a 0 a favor do time mandante, quando, em uma falta considerada longe para se bater direto a meta, Juninho mandou lá onde a coruja dorme e empatou o jogo na Argentina, fazendo com que o time carioca fosse para a final. Os 55 mil torcedores do river não conseguiram tirar o foco do camisa 8 cruzmaltino, nada tirou.

Juninho comemorando seu gol mais conhecido, o "monumental" (Foto: Reprodução/imortaisdofutebol.com)
Juninho comemorando com seus companheiros no Vasco (Foto: Reprodução/imortaisdofutebol.com)

No final da sua primeira passagem pelo Vasco, o Reizinho ainda trouxe para São Januário mais um título nacional, a Copa João Havelange, ou seja, o Campeonato Brasileiro de 2000. Numa competição muito grande e complicada o Gigante da Colina se sagrou vencedor em finais contra o São Caetano, sendo o primeiro jogo 1 a 1 e o segundo 3 a 1, com gol do meia.

Em 2001, Juninho foi para a França, onde foi campeão nacional por sete vezes – todas em seguida – e é considerado o maior jogador estrangeiro da história do país, acima do sueco Ibrahimovic. Com passagens, também, pelo “mundo árabe” e pela MLS, o Reizinho voltou ao Vasco da Gama para se aposentar, em 2014, no maior time de sua carreira.

Fontes: UOL, Superesportes e Imortais do Futebol.

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