Junior Baiano, a sutileza em pessoa

Junior Baiano (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press 20/06/2004)
Junior Baiano (Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press 20/06/2004)
Por: Pedro Pereira, MA

Os anos 1990 foi um dos melhores períodos quando o assunto é futebol. O Brasileirão contava com grandes times, elencos muito bons, recheados com grandes artilheiros w grandes promessas da base. Também havia camisas 10 de verdade e zagueiros truculentos. Além disso, em duas finais de Copa do Mundo possíveis na época, chegamos nas duas, uma com êxito e outra não. Época boa que não volta.

E em “zagueiros truculentos” se encaixa Junior Baiano. O zagueiro teve passagens por Flamengo, Vasco, Palmeiras e São Paulo durante a década de 1990 e sempre com participação em títulos importantes. Iniciou sua carreira no rubro-negro carioca e logo na base, conquistou a Copinha de 1990. No mesmo ano, o até então jovem zagueiro conquistou a Copa do Brasil. Nos anos seguintes, conquistou mais títulos, com destaques para o Carioca de 1991 e o Brasileirão de 1992.

Sempre muito firme das divididas, era um “zagueiro-zagueiro”. Dois lances foram marcantes quando o mesmo perseguia os atacantes adversários: o primeiro ocorreu em um  Fla-Flu em que ele abriu a caixa de ferramentas e botou a tesoura em jogo. Duas para ser mais exato. As aplicou após saltar para tentar pegar a bola e o resultado foi uma expulsão precoce no clássico. O outro foi enquanto Junior marcava Edmundo, que atuava pelo Vasco, e após o Animal carregar a bola para a lateral do campo, o zagueirão não pensou duas vezes para recuperar a bola de forma limpa. No fim das contas, Edmundo ficou na linha de fundo com o olho sangrando. Lances como esse criaram a fama de zagueiro desleal e que não perdia a viagem.

Após cinco anos no clube carioca, Junior Baiano foi jogar no São Paulo e graças ao mestre Telê Santana melhorou sua parte técnica e deixou um pouco de lado a violência utilizada na marcação. Um dos episódios mais marcantes em sua passagem pelo São Paulo ocorreu no clássico contra o Corinthians, em que Junior afirmou que o juiz da partida, Carlos Roberto Godoi, estava apitando o jogo “mamado”. Pelo tricolor, conquistou a Recopa Sul-Americana de 94. Sua visível melhora o levou à Alemanha, mais precisamente para o Werder Bremem, onde teve uma rápida passagem, disputando 102 jogos e marcando 21 gols.

Retornou ao Brasil em 1996 em uma grande fase e novamente foi para o Flamengo, onde jogou por mais duas temporadas. Sua boa forma o levou para Seleção Brasileira para disputar a Copa das Confederações de 1997, torneio no qual o Brasil foi campeão.

Foto/Reprodução: arrepestrefc.blogspot.com.br/
(Foto: Reprodução/ arrepestrefc.blogspot.com.br)

Após a o vice-campeonato da Copa do Mundo, se transferiu para o Palmeiras e fez parte do esquadrão que conquistou Copa Mercosul de 1998 e a Libertadores de 1999. Em 2000 foi para o Vasco e ganhou 4 títulos: Taça Guanabara, Copa Mercosul e Brasileirão de 2000 e a Taça Rio de 2001. Em 2002 foi campeão gaúcho pelo Internacional e se transferiu para a China. Retornou ao Brasil em 2004, novamente para o Flamengo, mas jogou apenas um anos. Ainda teve curtas passagens por Volta Redonda, Macapá, America-RJ e Brasiliense. Atualmente, Junior Baiano se tornou técnico e teve como último trabalho o Santa Helena.

Para nós, fica o agradecimento para esse zagueiro que sempre nos deu conteúdo e referências para a CL e que nos faz voltar no tempo para relembrar o que era um Zagueiro Zagueiro.

Fontes: Blog Terceiro Tempo

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