Kerlon “Foquinha”: Onde está o craque?

De promessa da base a garoto propaganda de refrigerante

Kerlon (Foto: Divulgação)

Kerlon Moura Souza sempre foi audacioso. Também pudera, só mesmo com muita audácia para, com seu baixo porte físico de apenas 1,66m, encarar o vigor defensivo dos zagueiros adversários ao serem humilhados pelo “drible da foca”, jogada que o ponta-de-lança notabilizou durante os anos em que vestiu a camisa do Cruzeiro, entre 2005 e 2008. Com a equipe celeste foi campeão mineiro, pelas seleções de base, conquistou o Sul-Americano Sub-17. Por sua jogada característica tornou-se figurinha carimbada em vídeos que tiveram alcance mundial.

Após aventurar-se além-mar, o atacante, com vasto currículo internacional (Inter de Milão, Ajax, Zuadoujieda MYFC, Miami Dade e Sliema Wanderers), voltou ao Brasil e jogou pelo Villa Nova-MG o Mineiro’16. Através de sua jornada internacional, acumulou aventuras e amizades com atletas que hoje são protagonistas em seus clubes, como Blind, Luis Suárez e Mário Balotelli.

Dono de um grande carisma, Kerlon lembra, com carinho, de uma passagem dos tempos em que atuou na Inter de Milão, em uma entrevista recente dada ao portal ESPN.COM

Ele (Balotelli) tinha o hábito de chegar antes de todo mundo aos treinos e mijava em todas as chuteiras dos jogadores. Por causa disso, ele o Materazzi sempre saíam de pau, era muito engraçado.

Entre 2012 e 2014, o “Foquinha” jogou pelo Zuadoujieda MYFC, da 3ª divisão japonesa. Na terra do sol nascente teve um choque com a tradicional cultura do país, principalmente em relação aos horários. Superado o problema de adaptação, o brasileiro tornou-se ídolo e sensação local. Sua imagem até decorava um refrigerante personalizado que era vendido no estádio da equipe durante as partidas.

Refrigerante do Foquinha. (Foto: Divulgação)
Refrigerante do Foquinha (Foto: Divulgação)

Depois do Japão, Kerlon atuou pelo Miami Dade, dos Estados Unidos, e pelo Sliema Wanderers, de Malta. Tanto nos EUA quando em Malta, o “Foquinha” conseguiu atuar praticamente sem as lesões que o perseguiram durante boa parte da carreira, porém não conseguiu jogar em grande nível. Agora, que recomeça a carreira no Brasil, jogou de maneira tímida o Campeonato Mineiro e tem como nova oportunidade o Campeonato Brasileiro Série D pelo Villa Nova-MG. Sendo essa, provavelmente, a última chance do “foquinha” de voltar a ser a sensação dos tempos de Cruzeiro e das seleções de base.

 

Texto: Pedro Portugal

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