Levir Culpi: o estigma de burro com sorte e as críticas da torcida do Galo

(Foto: Bruno Cantini/Atlético)
Por: Samira Quintão, MG

Levir Culpi, atualmente técnico do Atlético-MG, tem a fama de ser um burro com sorte, inclusive este é o nome do seu livro, lançado no dia 29 de janeiro de 2015. O técnico leva esse apelido por conta de um jogo em que treinava o Criciúma. A equipe precisava de um empate para se classificar, mas estava perdendo. Um torcedor aos gritos exigia a entrada de um determinado jogador e chamava o técnico de burro. Levir não atendeu ao pedido e fez outra substituição, o que fez o torcedor chama-lo ainda mais de burro. Porém a mudança deu certo e após o empate o jogador que entrou na segunda etapa fez o gol da vitória. Levir Culpi procurou o torcedor na arquibancada e o mesmo disse que o técnico era burro, mas tinha uma sorte.

Recentemente foi relembrado a forma como é chamado após substituir o atacante Ricardo Oliveira pelo volante Zé Welison, durante o jogo entre Atlético-MG e Defensor, no Uruguai pela libertadores. A equipe mineira vencia por 1 a 0, o técnico fez a substituição, o que resultou em várias críticas. Porém, logo depois o time comandado por Levir, ampliou o placar para 2 a 0.

Levir Culpi e seu típico bom humor em entrevistas (Foto: Bruno Cantini/Atlético MG)

Após a vitória a torcida comemorou nas redes sociais e brincaram com a fama do técnico, mas nos jogos seguintes o sentimento foi de insatisfação. Boa parte dos torcedores reclamaram da escalação com três volantes e a permanência do lateral Patric, já que o clube conta com Guga, jogador em que a torcida deposita muita confiança. Outra decisão do Levir que incomodou a arquibancada foi a escolha de colocar o ponta-direita Yimmi Chará no banco, já que ele é um jogador veloz e pode dar muita movimentação no jogo. Coincidência ou não, com esse esquema tático o Atlético perdeu os dois jogos da Libertadores, colocando o time e o técnico em uma situação delicada. Sem contar que em boa parte das partidas o time permaneceu recuado. Depois de muitas reclamações, nos jogos contra América e Tupinambás (pelas quartas de final do Campeonato Mineiro), Levir voltou a escalação com dois volantes e Guga como titular. O técnico também deu oportunidade para o meia David Terans atuar entre os 11 e promoveu a entrada de Chará no segundo tempo. A equipe alvinegra venceu os dois confrontos.

Agora a torcida fica na expectativa para saber como será a escalação para os próximos jogos da Libertadores. A equipe precisa vencer para conseguir a classificação. Os torcedores esperam que o técnico mantenha praticamente o mesmo time dos últimos duelos do Campeonato Mineiro e não faça mudanças desnecessárias, porque não é todo dia que dá para contar com a sorte.

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