“Los Puros Criollos” – O timaço do Cartel de Medellin (Parte 1)

¡Hola, amigos brasileños! ¿Cuántas grandes equipos de fútbol de continente sudamericano usted sabes? Uma tierra de jugadores brillantes como Ruben Sosa, Claudio Cannigia, Rivarola y Elías Figueroa, todos los eran guerreros cuando estaban a jugar en cualquier estadio hostil de América del Sur.

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Muitas equipes marcaram sua história no futebol sul americano. Para os brasileiros, nenhum time supera o Santos de Pelé. Já os argentinos não deixariam de citar o Independiente de Daniel Bertoni, assim como os uruguaios e o Peñarol do matador Fernando Morena. Não importa a geração, dos mais velhos aos mais novos, todos citam algum time inesquecível. Mas, dentre tantos plantéis, nenhum é tão injustiçado quanto o Atlético Nacional, campeão da Libertadores da América de 1989. Era uma equipe de futebol envolvente e veloz, montada por um dos maiores treinadores colombianos, Francisco Maturana, só que, infelizmente, para a imprensa, sua biografia tem uma mancha que nunca será apagada.

É óbvio que fica impossível começarmos a falar qualquer coisa sobre o Nacional sem citarmos Pablo Escobar. “El Patrón”, como era conhecido o maior narcotraficante da época, era de fato um cara apaixonado por futebol. Em muitas histórias, seu nome está relacionado aos três times da região de Medellin, pois, além do Atlético Nacional, o Deportivo Independiente e o Envigado FC também seriam “agraciados” com alguma ajuda financeira do poderoso traficante. Dentre esses “regalos”, ele teria investido pesado na formação de equipes, além de suborno e ameaças a juízes e jogadores. Torcedor do Independiente (não do Nacional, como muitos dizem), Pablo teria até ordenado a morte de um juiz que supostamente prejudicou seu time em favor do América de Cali, clube que era “patrocinado” pelo cartel rival. Para se ter uma ideia, o torneio daquele ano foi cancelado devido a esse episódio. Definitivamente o famoso “plata o plomo”, estava implantado no campeonato colombiano, fazendo com que, pela primeira vez em sua história, nenhum clube fosse consagrado campeão.

Pablo Escobar assistindo a uma partida local (Foto: Agência AP)
Pablo Escobar assistindo a uma partida local (Foto: Agência AP)

Mas não era apenas Escobar que “investia” no esporte. Um dos seus maiores sócios no Cartel de Medellin, Gonzalo Rodríguez Gacha, também era apaixonado pelo futebol (dizem que este era o segundo assunto mais falado nas reuniões do grupo). “El Mexicano”, pseudônimo do poderoso parceiro, também direcionava pomposas cifras para seu clube do coração, o Millonarios de Bogotá. Entre 1981 e 1990, o time do Nacional de Medellin só havia conquistado um campeonato (1981), contra cinco títulos seguidos do rival de Cali (de 82 a 86) e um bicampeonato (87 e 88) do time da capital.
O investimento no futebol ia também muito além da paixão, com clubes servindo de fachada para sucessivas operações de lavagem de dinheiro, através das receitas de bilheterias, declarações falsas de transferências, e até contratos fictícios. Esse cenário foi positivo para que os times pudessem manter no país suas principais estrelas, além de contratarem jogadores de outros países sul-americanos. O “craque” Neto, por exemplo, foi um dos jogadores que atuaram pelo Millionarios, assim como o argentino Ricardo Gareca, ídolo do América de Cali na década de 80, time com uma das maiores folhas de pagamento do continente na época. “A injeção de dinheiro ilícito serviu para pagar bem aos jogadores locais e trazer bons estrangeiros. Com isso, todo o futebol nacional se beneficiava” – assume o respeitadíssimo Francisco Maturana, técnico que comandou o Atlético Nacional entre 1987 e 1990, e a seleção da Colômbia nos Mundiais de 1990 e 94.

Seleção colombiana na Copa da Itália em 1990 (Foto: divulgação)
Seleção colombiana na Copa da Itália em 1990 (Foto: divulgação)

Dentre tantas histórias, era muito comum a organização de “peladas” na Hacienda Nápoles, propriedade oficial de Escobar. Essas partidas amigáveis contavam com a presença de muitos jogadores colombianos famosos, que haviam disputado a Copa do Mundo. Eles eram levados para lá em aviões particulares, além de receberem boas quantias em dinheiro e outros benefícios, como cocaína e prostitutas. Mais uma história com muita coisa em comum ao nosso futebol!

Em breve contaremos um pouco mais sobre a maior geração já vista nos campos da Colômbia e do mundo.

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¡Pronto la segunda parte de esta história, hasta luego!

Texto: Wagner Ponce
https://twitter.com/wagnerponce

Confira os outros textos da série:
Parte 2: http://cenaslamentaveis.com.br/los-puros-criollos-o-timaco-do-cartel-de-medellin-parte-2/
Parte 3: http://cenaslamentaveis.com.br/los-puros-criollos-o-timaco-do-cartel-de-medellin-parte-3/
Parte 4: http://cenaslamentaveis.com.br/los-puros-criollos-o-timaco-do-cartel-de-medellin-parte-4/

5 Comentários em “Los Puros Criollos” – O timaço do Cartel de Medellin (Parte 1)

  1. Nada como um conteúdo de qualidade para abrilhantar cada vez mais essa presença única que tem a CL nas plataformas digitais.

    Tamo junto. Pas.

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