Manchester United: A 7 de envergar varal

Uma camisa de respeito histórico

Uma camisa de respeito (Foto: Reprodução internet)
Por: Daniel Bravo, MG.

Amigo torcedor, amigo leitor. Há muito tempo o futebol é o principal esporte. Carrega consigo místicas e histórias. Ajuda, de forma geral, o ser humano a viver melhor os seus dias. Seja jogando bola pelas quadras, assistindo com os amigos, sozinho, ou no estádio rodeado por desconhecidos, o futebol tem poder. Dentre essas magias das quatro linhas, existem as das camisas que carregam história e têm peso absurdo. Vide a 10 da Seleção Brasileira, a 21 da Juventus-ITA, entre outras. Por isso chegou a hora de falar de uma das mais emblemáticas do mundo: a 7 do Manchester United-ING.

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George Best, o primeiro grande 7 (Foto: Manutd.com)

A história deste fardamento do United começa há bastante tempo, em 1963, com um norte-irlandês, que para muitos é considerado o maior jogador britânico. Estamos falando de George Best. O ponta-direita se tornou ídolo eterno do Manchester United-ING pelos dribles, gols e títulos. Usando a 7 dos Diabos Vermelhos, George ganhou dois Campeonatos Ingleses e a Liga dos Campeões da UEFA contra o poderoso Benfica-POR, de Eusébio. Sem dúvidas, o atleta já seria um grande motivo para determinar o valor desta camisa em Old Trafford, mas esta história está longe do fim.

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Bryan Robson, o papa títulos (Foto: Reprodução internet)

Depois de Best, o próximo a usar este número de respeito foi o “papa” títulos Bryan Robson, dono de nada mais, nada menos que 11 taças. O meia atuou entre 1981 e 1994,  ganhou quatro Copas da Inglaterra, quatro Supercopas da Inglaterra, uma Copa da Liga Inglesa e dois Campeonatos Nacionais. O craque ocupou por 12 temporadas o posto de capitão dos Red Devils. Era considerado o mais completo jogador inglês e sem dúvidas foi outro importante nome para deixar ainda maior e mais bela esta grandiosa camisa 7 vermelha.

Outro a ter esta honra foi o eterno Éric Cantona. O atacante marcou 82 gols, em 185 jogos, entre 1992 e 1997. Neste período, conquistou quatro Campeonatos Ingleses. Dentro de campo o francês era reconhecido pelo gênio forte. A cena do “Rei de Manchester” aplicando uma voadora em um torcedor nazista do Crystal Palace-ING é relembrada até hoje. Assim como os golaços e dribles maravilhosos

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Éric Cantona em um dos momentos mais icônicos de sua carreira (Foto: Reprodução internet)

Em seguida veio David Beckham. Para alguns, um garoto propaganda, mais mídia que futebol, para outros, inclusive para mim, um craque da bola que poderia ter sido muito mais. No entanto, preferiu dividir a carreira de sucesso com a vida de pop star. Ainda assim, o meia marcou o seu nome na história do United. Venceu a Champions League, o Mundial e seis Premier Leagues. Fechou sua passagem ao brigar com o Sr. Alex Ferguson e se transferir para o Real Madrid-ESP.

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Beckham, um gênio na bola parada (Foto: Reprodução internet)

Cristiano Ronaldo foi o último grande 7 do Manchester United-ING, número que carrega até hoje nos Merengues. O menino da Madeira, em Portugal, chegou aos Diabos Vermelhos como uma das grandes promessas do futebol mundial. Em Old Trafford,  pediu para usar a camisa 28 (dos tempos de Sporting-POR), mas acabou ficando com a 7 por ordens de Sr. Alex Ferguson. Apesar da pressão, Cristiano conseguiu se tornar um grande ídolo do Manchester, conquistando inúmeros títulos. O mais importante a Champions League contra o rival Chelsea, em 2008. De quebra, abocanhou o prêmio de melhor jogador do mundo pela primeira vez na carreira.

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Sr Alex Ferguson e CR7, eleito melhor do mundo. (Foto: Getty Images)

Pois é confrades, uma camisa de respeito, com títulos históricos, gols que poderiam ser passados em museus e casas de arte. Seu peso foi suportado por poucos, um verdadeiro manto de envergar varal e fazer jogadores de nome sentirem a pressão. Alguns são os craques que não suportaram a responsabilidade de vestir este fardamento. Os mais recentes são:  Michael Owen e Di Maria. Além deles, temos Ibrahimovic, que preferiu vestir o número 9. Agora, fica a dúvida e a expectativa para o próximo grande camisa 7. Quanto ao Ibra? Vai entender…

Fonte: manutdbr

4 Comentários em Manchester United: A 7 de envergar varal

  1. Não havia numeração fixa na época do George Best e ele jogava nas duas pontas. Mais frequentemente na esquerda, portanto, mais com a 11. Mas quando entrava na direita, sim, era 7 mesmo.
    O Valencia nem é craque e nem quis ficar com a 7. Foi o primeiro que pegou a camisa depois do Cristiano Ronaldo e pediu pra voltar pra 25. Mas o Di Maria é outro caso. Esteve no time quando tudo era uma zona, não foi culpa dele não ter rendido. Ninguém rendeu naquela época.
    Mas “Reds” é o Liverpool.

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