Miklós Fehér – 13 anos da morte do húngaro que fez história em Portugal

O jogador que chocou o mundo ao infartar em campo

Momento trágico de Miklós Fehér (foto: iol portugal)
Por: Diego Giandomenico, PR

Como diria o Capitão Nascimento “pode parecer clichê de filme americano, mas é na hora da morte que a gente entende a vida”. E, caras, a vida é muito louca. Nunca vou conseguir entender, por exemplo, como um habitante da Hungria foi parar no futebol português. E mais, como rodou por alguns times de lá antes de seu falecimento. Estamos falando de Miklós Fehér, o jogador que a morte decidiu transformar em herói.

Hoje, se você passar pelo Estádio da Luz, em Lisboa, irá encontrar um busto em homenagem a Fehér. Pelo Benfica, foram apenas 30 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2004. Antes de atuar pelo clube, o húngaro revelado pelo Gyõri ETO – equipe da sua terra natal – foi contratado pelo Porto-POR,  em 1998. Não convenceu vestindo a camisa dos Dragões e acabou emprestado ao Salgueiros-POR, primo pobre da cidade, em 2000. Depois de uma temporada irregular, o ponta-direita desembarcou no Braga-POR. Ficou por um ano no clube do norte português. Marcou 14 gols em 26 jogos, e chamou a atenção mais uma vez dos Azuis e Brancos. 

Fehér nos tempos de Porto (foto: BP)
Fehér nos tempos de Porto (foto: BP)

Porém, após um desentendimento entre o presidente do time e o empresário de Fehér, o húngaro foi parar em outra cidade portuguesa: Lisboa. Lá, assinou contrato com o Benfica-POR e se tornou persona non grata no estádio do Dragão por dois motivos: ter ficado ao lado do empresário e ter escolhido o maior rival do Porto-POR. Nos Encarnados, o ponta fazia uma boa temporada e estava se consolidando no time titular quando foi a até Guimarães enfrentar a equipe do Vitória-POR. O Benfica-POR havia acabado de abrir o placar quando Miki tentou atrapalhar um lateral.  O árbitro lhe deu o cartão amarelo por atitude antidesportiva. O jogador, então, botou as mãos nos joelhos e caiu no chão exatamente no momento que a câmera lhe dava um close por conta da advertência. 

Percebendo a gravidade da situação, Sokota corre e tira a língua de Fehér da garganta, evitando que ele se engasgue. Mas o esforço de todos os jogadores em campo não foi suficiente e antes o dia terminar, Miklós Fehér havia morrido, aos 24 anos. 

Incrível como tudo aconteceu. A morte tem suas peças e, hoje, o seu busto está lá para quem quiser ver. A camisa 29 do Benfica está aposentada. Talvez se estivesse vivo, não teria tamanha honra. Mas é na morte que se entende a vida e quando ela acontece no futebol, entendemos que a ela é um pouco mais do que títulos, rivalidades e mercado da bola. Me apropriando, novamente, de outro pensador, a vida é muito louca, muito breve.

 

Busto de Miklós Fehér, o jogador comum que a morte transformou em herói (foto: zap.aeiou.pt)
Busto de Miklós Fehér, o jogador comum que a morte transformou em herói (foto: zap.aeiou.pt)
Fonte: VIP PORTUGAL

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