Nhozinho Santos, o Caldeirão Maranhense

Histórico estádio maranhense deve voltar a receber jogos.

No mês de Julho, estava prevista a entrega do Estádio Nhozinho Santos para a população de São Luís, no Maranhão, após um longo período de fechamento devido as condições de risco que estádio apresentava, tanto na parte estrutural e em termos de segurança interna. Infelizmente, por falta de pagamento para dar continuidade às obras, o Nhozinho continua fechado. Mas o Caldeirão Maranhense tem uma história inabalável.

Enquanto a população brasileira ainda lamentava o “Maracanazzo”, os ludovicenses estavam ansiosos para receber seu primeiro estádio de futebol e, em 1 de Outubro de 1950 esse fato se concretizou. Foi em um jogo entre Sampaio Corrêa e Paysandu, que terminou com a vitória dos donos da casa por 2 a 1. No entanto, o primeiro gol do estádio foi marcado pelo jogador do Papão da Curuzu, Hélio.

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(Reprodução/Blog Futebol Maranhense Antigo)

Foi construído para receber um público de 16.500 torcedores, mas diversas vezes essa capacidade foi ultrapassada devido a expectativa e o fanatismo da torcida maranhense. O recorde atual pertence ao Maranhão Atlético Clube, que em um empate contra o Vasco da Gama, abrigou 24.865 pessoas, em 1980. A cancha exerce uma extrema pressão sobre os adversários e principalmente sobre os goleiros devido a proximidade da bancada em relação ao gramado.

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(Reprodução/ Jornal O Imparcial)

Palco de várias glórias do futebol maranhense, o Nhozinho Santos presenciou uma das maiores glórias do futebol maranhense quando o Sampaio Corrêa sagrou-se campeão da segunda divisão do Campeonato Brasileiro em 1972, após um empate em 1 a 1 com o Campinense.

Em 2016, o Moto Club de São Luís apresentou um projeto para reforma e administração do estádio que seria feita em parceria de patrocinadores, mas no entanto, o projeto não obteve respostas. Agora, resta esperar que o estádio seja entregue após alguns adiamentos do prazo e receba jogos do MAC e do Moto Club de São Luís, que disputam a Série D, e do Sampaio Corrêa, que disputa a Série B.

 

Texto: Pedro Henrique Pereira (@PHPC97)

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