No Terrão não cabe bom moço

Onde o filho chora e a mãe não vê

Pressão

“Ele podia até ser bom de bola, mas era bom caráter, podia resolver um jogo ou outro, mas era muito bom moço. Ele podia até ter seus momentos de ”Bad Boy”, mas convenhamos, ele jamais seria um craque da CL, daqueles que nos enchem de orgulho.

Ele podia até ter jogado em algum time, como realmente jogou, mas eu preciso, pelo amor de Deus, dizer que ele não tinha “sangue nos olhos”.

Ele acusa saber brigar, mas sempre corria na hora que o bicho pegava. Onde foi que erraram na criação daquele rapaz, me pergunto… Ele ameaça; só não cumpre. Ele ama se fazer de culpado… e deixar o tumulto correr solto pelo terrão.

Eis a tortura nos olhos de quem assiste a partida. Fico danado pra adivinhar qual foi o erro, além do sabido danoninho com colher ou do toddynho pela manhã.

Pelo direito de ver ele se tornando porra loca, ora, me ajudem, sem essa de serem politicamente corretos… Sem essa de fazer gol e comemorar ajoelhado, louvando, com todo respeito, ao Soberano.

Não, ele prefere se esconder, ficar sempre como o filhinho da mamãe, pobre coitado, mal sabe ele que na Várzea o filho chora e a mãe não vê, ali nunca vai ter colo.

Texto: Daniel Bravo

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