O Barcelona latino e a chance de finalmente conquistar a América

RUMO AO PRIMEIRO TÍTULO?

Jonathan Álves marca e Barcelona elimina o Santos na Vila Belmiro. (Foto GazetaPress)
Jonathan Álves marca e Barcelona elimina o Santos na Vila Belmiro. (Foto GazetaPress)
Por Samir Leão

Após 19 anos, o Barcelona de Guayaquil ou Barcelona Sporting Club está de volta a uma semifinal de Copa Libertadores. O time equatoriano que já disputou duas finais, e perdeu as duas, chegou seis vezes na penúltima fase da competição, de acordo com a CONMENBOL (1971, 1986, 1987, 1990, 1992 e 1998),  busca o título inédito para o clube mais popular do Equador. Fundado em 1º de maio de 1925, é o maior campeão nacional com 15 conquistas.

A história da equipe começa quando alguns jovens, sem muitos recursos, resolveram formar um time e contaram com ajuda de um catalão dono de um restaurante no bairro Astillero, em Guayaquil. Para homenagear o padrinho da equipe, a ideia foi dar ao mais novo projeto o mesmo nome do time de coração do espanhol. Surge então o Barcelona versão latina.

Com 92 anos de história e nenhuma conquista internacional, os torcedores assistiram por duas vezes a equipe quase beliscar o título do maior campeonato de clubes da América.  Em 1990, perdeu a final da Libertadores para os paraguaios do Olímpia, oito anos depois foi a vez do Vasco da Gama levar a melhor diante dos equatorianos e adiar o sonho da conquista.

O Barcelona de Guayaquil é a principal equipe do futebol do Equador, a mais bem estruturada, com mais recursos e um estádio — Monumental Isidro Romero Carbo — que tem capacidade para 57 mil pessoas. Porém a glória de ter conquistas internacionais no currículo é de outro time equatoriano, a LDU. A Liga, como é conhecida, é a único clube do país com títulos desse porte. Conquistou em 2008 a Libertadores e em 2009 a Sul- Americana, ambas diante o Fluminense, além de duas Recopas Sul-Americanas (2009 e 2010).

Desde que participou da sua primeira Copa Libertadores, em 1961, o Barcelona disputou o torneio 24 vezes e encarou 18 partidas contra equipes brasileiras (6V, 6D e 6E). Em 2017, já foram seis jogos e apenas uma derrota, 1 a 0, para o Palmeiras no Allianz Parque.  A equipe que volta a orbitar mais uma final, enfrentará outro clube tupiniquim pelo caminho. Depois de eliminar o Verdão (oitavas) e o Santos (quartas), o confronto das semifinais é contra o Grêmio.

Os equatorianos já demonstram que são competitivos e jogar longe de seus domínios não é problema. Das cinco partidas que jogou fora de casa, na competição, conquistou três vitórias, a última delas foi diante do Peixe, 1 a 0, na Vila Belmiro. Na fase de grupos ficou em segundo lugar no grupo formado por Botafogo, Atlético Nacional-COL (atual campeão) e Estudiantes-ARG.  Até aqui são: 10 gols sofridos, 11 gols marcados. O artilheiro da equipe no campeonato é Jonathan Álvez.

Dos países que terão times nas semifinais da Copa Libertadores 2017 (os outros são: Brasil e Argentina), o Equador sem dúvidas é o com menos tradição no futebol. Comparado com os gigantes que disputaram o Torneio e seus orçamentos, o Barcelona de Guayaquil foi longe e pode sonhar com o título.

Jogos do Barcelona de Guayaquil contra equipes brasileiras na Libertadores:

1972 – Contra o São Paulo, dois empates: 0 x 0 e 1 x 1.

1986 – Contra o Coritiba, dois empates: 1 x 1 e 0 x 0; Contra o Bangu, duas vitórias:     1 x 0 e 2 x 1.

1992 – Contra o São Paulo, uma vitória, 2 x0, e uma derrota, 3 x 0.

1998 – Contra o Vasco da Gama, duas derrotas: 2 x0 e 2 x 1.

2004 – Contra o Santos, duas derrotas: 3 x 1 e 1 x 0.

2017 – Contra o Botafogo, um empate, 1 x 1, e uma vitória, 2 x 0; Contra o Palmeiras, uma vitória, 1 x 0, e uma derrota, 1 x 0; Contra o Santos, um empate, 1 x 1, e uma vitória, 1 x 0.

Fontes: CONMEBOL, ESPN, GLOBO.COM, FEDERAÇÃO EQUATORIANA DE FUEBOL

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