O caminho do pentacampeonato cruzeirense

A VOLTA DO CRUZEIRO COPEIRO

O Cruzeiro volta a ganhar a Copa do Brasil. (André Yanckous/AGIF)
Por: Daniel Bravo, MG

Amigo torcedor, amigo leitor. Após oito fases e um começo com 128 equipes, a Copa do Brasil conheceu o novo campeão, ou melhor, o novo pentacampeão. Após 14 anos o Cruzeiro Esporte Clube volta a conquistar o maior torneio mata-mata do país e novamente se iguala ao Grêmio como maior vencedor dessa competição tão democrática. A caminhada nada fácil da equipe de Mano Menezes, que começou contra o Volta Redonda e terminou contra o Flamengo, relembramos agora.

A caminhada celeste começou em 15 de fevereiro no estádio Raulino de Oliveira, contra o Volta Redonda, o Voltaço. O time mineiro apesar de perder muitas chances conseguiu superar o adversário carioca com o placar de 2×1, gols de Alisson e Robinho, e carimbou assim a passagem para a segunda fase contra o São Francisco-PA.

Contra o São Francisco, no Mineirão, uma noite mágica de Rafael Sóbis que anotou 4 tentos na vitória da raposa por 6×0, que ainda teve gols de Robinho e Arrascaeta. Selaram assim a classificação para a terceira fase contra o Murici.

Artilheiro da Copa do Brasil, Rafael Sóbis (Foto: Pedro Vale Foto)
Artilheiro da Copa do Brasil, Rafael Sóbis (Foto: Pedro Vale Foto)

Com o primeiro duelo em Alagoas jogado em um péssimo gramado, o Cruzeiro teve certa dificuldade, mas bateu o Murici por 2×0 com gols de Manoel e Ábila. No jogo de volta, no Gigante da Pampulha, um 3×0 com gol de Sóbis e outros dois gols contra.

Na quarta fase, um duelo de duas das equipes mais tradicionais do futebol brasileiro e consequentemente a eliminação de um deles. Cruzeiro x São Paulo fizeram o primeiro duelo no Morumbi e o time mineiro venceu por 2×0, com gols de Hudson, ex São Paulo e Pratto, contra. No Mineirão o tricolor iria buscar uma reviravolta para eliminar o Cruzeiro, algoz antigo da equipe paulista em mata-mata. O soberano abriu o placar com o argentino Lucas Pratto, mas com gol de falta de Thiago Neves acabou tomando um banho de água fria e mesmo com o gol de Gilberto, a vitória não foi suficiente e o time paulista amargou mais uma eliminação e consequentemente mais um ano sem a Copa do Brasil.

Autor do gol que deu a classificação celeste, contra a Chapecoense, o jovem Raniel. (Foto: Pedro Vale Foto)
Autor do gol que deu a classificação celeste, contra a Chapecoense, o jovem Raniel. (Foto: Pedro Vale Foto)

Nas oitavas uma nova etapa teve inicio. Os times que disputavam a Libertadores passaram a integrar a competição. No caminho celeste, a Chapecoense. A primeira partida no Mineirão foi marcada por um jogo fraco tecnicamente e com muitos gols perdidos. Contudo, vitória celeste por 1×0 com gol de Raniel e duelo aberto para o jogo da Arena Condá. Com a volta de Fábio ao gol celeste, a raposa fez um duelo brigado dentro e fora de campo. Com catimba até mesmo do técnico Mano Menezes, o Cruzeiro segurou um 0x0 que ainda rendeu um leve tumulto nos vestiários. Problema resolvido e quartas de final a frente.

Nas quartas de final o Cruzeiro era o único time que não havia disputado a Libertadores e enfrentava o temido Palmeiras. No duelo de ida, no Allianz Parque, um primeiro tempo de encher os olhos e um 3×0 que parecia sacramentar a vitória. Na volta, um apagão geral e o término de jogo com um 3×3 de deixar torcida e time decepcionados. Na volta, jogo truncado no Mineirão e um 0x0 no primeiro tempo. Com o Palmeiras precisando da vitória, o time foi pra cima e abriu o placar com Keno no segundo tempo de jogo. Em momento de desespero, o lateral Diogo Barbosa pintou como centroavante e com gol de cabeça garantiu a classificação celeste para a semifinal.

Surge o herói:

Fábio Cruzeiro
Para muitos, o maior jogador cruzeirense na competição, a muralha Fábio. (Foto: Pedro Vale Foto)

Na semifinal, o Cruzeiro teria pela frente o atual campeão da Copa do Brasil e o time que, até então, para muitos, tinha o melhor futebol do país. O Grêmio de Renato Portaluppi e Luan havia sido o algoz celeste no ano anterior, quando bateu o time mineiro por 2×0 no Mineirão. O primeiro duelo dessa vez foi na Arena do Grêmio. O time gaucho viu Fábio operar dois milagres e rebater um chute de Luan que terminou em gol de Lucas Barrios e deixava o tricolor em vantagem para o jogo de volta. No Mineirão o Grêmio começou ameaçando e mais uma vez Fábio brilhou ao parar Barrios. O segundo tempo teve gol de Hudson e decisão por pênaltis. Com as duas equipes errando muito, sobraram para Luan e Thiago Neves as cobranças decisivas. Luan parou nos pés do camisa 1 cruzeirense, já TN30 converteu e levou o time mineiro para sua 7ª final.

Maior investimento celeste da temporada, Thiago Neves mostrou que valeu cada centavo. (Foto: Pedro Vale Foto)
Maior investimento celeste da temporada, Thiago Neves mostrou que valeu cada centavo. (Foto: Pedro Vale Foto)

A final da Copa do Brasil foi marcada por uma grande ação de paz e harmonia entre Cruzeiro e Flamengo na campanha #FinalDeTimeGrande. Nos estádios, duas grandes festas e o recorde de público do novo Mineirão com mais de 61 mil torcedores. No gramado o primeiro jogo foi marcado pelas boas defesas de Fábio e pela falha do jovem Thiago. O resultado, 1×1 e tudo aberto pro jogo da volta no Gigante da Pampulha. No tempo normal, um Flamengo com duas chances que pararam na trave e de novo na muralha celeste.

A decisão por pênaltis:

Na marca da cal o rubro negro era defendido pelo contestado Alex Muralha, já o Cruzeiro tinha Fábio em uma de suas melhores fases. Muralha arriscou pular sempre para o mesmo lado e não conseguiu evitar os gols celestes, já o arqueiro cruzeirense conseguiu para o craque Diego e ver Thiago Neves marcar o gol que decretou festa mineira com o Pentacampeonato celeste. Voltando assim o Cruzeiro ao topo de maior campeão junto com o Grêmio e garantindo a equipe azul na Libertadores 2018.

Pesquisa: Globoesporte

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