O grandioso Milan de 2001 a 2003

(Foto/Reprodução: acmilan-online.com)

Os anos 90 e a primeira década dos anos 2000 foram especiais para os times italianos, que viviam uma grande fase, possuiam times fortes que possibilitavam um campeonato bem disputado e atrativo. Dentre esses times, o Milan teve sua grande fase entre os anos 2002 e 2007, com um time que mesclava experiencia, juventude, raça e habilidade.

Em 1994, o Milan conquistava a Champions League em cima do Barcelona, em Atenas. Desde essa data, as campanhas subsequentes do time não agradavam, pois sempre se chegava muito perto do objetivo mas sem êxito. Assim, após oito anos sem ganhar nenhum titulo continental novamente, o Milan resolveu investir para a temporada de 2002/2003. Naquela temporada, começaria a ser formada a base de um dos maiores esquadrões italianos e mundiais.

O times começaram sua reformulação logo pelo comando contratando o técnico Carlos Ancelotti. O técnico teve bastante importância não só na beira do campo, mas também, nos bastidores, pois ajudou nas contratações pontuais que o clube precisava fazer. Outras peças importantes vieram, como o meio campista Pirlo (ex-Inter de Milão) que não foi bem aproveitado, Felipo Inzaghi (ex-Juventus), Martin Laursen (ex-Parma).

Na primeira temporada sob o comando de Ancelotti, o Milan já mostrava melhoras e terminou o campeonato italiano na 4º posição. Além da boa campanha, naquela temporada, o Milan havia colecionado bons resultados contra os principais rivais, como contra Inter onde ganhou “jogando fora” por 4 a 2. Além dos bons resultados, a equipe italiana revelava para o mundo uma boa e entrosada dupla de ataque: Inzaghi e Shevchenko.

Na temporada seguinte, mas reforços chegaram ao clube Rossonero. O treinador pediu a volta do goleiro Dida, que havia sido emprestado para o Corinthians após uma temporada ruim na Itália, mas voltou a jogar bem e se destacou jogando aqui no Brasil. O clube ainda trouxe Nesta (ex-Lazio) que juntamente com Maldini, formariam uma das maiores duplas de zaga da história; Seedorf (ex-Inter de Milão) e Rivaldo (ex-Barcelona) também chegavam ao clube e dava mais força para a equipe que buscaria a glória continental.

(Foto/Reprodução: www.uefa.com)
(Foto/Reprodução: www.uefa.com)

A caminhada Rossonera começou na frase classificatória para o campeonato europeu. O time enfrentou o Slovan Liberec e com uma vitória em casa por 1 a 0 e uma derrota fora de casa por 2 a 1, se classificou para a fase de grupos. Juntamente com Bayern de Munichen, Lens e La Coruña, o Milan formava o grupo G. O time italiano se saiu bem na fase de grupos, com 4 vitórias e 2 derrotas. Se classificou no 1º lugar do grupo e avançou para a segunda fase de grupos. Na segunda fase, novamente a classificação veio na 1º colocação do grupo. Apesar de possuir um bom ataque, as vitórias italianas nessa fase foram todas pelo placar mínimo.

No primeiro jogo das quartas de finais, Ancelotti teria a dura missão de parar o ataque holandes formado por Van der Vaart e Ibrahimovic. O treinador armou o time defensivamente e foi feliz em sua missão, saindo de Amsterdã com um 0 a 0. Na volta, a necessidade da vitória em casa veio a tona e o Milan foi afrente. Inzaghi abriu o placar mas viu os holandeses empatarem com Litmanen. Dois minutos depois, Sehvchenko colocou os italianos na frente mas novamente o Ajax correu atrás do resultado e empatou com Pieenar. Tudo parecia perdido para a equipe milanista, até que, nos acrescimentos, Inzaghi aproveitou o cruzamento feito por Tomasson garantiu o Milan nas semi-finais.

O clássico com a Inter definiria o finalista europeu. No primeiro jogo, com mando do Milan, o 0 a 0 não saiu do placar e a decisão ficou para a volta. Na volta, qualquer empate com gols asseguraria a equipe rossonera na final. E assim aconteceu. No primeiro tempo, Shevchenko abriu o placar e no segundo tempo, Martins empatava a partida. O resultado de 1 a 1 se estenderia até o final.

(Foto/Reprodução: www.uefa.com)
(Foto/Reprodução: www.uefa.com)

Pela primeira vez uma final de Champions League seria disputada por duas equipes italianas. De um lado, o Milan, com Shevchenko e Inzaghi em ótima fase. Do outro lado a Juventus, que contava com grandes nomes como Edgar Davids, Del Piero, Trezeguet. O rigor defensivo italiano foi a marca dessa final que contou com poucas oportunidades e muitas faltas para ambos os lados. Em resumo, um jogo truncado, que se estendeu até o final dos 90 minutos e da prorrogação. Partia-se então para os pênaltis. Nas cobranças, brilharam as estrelas dos goleiros Dida e Buffon, onde o goleiro rossonero defendeu três pênaltis e Buffon defendeu dois. A ultima cobrança ficou a cargo de Shevchenko que com muita frieza consagrou o Milan campeão europeu novamente.

FICHA
Time: AC Milan 2002/2003
Títulos: UEFA Champions League 2002/2003; Supercopa Europeia 2003; Copa da Itália 2003; Campeonato Italiano 2003/2004;

(Foto/Reprodução: imortaisdofutebol.com)
(Foto/Reprodução: imortaisdofutebol.com)

 

Texto: Pedro Henrique Pereira (@PHPC97)

 

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