O que esperar dos sobreviventes da Libertadores 2017?

Pontos fracos e pontos fortes das 8 equipes que chegaram até aqui.

Um dado curioso: Apenas nove dos 107 gols marcados pelas equipes foram de fora da área (Foto; Reprodução / Onefootball)
Por Dudu Nobre, PR

Hoje começam as quartas de finais da Libertadores 2017. Uma fase crucial e tensa, já que os clubes percorreram um caminho considerável na competição, mas ainda longe do momento em que dá para cravar quem levanta a taça. Para que você fique por dentro das principais estratégias dos oito postulantes ao título, a CL destrinchou os 168 gols marcados e sofridos e descobriu pontos fortes e fracos das equipes.

O Barcelona-EQU fez 13 de 24 pontos em disputa (Foto: Reprodução Radiohuancavilca)
O Barcelona-EQU fez 13 de 24 pontos em disputa (Foto: Reprodução Radiohuancavilca)

Barcelona de Guayaquil-EQU: Os equatorianos têm como principal característica a velocidade, conseguindo resultados importantes quando jogam no erro do adversário (caso dos triunfos contra Estudiantes-ARG, em La Plata, e Botafogo, no Rio de Janeiro). Los Canarios não são muito eficientes nos ataques via jogo aéreo, preferem tocar a bola pela faixa central do campo para marcar antes do intervalo (seis dos nove gols do time foram no primeiro tempo).

No aspecto defensivo, a marcação dentro da área é problemática já que os nove gols sofridos foram nessa região. O aspecto disciplinar também preocupa, já que o Barcelona cometeu três pênaltis no campeonato.

Por conta das duas fases Pré Fase de Grupos, o Botafogo fez 23 de 36 pontos possíveis (Foto: Reprodução Extra)
Por conta das duas fases Pré Fase de Grupos, o Botafogo fez 23 de 36 pontos possíveis (Foto: Reprodução Extra)

Botafogo: O Alvinegro carioca tem no fator casa um trunfo, já que cinco das sete vitórias da equipe foram no Estádio Nilton Santos. As jogadas criadas pela esquerda do ataque geralmente são mais efetivas (cinco dos 13 gols feitos) e Pimpão é o homem a ser marcado, já que é o artilheiro do time no torneio com cinco gols. Além disso, o Fogão “não larga o osso”, já que em quatro oportunidades balançou as redes nos últimos 15 minutos. Mas no primeiro tempo se mostra mais vulnerável, já que a defesa foi vazada cinco vezes antes do intervalo.

As laterais são desniveladas na hora de proteger a meta alvinegra. Dos oito gols sofridos, seis tiveram origem nas costas da lateral direita e nenhum pela esquerda.

O Grêmio fez 19 de 24 pontos alcancáveis (Foto: Lucas Uebel / Getty mages)
O Grêmio fez 19 de 24 pontos alcançáveis (Foto: Lucas Uebel / Getty mages)

Grêmio: O Tricolor Gaúcho é dono do melhor aproveitamento da competição (aproximadamente 79,16%) e tem o ataque mais efetivo da Libertadores com 18 bolas na rede, muito por causa dos artilheiros Luan e Lucas Barrios (cinco gols de cada). O clube tem na Arena Grêmio um alçapão (já que venceu todas como mandante) e apresenta como principal jogada a tabela pelo meio ao estilo videogame.

Apesar de se darem bem por ali nas jogadas ofensivas, os gremistas sofreram cinco gols pela faixa central do campo e têm mais dificuldades na segunda etapa (quatro dos sete que levou). A marcação pela direita é bem feita, já que nenhuma jogada criada por ali terminou no barbante.

O Jorge Wilstermann fez 13 de 24 pontos alcancáveis (Foto: Gil Guzzo/Mafalda Press)
O Jorge Wilstermann fez 13 de 24 pontos alcançáveis (Foto: Gil Guzzo/Mafalda Press)

Jorge Wilstermann-BOL: Os bolivianos também estão 100% no Félix Caprilles e costumam se dar bem quando utilizam o chuveirinho na área (afinal seis dos 13 gols do time foram de bola parada e pelo alto). El Aviador costuma marcar quando está dentro da área e, assim como o Botafogo, tem um histórico de balançar a rede na bacia das almas (três gols nos 15 minutos finais).

Na marcação, o setor esquerdo é o mais problemático e o jogo aéreo costuma ser um Calcanhar de Aquiles (seis dos dez gols sofridos foram nessas condições). A defesa costuma congestionar o meio, prova disso é que só em uma oportunidade o Jorge Wilstermann tomou um gol originado no setor.

O Lanús fez 14 de 24 pontos possíveis e ganhou mais três por conta da punição imposta à Chapecoense (Foto: Reprodução Zimbio)
O Lanús fez 14 de 24 pontos possíveis e ganhou mais três por conta da punição imposta à Chapecoense (Foto: Reprodução Zimbio)

Lanús-ARG: A equipe argentina confia no artilheiro José Sand (cinco gols marcados) para seguir no torneio. Mesmo tendo o centroavante de 1,83m à disposição, o time não marcou nenhum gol de cabeça. A jogada é outra: tabela pelo meio e Sand faz o pivô para a chegada dos companheiros (dez dos 13 gols Granates foram pelo corredor central). Além disso, o Lanús é o que mais aproveitou os últimos 15 minutos de jogo (marcou em cinco oportunidades).

A defesa Granate divide com o Santos o posto de menos vazada (seis tentos sofridos), não tomando gols pelo meio nem nos primeiros 15’ de partida. O ponto fraco dos argentinos é o lado direito da marcação, responsável por levar quatro bolas na rede.

O River Plate fez 17 de 24 pontos possíveis (Foto: Reprodução Taringa)
O River Plate fez 17 de 24 pontos possíveis (Foto: Reprodução Taringa)

River Plate-ARG: O escrete Millonario se notabilizou por ser copeiro, vencendo todas as partidas fora do Monumental de Nuñez. O segundo melhor ataque da Libertadores é adepto do chuveirinho na área (10 dos 17 gols do time foram de bola parada e pelo alto) e mostrou poder de reação, já que aplicou duas viradas até agora e é o melhor neste quesito.

No aspecto defensivo, o mapa da mina é jogar nas costas da lateral esquerda (quatro dos 10 gols sofridos) e cruzar na área, porque seis jogadas pelo alto terminaram no barbante. Se o adversário deixar para resolver o jogo na parte final as coisas podem complicar, afinal o River levou apenas um gol nos 15’ finais.

O San Lorenzo fez 13 de 24 pontos alcançáveis (Foto: Reprodução Site Oficial San Lorenzo)
O San Lorenzo fez 13 de 24 pontos alcançáveis (Foto: Reprodução Site Oficial San Lorenzo)

San Lorenzo-ARG: El Ciclón tem uma jogada ofensiva característica: levar a bola à direita do ataque (cinco dos nove gols feitos) e cruzar na área para que alguém cabeceie (seis tentos marcados pelo alto). Além disso, o clube do bairro Boedo marcou mais vezes no segundo tempo (cinco), sendo que três foram no apagar das luzes.

As jogadas pela faixa central são problemáticas para a defesa Azulgrana, porque cinco dos nove gols sofridos têm essa característica. A defesa também tem mais dificuldade para jogar na segunda etapa (sete bolas na rede após o intervalo).

O Santos conquistou 18 de 24 pontos em disputa (Foto: Reprodução Torcedores.com)
O Santos conquistou 18 de 24 pontos em disputa (Foto: Reprodução Torcedores.com)

Santos: O Peixe ainda não sabe o que é perder na Libertadores e venceu todos os jogos em São Paulo (Pacaembu e Vila Belmiro). Assim como o Barcelona-EQU, o Alvinegro gosta de tocar a bola pela faixa central do campo (oito dos 15 gols pelo meio) e conta com o faro do artilheiro Ricardo Oliveira, autor de três gols até agora na competição.

O setor direito da defesa é o mais vulnerável (quatro dos seis tentos sofridos) e o adversário deve aproveitar para marcar antes do intervalo, o que já aconteceu cinco vezes. De preferência, nos primeiros 15 minutos (fato ocorrido em duas oportunidades).

As cartas estão na mesa! Resta saber qual clube terá a estratégia perfeita para conquistar a América em 2017.

Fontes: Conmebol, Globoesporte.com

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