O que está acontecendo com o Íbis?

EX-PIOR TIME DO MUNDO?

No último domingo, o Íbis reeditou a sua melhor sequência de resultados da história do futebol: três vitórias e um empate, pelo Pernambucano Série A2 (Crédito: Pablo Kennedy/Diario de Pernambuco)

A cada 75 anos, a órbita do cometa Halley passa próxima à da Terra e chama a atenção de todos para os céus no mundo todo. Guardadas as devidas proporções astronômicas, fenômeno semelhante acontece quando o Íbis, folcloricamente conhecido como o ‘Pior Time do Mundo’, emenda uma sequência de vitórias no futebol. Neste domingo, o ‘Halley do futebol’ voltou a orbitar o planeta bola e, obviamente, a CL não poderia deixar de marcar presença no evento.

Três vitórias e um empate em quatro jogos. Sequência simples para qualquer clube de futebol do mundo, exceto para o Íbis — que não é uma equipe qualquer. O time só conseguiu tal feito em duas ocasiões, em seus 79 anos de existência. Em 1997 e na atual temporada, ambas pela Segunda Divisão do Pernambucano. O empate em 0 a 0 com o Centro Limoeirense encerrou o 100% de aproveitamento, mas foi o suficiente para manter a liderança do grupo e a marca de melhor defesa do campeonato. Mas quem disse que deixou a torcida satisfeita? A turma rubro-negra do Ademir Cunha não engoliu o ‘tropeço’ em casa, diante do lanterna, e já pediu a cabeça do treinador — na gréa, é claro.

O jogo

Antes de mais nada, não se empolgue muito, achando que o nível é dos maiores. Mesmo em boa fase, nós estamos tratando de um campeonato de segunda divisão estadual. Consequentemente, toda a atmosfera relembra qualquer jogo de várzea. Desde o gramado sofrido, à inimaginável variedade de xingamentos da torcida – acredite, até o gandula e o quarto árbitro são alvos fáceis. Antes de começar o jogo, ainda é preciso se contentar com a cerveja quente e o picolé de procedência duvidosa.

Ingresso da partida (Foto: Diego Borges - Cenas Lamentáveis)
Ingresso da partida (Foto: Diego Borges – Cenas Lamentáveis)

Pelo regulamento da competição, as duas equipes só podem escalar até quatro atletas acima dos 23 anos e esse fato, aliado aos problemas estruturais de base no Brasil, implica em um nível sofrido de futebol. Em campo, um jogo de equilíbrio, com o Íbis dono da maior posse de bola e de passes bem arquitetados. Ao Centro Limoeirense, até então lanterna e precisando reagir, restaram os contra-ataques e bolas paradas. As poucas chances de gol das duas equipes esbarraram na falta de qualidade na finalização de seus atacantes.

Até Mauro Shampoo,  maior ídolo da história do Íbis, estava presente no CUNHÃO torcendo pelo sucesso do Íbis.

A partida terminou do jeito que começou, exceto pelo arsenal de xingamentos que ampliou o vocabulário de quem se fez presente no Ademir Cunha. Os técnicos até tentaram mudar o placar, mas a verdade é que o resultado foi justo e de bom tamanho para ambos. Para o Íbis, que está a um passo de garantir a sua classificação — pasmem!  com quatro rodadas de antecedência, e para o time de Limoeiro, que deixou a última colocação. Os dois voltam a se enfrentar no meio de semana e o Pássaro Preto pode continuar a fazer história e alcançar a meta de cinco jogos invicto, pela primeira vez.

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