O terceiro lugar da Croácia na Copa de 1998

Suker foi o grande destaque do time

Croatian players pose for the official team picture, 08 July before their 1998 Soccer World Cup semi-final match against France at the Stade de France in Saint-Denis, north of Paris. (From top left: Zvonimir Boban, Drazen Ladic, Slaven Bilic, Igor Stimac, Zvonimir Soldo, Mario Stanic; bottom left, Robert Jarni, Goran Vlaovic, Davor Suker, Dario Simic, Aljosa Asanovic) (ELECTRONIC IMAGE) AFP PHOTO
Por: Honorato Vieira, CE

Para muitos, a Copa do Mundo de 1998 que teve como sede a França foi a edição mais qualificada de todos os tempos. Vários jogadores chegaram em seu auge para a edição que teve como campeã a seleção da casa ao aplicar um 3×0 no Brasil. Apesar do título inédito dos Les Bleus, a maior surpresa da competição foi a Croácia. O esquadrão grená chegou até a semifinal e encantou o mundo com seu futebol vistoso.

Em 1991, o país conquistou sua independência da Iugoslávia e se tornou uma nação, capaz de ter sua própria seleção que representasse sua população e disputar os torneios em que fosse filiada. Com a fragmentação da antiga Iugoslávia, os croatas ficaram com alguns ótimos jogadores daquela geração: Boksic, Asanovic, Prosinecki, Jarni, Suker, Stimac e Boban, sendo estes cinco últimos as estrelas que deram à Iugoslávia a Copa do Mundo de Juniores da FIFA em 1987.

Logo na primeira competição de peso, os croatas chegaram até as quartas de final da Eurocopa de 1996, com apenas uma derrota na primeira fase, contra Portugal de Figo e Rui Costa. Os debutantes não conseguiram superar a fortíssima Alemanha de Sammer, Reuter, Ziege, Möller, Scholl e Klinsmann, e foram eliminados com um apertado 2×1.

A meta era a classificação para a Copa do Mundo em 1998 e eles conseguiram com uma campanha bem regular, mas aquém do futebol demonstrado na Euro. Foram quatro vitórias, três empates e apenas uma derrota nos oito jogos das eliminatórias. No play-off para decidir uma vaga no Mundial, uma vitória por 2 a 0 sobre a Ucrânia e suado empate por 1×1, carimbaram a classificação para a primeira Copa de sua história.

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Boban e Suker foram os destaques da Croácia na Copa de 1998. (Reprodução/Twitter)

Uma baixa e a surpresa da Copa

O selecionado já estava pronto para disputar a Copa do Mundo, mas pouco antes do Mundial, o atacante Boksic, que deu lugar a Goran Vlaovic, sofreu uma contusão.

O time era armado pelo técnico Blazevic, que apostava no 3-5-2, com as principais ações concentradas em seu camisa 10: Boban. A grande meta  era chegar às oitavas de final, mas o que se viu foi muito mais do que isso.

Com a sorte do seu lado, a equipe ficou no Grupo H da Copa, ao lado de Argentina, Jamaica e Japão. Mesmo com os ‘hermanos’ ao lado, duas vitórias garantiriam os europeus no mata-mata e foi isso que eles conseguiram. A Croácia estreou sem sustos com um triunfo por 3 a 1 sobre os jamaicanos, gols de Stanic, Prosinecki e Suker. Na partida seguinte, bateu o Japão por 1 a 0, gol de Suker. Com a classificação garantida, o duelo contra a Argentina valia a liderança, mas uma derrota por 1×0 não abalou os planos do técnico Blazevic.

Nas oitavas de final, a Croácia enfrentou a forte seleção romena de Hagi, Ilie, Gabriel Popescu e Munteanu. Em um confronto bastante equilibrado, a equipe quadriculada garantiu a classificação no final do primeiro tempo. O artilheiro Suker converteu o pênalti nos acréscimos da etapa inicial e garantiu o time nas quartas de final da Copa.

Parecia um dejà vu ao ver Alemanha – algoz na Eurocopa de 1996 – nas quartas de final de uma competição. Com sede de vingança, aquela geração protagonizou seu maior jogo: um sonoro 3×0 com direito a ‘olé’ vindo das arquibancadas. Os croatas abriram o placar com Jarni aos 48 da primeira etapa. No segundo tempo, Vlaovic fez o segundo aos 35 e Suker fechou a tampa do caixão alemão com um GOLAÇO ao driblar até o presidente.

A Croácia já fazia história ao se colocar entre as quatro melhores seleções do mundo. A equipe estava ao lado da França de Zidane, do Brasil de Ronaldo e da Holanda de Bergkamp. O selecionado tinha a difícil missão de enfrentar os donos da casa no Stade de France, em Saint-Denis, para continuar fazendo história e tentar uma final.

A França não fazia uma grande competição e o craque Zidane não brilhava. Com muito sufoco, os Les Bleus chegavam aquela fase após uma vitória na prorrogação diante do Paraguai e um triunfo nos pênaltis frente a Itália.

Com o apoio da torcida, os franceses tentaram encurralar, mas a tentativa não obteve êxito. Em uma falha de Thuram, que posteriormente viraria herói, os croatas abriram o placar com Suker.

A vantagem não durou muito tempo e Thuram empatou a partida no minuto seguinte. Mesmo com o golpe, os croatas continuavam melhor na partida, mas aos trinta minutos do segundo tempo veio o golpe fatal. Thuram marcou o seu segundo e último gol com a camisa da sua seleção.

A Croácia saiu aplaudida de campo, mesmo com a frustração da eliminação, os jogadores estavam felizes por terem chegado tão longe. Na outra semi-final, o Brasil bateu a Holanda nos pênaltis após 1×1 no tempo normal.

Era a hora de enfrentar holandeses para terminar a Copa por cima e com um honroso terceiro lugar. Não deu outra, o selecionado quadriculado bateu a ótima Holanda por 2×1 e garantiu a terceira posição na Copa do Mundo. O grande destaque foi o atacante Suker que marcou seis gols e foi o artilheiro do Mundial.

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